038. Palestra de Steen Larsen

ASPECTOS SOCIAIS E PSICOLÓGICOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS*

Steen Larsen

RESUMO

Simples transferência de informação não é idêntica à elaboração de conhecimento. É preciso compreender esta diferença, caso não se queira reduzir o entendimento do ensino-aprendizagem a uma teoria simplista. Para superar este simplismo, o autor apresenta uma teoria de ensino-aprendizagem que abrange três estágios, baseando-se no fundamento de que informações explícitas devem ser transformadas em conhecimento personalizado por meio de re-estruturação sócio-cognitiva em situações sociais de aprendizagem. O autor conclui que nossas escolas precisam sofrer profundas mudanças, deixando de ser auditórios para ouvintes isolados e passando a ser laboratórios de cooperação ativa.

1. INTRODUÇÃO

O rápido desenvolvimento e amplo uso de novas tecnologias educacionais coloca a necessidade da correspondente elaboração de novas teorias e filosofias de educação. Esta renovação do saber educacional deve ter como um de seus pontos de partida o fato de que as novas tecnologias estão voltadas mais significativamente para o tratamento de informações que as tecnologias anteriores. Por isto, é importante entender o que realmente é e o que não é informação, caso não se queira, com ou sem o uso de novas tecnologias, converter nossas escolas em instituições irrelevantes ou decadentes. Se não tomarmos este cuidado, corremos o risco de formar uma geração de estudantes historicamente mais informada que qualquer outra, mas, apesar disto, com menos conhecimento.

A conclusão do parágrafo anterior parece contraditória. Não é. Há contradição, no caso, apenas para aqueles que pensam que transmitir informações para os alunos é idêntico a proporcionar-lhes conhecimento. Pretendemos aqui discutir esta falsa contradição e apresentar uma teoria para o uso da nova tecnologia da informação no âmbito educacional.

2. TEORIAS SIMPLISTAS E TEORIAS COMPREENSIVAS

Ao examinar o tema educação, percebemos dois tipos de abordagens teóricas de ensino-aprendizagem: uma simplista, outra compreensiva. Freqüentemente, professores pouco experientes empregam analogias pertencentes à categoria que podemos chamar de “teoria da transferência no ensino” (Fox, 1983). Este ponto de vista teórico vê as mentes dos estudantes como recipientes nos quais as informações relevantes (conteúdos) devem ser depositados.

A primeira abordagem teórica é simplista porque não faz qualquer distinção entre informação e conhecimento. Parte  do pressuposto de que transferir informação para os alunos é idêntico a dar-lhes conhecimento. A partir desta perspectiva, as preocupações educacionais acabam se reduzindo a questões do tipo: como elaborar bons materiais didáticos; como desenvolver e aperfeiçoar os métodos de  transmissão; como elaborar material auxiliar a fim de que os professores possam, de modo preciso, levar informações relevantes aos recipientes. Esta teoria simplista da transmissão predomina ainda hoje na concepção de programas de EAC – Ensino Assistido por Computador.

A segunda abordagem teórica (compreensiva) considera que o aluno é também sujeito e não apenas mero objeto no processo de transmissão da informação. Consequentemente, ela propõe que o aluno deve construir seu próprio conhecimento a partir da informação recebida. Não é suficiente, portanto, transmitir informação. O processo de ensino-aprendizagem precisa ser visto de modo mais compreensivo.

Levar em conta a diferença entre conhecimento e informação é o primeiro passo na transição de uma visão simplista para uma teoria mais compreensiva da educação. Pretendo discutir tal diferença no âmbito do processo de comunicação; processo este geralmente associado à idéia de transferência de uma mensagem de uma para outra pessoa. A raiz da palavra comunicação é comum; ou seja, refere-se algo de uso público, a linguagem. O pré-requisito para comunicação dos pensamentos íntimos de uma pessoa é colocá-los numa forma que obedeça regras comuns (compartilhadas) no campo da semântica e da sintaxe. Este processo pelo qual os pensamentos íntimos de alguém são transformados de acordo com fórmulas lingüísticas compartilhadas deve, porém, ocorrer internamente antes que qualquer mensagem possa ser transferida para outros. A comunicação, assim, abrange dois momentos:

1)Conhecimento pessoal e subjetivo que é transformado em

fórmulas lingüísticas compartilhadas;

2)mensagem lingüística que é transferida a outros, tornando-se pública.

Conhecimento, portanto, é algo pessoal, pré-conceitual e não lingüístico em sua origem, e que, por meio do processo de comunicação, pode se transformar em informação pública. Na direção inversa, informação pode ser definida como conhecimento pessoal que foi transformado, por meio do processo de comunicação, em algo compartilhável.

Os argumentos até aqui desenvolvidos têm implicações importantes. Primeira: o conhecimento não existe independentemente dos seres humanos por causa de suas dimensões subjetivas e pré-conceituais; em outras palavras, conhecimento é mais do que simples informação, é um conglomerado que inclui também aspectos não lingüísticos como experiência prévia, sentimentos, memórias episódicas, imaginação, expectativas, etc.

A segunda implicação importante é a de que o conhecimento não pode ser transferido diretamente de uma pessoa para outra, sem ser primeiramente transformado em informação. Esta última, por outro lado, pode ser diretamente transferida porque é constituído por elementos bem definidos e explícitos, enquanto que conhecimento, devido a suas características compreensivas e implícitas, pode apenas ser induzido (Larsen, 1986 c).

3. POR UMA TEORIA COMPREENSIVA DA EDUCAÇÃO

A partir da discussão anterior, é possível agora delinear uma teoria educacional compreensiva, abrangendo três estágios.

O primeiro estágio consiste na transformação do conhecimento implícito e pessoal dos professores em informação explícita. Funções tais como a definição de conceitos, escolha da terminologia, divisão da disciplina em tópicos claros e independentes, elaboração de textos, etc., integram este estágio. A transformação de conhecimento implícito e pessoal em informação explícita é o primeiro estágio de qualquer processo educacional. Podemos identificá-lo em situações tais como: para dar sua próxima aula, um professor está planejando seu trabalho; um autor está delineando a concepção de seu próximo livro didático; ou uma equipe de educadores está preparando as especificações de um software educacional.

Quando a transformação a que nos referimos anteriormente chega ao fim, o processo educacional entra no segundo estágio. Basicamente, esta fase consiste na transferência da informação produzida para os alunos. Tal estágio inclui todos os meios de transferência que tão bem conhecemos, ou seja: a fala, o texto, o rádio, a TV, o computador, etc. A questão fundamental, nesta fase, é assegurar que as informações relevantes sejam transmitidas do modo mais efetivo possível aos alunos, sem ruídos perturbadores ou interrupções.

Nos dois primeiros estágios transitamos ainda por um campo parecido com aquele proposto pelas concepções simplistas de educação. Ingressamos na área de uma teoria mais compreensiva do processo educacional apenas quando avançamos para o terceiro estágio. Este último é alcançado no momento em que compreendemos que os alunos são sujeitos e devem desenvolver seu conhecimento pessoal a partir da informação recebida. Neste estágio, os atores são os alunos. Eles deverão, de certa forma, trilhar um caminho inverso ao percorrido pelos professores no primeiro estágio, transformando informação pública em conhecimento pessoal. Neste momento, a informação recebida será “digerida”, perdendo as características de um padrão de elementos bem definidos e parcelados, e sendo gradualmente assimilada e integrada à estrutura de conhecimento já existentes dos alunos.

A meta final da educação é criar especialização. Tal proeza não é resultado apenas de informação e pensamento lógico-formal. Nas situações concretas da vida, verdadeiros especialistas não trabalham exclusivamente de acordo com fatos e regras explícitas. Verdadeiros especialistas ultrapassam a fase da lógica formal e da informação auto-regulatória, trabalhando mais automaticamente, dirigidos pela experiência, intuição e conhecimento pessoal.

Convém, neste momento, lançar mão de uma citação de Minsky (1983) descrevendo a diferença entre pensamento lógico-formal e senso comum:

1. Por que é mais fácil(…) elaborar programas especializados em cálculo e xadrez que programas capazes de resolver problemas infantis ou especialistas na análise de cenas da vida comum? A resposta a esta questão é aparentemente paradoxal. Os procedimentos que tanto admiramos nas áreas de cálculo e xadrez, apesar da dificuldade em descobri-los e aprendê-los, são quase sempre claros e simples numa análise final… Os conhecimentos especializados que se requer para trabalhar uma dada estrutura matemática são uniformes e homogêneos. Por outro lado, analisar como o conhecimento comum se estrutura não é tarefa fácil… Ninguém é capaz sequer de escrever bons axiomas lógico-formais e regras de inferência para qualquer campo substancial de conhecimento do senso comum.

Por quê? Porque o conhecimento pessoal e o senso comum não se baseiam exclusivamente em processos governados por regras bem estabelecidas. Funções lógicas, governadas estritamente por regras, são monótonas, uma vez que dadas certas premissas elas levam sempre a conclusões determinadas e previsíveis. Através da prática, estas formas de pensar, lógicas e matemáticas, são, por assim dizer, gradualmente condensadas, convertendo-se num conhecimento verdadeiramente especializado, automático e intuitivo. A especialização avançada, dadas as suas características de não monotonia, está mais próxima do senso comum que o pensamento lógico-formal. Cabe aqui a citação do testemunho de Daniel Boorstin (1980), diretor da Biblioteca do Congresso Americano:

É um lugar comum de nosso tempo afirmar que esta nação precisa de “cidadãos bem informados”. (…) Eu, pelo contrário, proponho que precisamos – em qualquer país verdadeiramente livre – de “cidadãos que tenham conhecimento”.

Informação, assim como diversão, é artigo de consumo. Esperamos obter de alguém diversão e informação. Não podemos, porém, obter conhecimento! Cada um de nós deve construir um conhecimento pessoal.

Como, porém, a informação recebida é transformada em especialização e conhecimento pessoal no terceiro estágio?

A transformação ocorre quando os alunos estão engajados em atividades de cooperação, interação social, discussão, explicação, recuperação de experiências prévias, solução de problemas do cotidiano. A re-estruturação do conhecimento dos alunos é facilitada pelo aparecimento do que podemos chamar de conflitos cognitivos nestas atividades.

4. CONFLITOS SÓCIO-COGNITIVOS E RE-ESTRUTURAÇÃO DO  CONHECIMENTO

De acordo com Piaget (1950),o desenvolvimento cognitivo está intimamente associado com o engajamento em ações e operações que são, ao mesmo tempo. social e individualmente organizadas. Ele afirma que é pelo constante intercâmbio de pensamentos com os outros que nos descentralizamos de nós mesmos, podendo assim coordenar relações internas derivadas de diferentes pontos de vista. Para Piaget, a cooperação é a primeira de uma série de formas de comportamento importantes na constituição e desenvolvimento do pensamento.

Especialistas em teoria da aprendizagem, como Murray (1974) e Bandura (1977), explicam a aquisição de novas habilidades nas crianças como resultado de um processo de imitação, particularmente do processo de imitação dos melhores modelos. Por outro lado, Mungny e Doise (1978), e Weinstein e Bearison (1985) mostram que sujeitos que interagem com parceiros menos avançados alcançam tanto progresso quanto sujeitos que interagem com parceiros mais avançados. Assim, a idéia de que a imitação é um mecanismo fundamental na aprendizagem social parece não se sustentar.

Marian, Desjardins e Breante (1974) observaram que a “interação entre participantes cresce quando o conflito cognitivos é sentido por todos”. Na mesma direção, Daise, Mugny e Perret-Clermant (1975) delinearam um modelo sócio-cognitivo do desenvolvimento infantil, baseando-se na hipótese do “conflito cognitivo experimentado e resolvido socialmente”. Em diversos experimentos, os últimos autores mostraram que as crianças, quando trabalham juntas em díades e têm oportunidade de gerar conflitos sócio-cognitivos, são capazes de resolver problemas de nível mais elevado que as crianças que trabalham isoladamente. Além disto, como mostraram Mugny e Doise (1978), é nas combinações diádicas, onde sujeitos com diferentes níveis de habilidade trabalham em conjunto, que parceiros menos e mais avançados progridem consistentemente.

Parece que a re-estruturação cognitiva é mais forte nos trabalhos grupais que nos individuais, porque a interação social gera diferentes visões de oposição, possibilitando desta forma conflitos cognitivos entre os sujeitos. E, de Acordo com Piaget (1975), “os fatores mais produtivos na aquisição (do conhecimento) são os distúrbios gerados pelo conflito”.

Os mencionados conflitos obrigam as pessoas a coordenarem suas ações. Isto sugere que uma acomodação no encontro com os pontos de vista de outrem pode ser assimilada se a re-estruturação cognitiva ocorrer. De acordo com Clermont (1980), conflitos deste tipo…

… trazem um desequilíbrio que torna necessária a elaboração cognitiva. Desta forma, o conflito cognitivo confere um papel especial ao fator social como um dos elementos mais importantes no crescimento mental. O conflito sócio-cognitivo pode ser figurativamente comparado com a reação catalítica no campo da química; esta última não aparece no produto final, mas sem ela a nova estrutura não ocorre.

A partir da importância da interação social na aprendizagem, pode-se concluir, portanto, que uma criança, quando trabalha sozinha numa certa tarefa, fica presa a uma abordagem egocêntrica se comparada com crianças que trabalham cooperativamente. No último caso, os conflitos sócio-cognitivos, devido aos diferentes pontos de vista, fazem com que a re-estruturação cognitiva seja um necessidade para as pessoas.

5. ENSINO ASSISTIDO POR COMPUTADOR E INTERAÇÃO SOCIAL

Até agora, poucas investigações sistemáticas têm se voltado para a questão da interação social entre estudantes no contexto de trabalho com computadores. Há algumas descrições incidentais sobre a troca de idéias entre estudantes usando programas de gerenciamento de dados (Rubin, 1980; Collins, Bruce e Rubin, 1982; Zacchei, 1982) e programação de computadores em grupo (Jabs, 1981).

Os poucos estudos sistemáticos já efetuados na área, porém, apontam para diferenças notáveis entre o trabalho individual e o grupal com computadores. Reid, Palmer, Whitlock e Jones (1973), por exemplo, observaram que algumas crianças resolveram problemas de modo mais efetivo em grupos que individualmente. Um estudo conduzido por Cheney (1977) mostrou que alunos trabalhando em duplas para aprender programação obtiverem melhores resultados que alunos que trabalharam isoladamente. Na mesma direção, Klaus e Grau (1976), num estudo com alunos de 7ª série, com desempenho abaixo da mediana em aritmética e que trabalharam, tanto individual como coletivamente, em tarefas de dificuldade progressiva controladas por computador, descobriram que os trabalhos em grupo demandaram, em média, 60% ,menos tempo que os trabalhos individuais.

Pode-se argumentar que os alunos melhor preparados irão dominar e até mesmo tornar passivos os companheiros menos talentosos no contexto de trabalhos grupais. Aparentemente, isto não é verdadeiro em todas as ocasiões. Numa pesquisa realizada por Webb (1984) sobre a aprendizagem de programação em pequenos grupos, ficou evidenciado que o número de ocupações e o tempo gasto no teclado tem pouca relação com os resultados de computação. Os estudantes distantes das máquinas pareciam tão envolvidos com o material como aqueles que trabalhavam diretamente no teclado. Além disto, a cooperação grupal pareceu ser menos baseada em verbalização se comparada com outras atividades comuns da sala de aula:

Em trabalhos típicos da sala de aula, os estudantes podem explicar verbalmente como fazer o trabalho ou podem mostrar a um companheiro a direção a seguir, escrevendo, por exemplo, a solução de problemas de matemática no papel ou  no quadro negro. Mesmo quando “mostram” o trabalho, os alunos quase sempre empregam pistas verbais  se a solução encontrada não

é completa. Com os computadores, porém, as estratégias ou abordagens para resolver problemas (o programa) e os resultados são vistos claramente pôr todo, uma  vez que aparecem de modo padronizado na tela. Desta maneira, os alunos podem aprender a partir daquilo que os outros fazem, assim como do que dizem.

6. ESTÁGIO 3: UM LABORATÓRIO PARA A RE-ESTRUTURAÇÃO COGNITIVA

A partir do terceiro estágio da teoria de educação aqui delineada, pode-se concluir que o uso de novas tecnologias de informação deve ser visto de uma perspectiva mais ampla que aquela dos instrumentos para a transmissão efetiva da informação.

Ao contrário da informação, o conhecimento não pode ser “transferido” para os alunos. Deve ser induzido em contextos de aprendizagem que possibilitem a transformação da informação em conhecimento. Como já se observou, tais contextos de aprendizagem devem ser baseados em atividades sociais que criem conflitos sócio-cognitivos “naturais”, facilitando assim a re-estruturação cognitiva. Uma vez que os estágios iniciais do processo de ensino estão mais ou menos voltados para a transferência de informação, nossas escolas atualmente são dominadas por auditórios. Se a importância do terceiro estágio não for levada em conta, as novas tecnologias se converterão em simples prolongamento da visão tradicional e simplista do ensino. Na era da informação, não basta construir auditórios mais sofisticados e eletrônicos; é preciso ter laboratórios para a re-estruturação cognitiva.

Brown (1983) sugere que a tecnologia computadorizada fará renascer nas escolas o “aprender fazendo”.

Creio que a tecnologia irá mudar fundamentalmente tanto o uso como o conteúdo do “aprender fazendo”. Em particular, ela irá possibilitar um leque mais amplo dos cenários do aprender fazendo e a expansão dos tipos de conhecimentos que podem ser ensinados. Ou seja, ela irá facilitar e melhorar a aprendizagem das habilidades meta-cognitivas, habilidades do pensar sobre o pensar, o aprender, o lembrar e o diagnosticar.

Esta visão, porém, não é congruente com a filosofia educacional original pôr trás do aprender fazendo. Devido à ausência de trabalho prático e autêntico nas escolas, a realidade é substituída pôr cenários abstratos e artificiais. Aprender está muito próximo do resolver problemas, e o computador é uma ferramenta poderosa para este tipo de trabalho. Mas qual o tipo de problemas que os alunos resolvem realmente quando o computador é usado na educação? Raramente a mencionada máquina é empregada para resolver problemas reais; quase sempre ela é usada como uma fonte de problemas artificiais.

Parece que o uso de novas tecnologias está gerando um paradoxo: as escolas possuem agora uma ferramenta poderosa para resolver problemas; mas, que problemas podem ser resolvidos? Como as escolas estão afastadas das dimensões mais importantes da vida na sociedade, muitos dos problemas que os alunos estão tentando resolver no âmbito escolar são de caráter abstrato e artificial.

7. UMA SOCIEDADE SEM ESCOLAS?

De acordo com alguns filósofos da educação, o paradoxo atrás mencionado pode ser resolvido numa sociedade sem escolas. Illich (1972), por exemplo, propõe uma visão de uma sociedade desescolarizada. Atualmente esta visão vem sendo associada à tecnologia da informação. Papert (1983), o criador da linguagem LOGO, apresenta esta tendência da seguinte forma:

A presença do computador é o que tornará uma sociedade desescolarizada possível e até mesmo necessária. Se minha perspectiva do modo pelo qual os computadores devem ser utilizados for concretizada, a estrutura escolar será colocada em xeque em todos os níveis, do epistemológico ao social.

Na mesma direção, outros pesquisadores vêm afirmando que os microcomputadores darão nova vida ao trabalho no lar, escritórios e laboratórios, e irão acelerar a adoção de modos alternativos de educação, possibilitando, por esta via, o surgimento de uma sociedade desescolarizada. Os atuais sistemas de educação foram concebidos a partir de fatores históricos, sociais e econômicos que estão mudando. A educação oferecida hoje torna-se cada vez menos efetiva para fazer frente às necessidades do mundo contemporâneo. Esta circunstância pode levar ou à abolição das instituições escolares ou à diminuição do papel destas como o conseqüente surgimento de sistemas mais compreensivos e menos formais (Ross, 1982).

O desenvolvimento da tendência identificada por tais autores irá, de acordo com Papert, converter a educação pública em um ato privado:

Dentro de poucos anos assistiremos a uma explosão do número de computadores de uso pessoal. Mais que este dado quantitativo, o fenômeno do computadores pessoais parece estar surgindo numa direção que irá possibilitar, do ponto de vista qualitativo, um uso bastante parecido com o proposto pelo contexto LOGO. Quando isto ocorrer, alcançaremos, pela primeira vez na história, uma alternativa viável para as escolas e a possibilidade de que a educação se converta num ato privado… Este é um cenário plausível. Na próxima década, um considerável número de famílias possivelmente passará a ver o computador como uma alternativa viável para a escola pública (Papert, 1983).

Esta visão é muito parecida com os sonhos delineados por educadores como Rousseau e Dewey. Ela propõe, em síntese, uma volta ao modo natural de aprender e à “aprendizagem pelo fazer”. Mas, assim como em outras dimensões da vida, os métodos educacionais dependem de certos pressupostos que não podem ser desconsiderados se não quisermos converter belos sonhos em pesadelos. E quais são os pressupostos para a aprendizagem natural a partir do fazer? A resposta é simples: é preciso que a educação tenha relação com a vida social da criança. Por que muitas crianças aprendem a falar sem instrução sistemática? Porque falar é uma necessidade social no seu dia a dia. Por que a maioria das crianças não aprende a escrever sem instrução sistemática? Porque escrever não é uma necessidade social em sua vida cotidiana. Isto significa que a aprendizagem natural pelo fazer depende de como uma necessidade social está presente na vida diária da criança. O que for necessário será aprendido automaticamente e sem instrução sistemática. Na sociedade pré industrial as necessidades eram muitas e, ao mesmo tempo, a demanda por educação sistemática não era expressiva. O mundo era pequeno e estático, e podia, literalmente, ser apreendido em sua totalidade pela criança.

Na sociedade da alta tecnologia as relações mudaram. Com o desenvolvimento tecnológico as coisas se tornaram mais fáceis e as necessidades diminuíram. Uma das afirmações mais comuns que acompanha o surgimento de mais uma inovação tecnológica é “não é mais necessário…” Exemplos: “não é mais necessário lavar as roupas à mão”, “…ir à biblioteca”, “…ir às compras” e, talvez, “…ir à escola”.

Para os adultos, as perspectivas abertas pela sociedade da alta tecnologia podem significar maior liberdade pessoal, pois há menos coisas a fazer. Mas quais serão as conseqüências para as crianças caso as demandas sociais sejam menores e haja menos coisas para fazer? Neste caso, existirão menos oportunidades para  a aprendizagem natural e para o aprender fazendo.

Por este motivo, será preciso organizar tarefas e criar necessidades para “desafiar” as crianças. Necessidades criadas ou organizadas – ou mais precisamente, necessidades artificiais – são jogos de simulação. Nos domínios onde a necessidade social diminui, fica aberto o espaço para a simulação e a motivação. “Faça de conta que…” torna-se uma expressão chave.

A apresentação imediata é substituída por representações mediadas, num processo gradual e inconsciente que torna a educação mais abstrata e mais inautêntica ainda (Larsen, 1986b).

É preciso entender, porém, que educação não se reduz a instrução. As escolas não se ocupam exclusivamente com o ensino e a instrução, mas cumprem também outras finalidades sociais importantes. Se a educação se converter num ato privado, sendo, por exemplo, viabiliza por meio de computadores pessoais, algumas dimensões sociais muito importantes da educação possivelmente serão perdidas (Larsen, 1986a).

A interação entre a criança e o computador cria uma relação dual artificial que, à primeira vista, é paralela à relação aluno/professor. Porém, a aprendizagem efetiva não se reduz à relação professor/aluno. Isto pode ser importante nos estágios iniciais do processo educacional quando a necessidade de instrução e informação é muito grande. Mas, quando a educação chega ao terceiro estágio, a relação instrucional torna-se menos relevante na medida em que o aluno começa a usar suas habilidades e conhecimentos numa perspectiva social mais ampla em cooperação com outros parceiros. Para chegar a esta extensão do processo de aprendizagem pessoal, a instrução privada via microcomputadores é contraproducente, dado o seu caráter meramente individual.

8. CONCLUSÃO

Uma vez que a maioria dos produtos de EAC hoje existentes está baseada na teoria de transferência, as atenções se voltam para o primeiro e segundo estágio – transformação do conhecimento pessoal em informação pública, e transmissão e distribuição da informação para os alunos.

Estes dois estágios são bem conhecidos na implementação de software educacional (Larsen, 1987). Nesta direção, muito tempo e espaço têm sido empregados no desenvolvimento de programas e bancos de dados que podem apresentar informações relevantes para os alunos. O terceiro estágio – situação em que a informação obtida deve ser digerida pelos alunos – porém, é quase sempre desconsiderado. Este é um sério engano, pois reduz a educação à mera transferência de informação. Transformar a informação recebida em conhecimento pessoal requer duas importantes funções: transformação da informação explícita e objetiva em conhecimento subjetivo e  pessoal, e integração coerente do novo saber aos padrões de conhecimento já existentes na mente do aluno.

As mencionadas funções, dadas as suas características subjetivas, não podem ser inseridas no software, mas devem ser estimuladas desde outras instâncias em que a aprendizagem ocorre. Esta é a razão pela qual o conhecimento não pode simplesmente ser transmitido, mas induzido por meio de atividades como cooperação, interação social, re-estruturação pôr meio de conflitos sócio-cognitivos, e discussão e solução de problemas da vida real. Assim, a educação deve basear-se tanto na comunicação como na transformação/personalização. Nesta direção, o uso de tecnologias de informação não deve ser visto isoladamente, mas como parte de uma situação educacional mais ampla. A tecnologia é uma ferramenta, não um fim em si mesma.

Quando trabalhamos com as novas tecnologias na educação, devemos ter em mente o modelo de três estágios e estar conscientes das atividades requeridas pelo terceiro estágio. Assim, ao implementar novos softwares educacionais precisamos nos perguntar: quais são as atividades necessárias para complementar meu software de maneira que a informação apresentada seja transformada em conhecimentos pelos alunos?

A integração das novas tecnologias da informação ao processo educativo implica, portanto, no entendimento de que educação não é apenas um problema de instrução. Os modernos produtos tecnológicos não devem ser vistos como máquinas de ensinar para as quais se deve desenvolver  bons softwares, mas como ferramentas que, controladas pelos alunos, podem ser um poderoso instrumento para a construção de conhecimento pessoal. Dentro desta perspectiva, a tecnologia da informação é apenas um aspecto do contexto social no qual a educação ocorre. Assim, o que é necessário no momento não é uma tecnologia mais sofisticada ou aprofundamento dos usos e características desta tecnologia, mas uma “sociologia da educação” revista (Larsen, 1988).

Os princípios sobre os quais os atuais sistemas educacionais se baseiam são mais congruentes com idéias do século passado do que com as possibilidades inerentes às novas tecnologias. Estas últimas irão expandir as possibilidades educacionais, em parte porque uma imensa quantidade de informação estará à disposição dos estudantes, em parte porque os computadores aparentemente oferecem mais oportunidades para categorias práticas de aprendizagem que as operações mentais predominantes na maioria dos ambientes de ensino das salas de aula comuns.

Do ponto de vista educacional, porém, as vantagens das novas tecnologias da informação podem converter-se em desvantagens se o uso das mesmas não ocorrer de acordo com uma filosofia educacional explícita e bem definida. É verdade que as novas tecnologias podem ser empregadas como ferramentas para levar à sala de aula quase todos os tipos de informação. Esta não é, porém, uma estratégia educacional razoável. Nossas escolas, auditórios para ouvintes isolados, precisam converter-se em laboratórios de ativa cooperação. O desafio atual, neste sentido, é o de investigar como a nova tecnologia da informação pode ser usada na direção da necessária mudança.

REFERÊNCIAS

Bandura, A. 1977. Social Learning Theory. New Jersey: Prentice-Halll, Englewood Cliffs.

Boorstin, D. 1980. Remarks by Daniel Boorstin, the Librarian of Congress, at White House Conference on Library and Information Science, Journal of Information Science, 111-113.

Brown, J.S. 1983. Learning by Doing Revisited for Electronic Learning Environments. In M.A. White (ed.), The Future of Electronic Learning, New Jersey: Hilldale.

Cheney, P.H. 1977. Teaching computer programming in an environment where colaboration is required. AEDS Journal, 11, 1-5.

Collins, A., Bruce, B.C. e Rubin, A. 1982. Microcomputer based activities for the upper elementary grades. Proceedings of the Fourth International Learning Technology Congress and Exposition, Warrentown, VA: Society for Applied Learning Technology.

Doise, W., Mugny, G. e Peret-Clermont, A. N. 1975. Social interaction and the development of congnitive operations. European Journal of Social Psychol-ogy, 5,367-383.

Fox, D. 1983. Personal Theories of Teaching. Studies in Higher Education, 8, 151-163.

Illich, I. 1972. De-Schoolling Society. New York: Harper and Row.

Jabs,   C. 1981. Game playing allowed. Electronic Learning. 1,5-6.

Klaus, F.& Grau, U. 1976. Soziale Anregungsbedingungen als Motivationsfaktor in einen Übungsprogramm. Zeitschrift fü Entwicklungspsychologie und Pädagogische Psychologie, 8,37-43.

Larsen, S. 1986a. Computerized instruction in the home and the child’s development of Knowledge, Education and Computing, 2,47-52.

Larsen, S. 1986b. Computers in Education: A critical view. In: B. Sendov & I. Stanchev (eds.), Children in an Informaion Age. NeW York: Pergamon Press.

Larsen, S. 19896c. Information can be transmitted but Knowledge must be induced. Programmed Learning and Educational Technology, 23,331-336.

Larsen, S. 1987. Psychological and Pedagogical Considerations in Relation to Implementation of Educational Software. In: J. Moonen & T. Plomp (eds.), Developments in Educational Software and Courseware. New York: Pergamon Press.

Larsen, S. 1988. How Should new technologies be used in education? In:D. Harris (ed.), World Book of Education.

Marion, A., Desjardins, C. & Breante, M. 1974. Conditions experimentales et developpement intellectuel de l’enfant de 5-6 ans dans le domaine numérique. In Pourquoilles échecs dans les premières anées de la scolarité? Recherches Pédagogiques (CRESAS,ed.) nº 68 INRDP, Paris.

Minsky, M. L. 1983. Computer Science and the Representation of Knowledge. In: M.L.Dertouzos & J. Moses (Eds.). The Computer Age: A Twenty- Year View. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press.

Mugny,G.&Doise, W. 1978. Socio-cognitive conflict and structure of individual and collective performances. European Journal of Social Psychology, 8,181-192.

Murray, J.P. 1974. Social learning and cognitive development: modelling effects on children’s understanding of conservation. British Journal of Psychology, 65,151-160.

Papert, S. 1983. Computers and Learning. In: M.L.Dertouzos & J. Moses (eds.), The Computer Age: a Twenty-Year View. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press.

Perret-Clermont, A.N.1980. Social Interaction and Cognitive Development in Children. London: Academic Press.

Piaget, J.1950. The Psychology of Inteligence. Routledge and Kegan Paul, London.

Piaget, J. 1975. L’equilibration des Structures Cognitives. Problème Central du dévéloppement. Études d’Épistemologie génétique, vol.XXXIII, PUF, Paris.

Reid, J., Palmer, R.,Whitlock, J e Joner, J. 1973. Computer-assisted instruction perfomance of student pairs as related to individual differences. Journal of Educational Psychology, 65,65-73.

Ross, J.1982. Home computer based learning systems. In: The Computer: Extension of the Human Mind. Proceedings, Annual Summer Conference, College of Education, University of Oregon.

Rubin, A. 1980. Making Stories, making sense. Language Arts, 57,285-298.

Webb, N.M.1984. Microcomputer learning in small groups: cognitive requirements and group processes. Journal of educational Psychology, 76,1076-1088.

Weinstein, B.D. and Bearison, D.J. 1985. Social interaction, social observation, and cognitive development in young children. European Journal of Social Psychology, 15,333-343.

Zacchei, D. 1982. The adventures and exploits of the dynamic storymaker and textman. Classroom Computer News, 2,28-30.

*Original: New Technologies in Education: Social and Psychological Aspects, invited paper, European Conference on Computers in Education – ECCE/88, Lausanne, julho/88. Tradução: Jarbas Novelino Barato, São Paulo, 1988.

INFORMAÇÃO SOBRE O AUTOR

O professor Steen Larsen é um “professor de professores” e trabalha na The Royal Danish School of Education Studies, 101 Emdrupvej; DK-2400, Copenhhagen N.V., Denmark. Antes de se tornar um especialista em tecnologia educacional, Steen Larsen trabalhou com o pesquisador na área da neuropsicologia, tentando entender como funciona o cérebro humano. Ele acredita profundamente no ser humano enquanto alguém capaz de aprender qualquer coisa se encontrar condições favoráveis para tanto. Por outro lado, não é um admirador das maravilhas da máquina, vendo-a apenas como uma conveniência para tornar a vida mais fácil. Larsen não é um acadêmico tradicional. Gosta de conversar com pessoas na rua. Freqüenta lugares populares e, socialmente, gosta de “jogar conversa fora”. Admira muito o Brasil e, como todo bom dinamarquês, acha que o futebol de sua terra é o mais “brasileiro” da Europa.

64 Respostas to “038. Palestra de Steen Larsen”

  1. Aline Borges Says:

    Interessante, não sabia o quanto era complexo este assunto, mas pode aprender e compreender algumas duvidas.

    Aline
    Universidade São Judas
    1° APGN

    • jarbas Says:

      Oi Aline,

      Tudo bem. Mas, você ainda está devendo uma explicação de como Steen distingue informação de conhecimento. Abraço, Jarbas.

  2. Eliane Cekenda Machado Says:

    Olá!
    Pelo que eu entendi, conhecimento é mais que informação, mas para que seja entendido é necessário que conhecimento seja primeiro transformado em informação. Informação pode ser qualquer coisa, mas não implica necessariamente em algo que nos acrescente.

  3. acvicente Says:

    Profº Jarbas,

    Nos dias atuais temos acesso a uma grande quantidade de informações, mas isso não quer dizer que possuímos conhecimento. Muitas vezes a informação é jogada sem que haja um entendimento por parte de quem a recebeu, por isso ela fica sendo somente informação. Já o conhecimento é algo que já possuímos e ao recebermos informações conseguimos transformá-las em novos conhecimentos.

    Angela Vicente
    1º APGN

  4. Fabiana Nunes da Cruz Says:

    oi!
    pelo o que entendii, que a tecnologia querendo ou não se torna uma educação ,e que pode nos transmitir varias informaçoes .
    A informação não é identica ao conhecimento precisa saber e compreender a diferença , toda informação precisa de seu conhecimento se aprofundar mais em cada questão ..

    Fabiana Nunes da Cruz

    1° apgn

  5. Maria Regina Chaves Says:

    Olá, Prfº Jarbas !!!

    conhecimento é algo muito importante e pessoal, onde cada um, adquire por diferentes meios de informações. Cabe a cada indivíduo saber selecionar o que é bom ou ruím, fazendo uma breve seleção das informações que terá acesso e tirar o melhor para o seu conhecimento.

  6. caroline moreira Says:

    prof muito interessante esse conteúdo explica melhor a diferença do que é informação,e conhecimento por exemplo a tecnologia ela nos transmiti informações mas isso não o bastante para o ser humano dizer que tem conhecimento tudo é baseado no estudo de cada um procurar pesquisar ir atrás de novas fontes para obter conhecimento. e sempre está indo arás de novos saberes para estar bem atualizado. o conhecimento é tudo na vida de cada um mas a informação é o começo de tudo.

    1° apgn

  7. caroline moreira Says:

    ops errei uma palavrinha é atrás

  8. Eliana Franzão da Silva Says:

    Professor Jarbas
    Boa noite

    Acredito que ainda seja necessário estudar muito para podermos entender os aspectos sociais das novas tecnologias educacionais.

    Concordo com Steen Larsen quando diz que a criança tem que ter conhecimento para depois ter ferramenta que irá estruturá-lo.

    Eliana Franzão da Silva RA 200702973

  9. Suellen Rosa 1APGN Says:

    Bom dia Professor!
    Ficou bem claro que conhecimento todos têm,é uma coisa de si,e este conhecimento construimos através das informações que recebemos.
    Nós recebemos informações a todo momento,e por diverssos meios,elas são praticamente jodas em nossa cabeça.
    Cabe a cada um assimilar estas informações e transforma-las em conhecimentos próprios,conhecimentos que podem ser compartilhados,onde outros podem tirar informações e transforma-la em seu próprio conhecimento.

  10. Geyse Priscila Oliveira Dias Says:

    Professor Jarbas

    Bom Dia.

    Bom o texto é muito interessante, porém a idéia de Steen Larsen infeslimente, não é exercida em todas as escolas.
    Tudo que nos é proposto é informação, mais nem sempre é conhecimento, pois tem muitas coisa que não acresentam nada. Já o conhecimento é o que á de bom na informação, o que não é jogamos fora.
    Mesmo a informação nem sempre sendo boa, ela é promordial na construção do conhecimento.

  11. Paula Catalan da Silva Says:

    Bom dia Professor…
    Pelo que eu pude entender professor… conhecimento e imformação andam juntos, pois para se contruir um conhecimento depende a informação que é passava, por livros, tecnologia enfim…
    Diz que o aluno não é um mero trasmissor de conhecimento e sim através da informação recebida tem que construir seu próprio conehcimento.

    Obrigada
    Paula Catalan Ra 201013595

  12. Jaqueline Calado Luiz Says:

    Boa Tarde!

    O conhecimento e a informação andam juntos, pois antes de se tornar conhecimento, era uma informação. E cabe a cada individuo selecionar a informação util da que pode ser descartada, assimila-la e transforma-la em conhecimento.
    Hoje em dia somos bombardeado por informações por todos os lados, e precisamos ter o discernimento do que irá nos acrescentar algo.

    Grata!
    Jaqueline Calado Luiz
    1APGN
    RA:201013492

  13. Ana Paula de Brito Says:

    Boa Tarde Prof.° Jarbas.
    O Conhecimento hoje heim dia é muito importante e muito pessoal,O conhecimento pode ser adiquirido de varias formas,uma delas são jorna, revista, livros,enternet e etc…
    E cada uma dessas fontes o aluno pode adiquirir mais conhecimento e tambem vai construir seu proprio conhecimento.

  14. Ana Carolina PAtto 1 APGN Says:

    Professor. Muito interessante o texto e muito importante a fala de Sten Larsen.

    Hoje percebi, segundo ele que informação recebemos diariamente, pois é tudo o que nos é jogado. Já o conhecimento é a abstração qeu fazemos destas informaões!

  15. Jéssica Fabre (1APGN - USJT) Says:

    Olá Professor Jarbas!!!

    Acredito que recebemos a informação a todo instante, através de várias atividades cotidianas, mas nem sempre a interpretamos, o que faz que com a mesma não seja compreendida e assim não vira conhecimento.
    O conhecimento, são as informações que recebemos e que são avaliadas e compreendidas, de modo que acrescenta a nossa aprendizagem.

    Obrigada!

    Boa Tarde ^^

  16. Rafael Borges 1APGN2010 Says:

    Professor,

    Lendo a informação da Palestra de Steen Larsen, pude não somente receber masi informações, mas abstrai conhecimentos.
    É interessante, quando ele apresenta a relação do professo e aluno. Ou melhor sujeito e objeto. O Educador, muitas das vezes, dá ao aluno informações, como se estas por sua vez fossmem conhecimentos, não sabebdo fazer a disntinção correta. Porém, ao mesmo tempo, ele chama a atenção, pois o aluno deve ser visto como sujeito neste processo de ensino-aprendizagem, levando através de informações a abstrair conhecimentos. Pois o conhecimento é fundamental na cosntrução intrelectual e social do indivíduo.
    Enfim, para Steen Larsen, o conhecimento é algo muito mais profundo do que se imagina, ele é abastração das informações é a reflexão e o que se fica desta. Uma vez que a informação é jogada diariamente por diversos veículos de informação, o conhecimento é a reflexão, o qeu se ficou o que se abstraiu desta informação.

  17. Angelica R. Quados Says:

    Boa Tarde ,
    Professor Jarbas…

    A informação funciona como mediador do conhecimento.

    Ao meu ver a informação, nos é passada de a todo o momento , e tem como objetivo despertar o nosso lado reflexivo.

    já o conhecimento é algo que cada individuo tem que procurar através de leitura de jornais,revistas entre outros meios de informação..

  18. Angelica R. Quados Says:

    Boa Tarde ,
    Professor Jarbas…

    A informação funciona como mediador do conhecimento.

    Ao meu ver a informação, nos é passada de todas as formas a todo o momento , e tem como objetivo despertar o nosso lado reflexivo, fazendo com que nos possamos criar nosso próprio conhecimento.

    já o conhecimento é algo que cada individuo tem que procurar através de leitura de jornais,revistas entre outros meios de informação..

    Pofo aceita esse que ficou mais completo…

  19. Anna Paula Rocha de Lima Says:

    No dias de hoje, notamos que as informaçoes sao jogadas em todas as midias e de todas as formas, na area da educaçao “os profesores” acham que passar o que sabem eta otimo para que o aluno aprenda. Mas isso nao basta para termos conhecimento, é necessario absorver as informaçoes novas que recebemos e aplica-las, compara-las e emprega-las no nosso dia a dia, acredito que dessa forma estamos nao so absorvendo infomaçao, mas transformando-a em conhecimento. Quando entendemos a ideia e conseguimos desenvolve-la.

  20. Mariana Pachioni (1APGN) Says:

    Prof.° Jarbas Boa Tarde!!

    Pelo que entendi do texto, informação e conhecimento são coisas bem diferentes, mas que não deveriam ter uma diferença tão grande assim, pois afinal sempre que temos uma nova informação, temos a oportunidade de transformá-la em conhecimento também, está certo que muitas vezes, pessoas nos passam dados, sem nem nos explicar o que terá que ser feito, mas acredito que na maioria das vezes se houver esforço e dedicação é possível sim obter o conhecimento de uma mínima informação apresentada.

    Obrigada!

  21. Marina Morato 1APGN Says:

    Informação é todo e qualquer conteúdo no qual a pessoa recebe e percebe: cheiros, sabores, sons, notícias na TV, no rádio, livros lidos e conteúdos dados na escola.
    Conhecimento é quando a informação passa a fazer parte da pessoa, é aquilo que a pessoa consegue abstrair, “sugar” da informação, conhecimento é adquirido através de reflexão e estudo real da informação, é quando a pessoa consegue dar uma sua opinião independente do ponto de vista das outras pessoas, porque ela sabe do que está falando.
    Informação é superficial, Conhecimento é profundo, está dentro da pessoa.

    É necessário que o educador saiba diferenciar estes dois termos e trabalhar com os alunos a abstração de conhecimento das informações que recebe, fazendo com que esta permanece em si, e não seja esquecida como mera informação.
    Como diria o slogan de um grande jornal “Informação envelhece. Conhecimento renova.”

  22. Mariza Coelho Says:

    Perceber a diferença entre informação e conhecimento é algo grandioso na busca do saber, pois o conhecimento não é simplesmente acumulo de informações.
    Pude perceber no texto a cima, que conhecimento é algo mais que informação e cada indivíduo tem a sua forma de compreender o mundo devido às diversas formas que capta o que é transmitido em sua volta, se tornando cada vez mais único.
    E como dize nosso amigo Rafael Borges: Conhecimento é fundamental na construção intelectual e social do indivíduo.

    Pedagogia RA 201013659

  23. Cristiane matos da silva*1APGN* Says:

    Olá

    Um fator muito importante para à vida de todos,e o saber, uma ferrameta indispensável para o desenvovimento e o crescimento do ser humano.A sociedade em seu torno está cheia de informação, mas muitos delas,não tem o conhecimento para saber o que a informação que dizer , todos dias estamos processando informações e buscando o indendimento para o nosso desenvovimento,mas para isso temos que ter o conhecimeto para que cada um cresca chega a todos os pontos como no intelectual e o social.Conhecimento e informação é duas ferramentas importante para o crecimento de todos.
    Pedagogia RA: 201007088

  24. Pryscilla Cabral Says:

    O conhecimento é a transformação de uma informação e conseguimos fazer uma reflexão e ela se transforma em conhecimento já a informação é algo que recebemos todos os dias por meio de vários meios de comunicação, mas que não é transformada em conhecimento.

    Ex: Na biblioteca existe vários livros com informações, mas se o aluno não transformar essa informação em conhecimento não adianta. Que dizer ele precisa ler e refletir.

    Pryscilla Cabral
    Univerisdade São Judas
    Curso de Pedagogia
    1APGN

  25. Fernanda Domiciano dos Santos Says:

    De certa forma para Steen Larsen a forma de educação e informação nas escolas, formas de tecnologia não traz para o aluno ou individuo o aprendizado esperado. A forma de educação atual leva aos alunos muitas informações de forma decorativa e não de aprendizado, de forma que poderia se reformulado para obter um maior conhecimento.

  26. Etiene Says:

    Analisando o texto acima, notei que é muito importante acompanhar a era da tecnologia, pois passaremos para ” última fila”. E a tecnologia é muito importante para educação por que abre portas para um mundo desconhecidos para alguns e faz que nós adquirimos novos conhecimentos, ou seja, pelo prazer de manipular e na curiosidade de descobrir.
    De fato a informação não pode ser só transmitida, tem que ser levar em conta o que existe nesta informação, fazer o aluno refletir, seja por meio da realidade da pessoa, e pelo conflito cognito, interação e cooperação, onde adquiremos mais conhecimentos, e transformamos os já existentes.

  27. Gledison Rocha(Licenciatura) Says:

    Oi Prof. Jarbas!
    O que pude entender da palestra de Larsen é que informação esta em todo lugar e não forma conhecimento se não for trabalhada/digerida e transformada em opinião; ex.: o fato de eu ler um outdoor é uma informação, mas se usar esta informação como ponto de partida para uma nova propaganda, ou comparando uma pesquisa ou criação de um texto dissertativo, aí sim estarei transformando conteúdo em conhecimento, como diz o texto acima de um modo simplista para um compreensivo. Acredito que as novas tecnologias contribuem e muito para obtenção da informação o que esta bem caracterizado nos dois primerios estágios de uma educação compreensiva, as novas tendências educacionais caminham para cada vez mais o uso da internet, mas o terceiro estágio creio que até o momento evolutivo tecnológico é insubstituível a interação humana, ou seja, o professor é o que continua a propor desafios, estimular a criação de novos conhecimentos compreensivos à todos a partir de pré-informações simplista; posso citar o curso de licenciatura como parâmetro, se este curso fosse à distância(por computador) como absorveríamos experiência no trato com as pessoas que educaremos se ficarmos obtendo apenas informação atrás de uma mesa de computador(desktop); sou da mesma opinião que Larsen, que o conhecimento se constrói com interação(social/meio)e as tecnologias contribuem são instrumentos para facilitar nossa vida.
    Abs,
    Gledison/Licenciatura 2010

  28. Marlene F.Profeta - Formação de professores - LI02B Says:

    Boa tarde, Prof. Jarbas!

    Pela leitura do texto, compreendi que a diferença entre informação e conhecimento é que a informação é mais superficial, não passando pelo processo do pensar, entender, compreender certo tema a partir das vivências de cada pessoa. O conhecimento é mais profundo, a pessoa vai entendendo, compreendendo o assunto em várias dimensões internas.
    A informação é logo esquecida, o conhecimento fica com a pessoa, pois foi absorvida por ela.

  29. Rafaela Cirillo Barricelli Says:

    Bom dia, prof. Jarbas.
    Com a leitura do texto de Larsen, cheguei à conclusão de que informação está em todo lugar; diferente de conhecimento que é algo que deve ser internalizado. Ou seja, o educador transmite informação e, tal informação deve ser ´´digerida´´ pelo aluno a fim de que se transforme, posteriormente, em conhecimento. Sendo assim, creio que as novas tecnologias contribuam para a aquisição de informação, o que está caracterizado nos dois primerios estágios de uma educação compreensiva. As novas tendências educacionais caminham rumo ao uso da internet, porém vê-se o professor como protagonista de desafios a serem propostos.
    Abraços,
    Rafaela (Licenciatura- RA: 200180229)

  30. Cristiane matos da silva*1APGN* Says:

    Olá, prof. Jarbas.
    Com a releitura do texto Steen Larsen:obtive conhecimento para diferenciar uma escola laboratório e uma escola auditória.

    Escola laboratório, é aquela, que o conhecimento é tansmitido, e, induzido por meios de atividades como cooperação, interação social e discussão e soluçao de problemas da via social.Assim, a educação deve se basear-se tanto na comunicação como na transformação de conhecimento.
    Escola auditório é aquela em que os alunos sentados em suas cadeiras um atrás do outro, apenas recebendo imformações, como ouvintes insolados, reduzindo a educação, onde ele não consegue transformar as informações recebidas em conhecimentos.Essas transformações só ocorre, quando os alunos estãos engajados, em atividades de cooperação, interação social, discussão, recumperação de experiencias prévias e solução de problemas do cotidiano.
    Ainda existe escola que precisam sofrer profundas mudanças, que continuam com os métodos de ensino de escola tradicional e auditório, onde apenas estão preocupados, com aquantidade de conteúdo, e, não com a qualidade de conteúdo e imformação no processo educativo dos alunos.Mas graças aos grandes avanços tecnológicos e da educação, hoje estudo numa instituição de ensino laboratóri, onde o conhecimento é transmitido e induzido, por meio de atividades e pesquisas.

    Cristiane RA201007088

  31. Daniela Miranda (Licenciatura, turma LI02A) Says:

    Olá Professor!
    Podemos concluir da leitura que a informação está presente em muitas coisas ao nosso redor, já o conhecimento é muito mais pessoal, interno de cada um, por exemplo: podemos ter na USJT um livro em Chinês sobre a reprodução de céluas tronco, temos informação? SIm e muita, porém não temos o conhecimento porque não temos ninguém que possa traduzir essas informações e transformá-las em conhecimento.
    Infelizmente muitos professores possuem muito conhecimento e informações, mas não sabem passar isso adiante, é uma pena. por outro lado, a velocidade que a tecnologia cresce vem para ajudar a propagação de novas informações e consequentemente, dependendo de como usam essa tecnologia, conhecimento!
    Sendo assim os professores devem estar prontos para essa nova tecnologia e saber incorporá-la às suas aulas da melhor forma possivel para que o aluno seja cada vez mais um detentor de conhecimentos e não apenas de informações!

    É isso,
    bjs
    Danny

  32. Daniela Miranda (Licenciatura, turma LI02A) Says:

    Olá Professor!

    Podemos concluir da leitura que a informação está presente em muitas coisas ao nosso redor, já o conhecimento é muito mais pessoal, interno de cada um, por exemplo: podemos ter na USJT um livro em Chinês sobre a reprodução de céluas tronco, temos informação? SIm e muita, porém não temos o conhecimento porque não temos ninguém que possa traduzir essas informações e transformá-las em conhecimento.
    Infelizmente muitos professores possuem muito conhecimento e informações, mas não sabem passar isso adiante, é uma pena. por outro lado, a velocidade que a tecnologia cresce vem para ajudar a propagação de novas informações e consequentemente, dependendo de como usam essa tecnologia, conhecimento!
    Sendo assim os professores devem estar prontos para essa nova tecnologia e saber incorporá-la às suas aulas da melhor forma possivel para que o aluno seja cada vez mais um detentor de conhecimentos e não apenas de informações!

    Então, pela palestra de Larsen podemos diferenciar a escola laboratório da escola auditório.
    A laboratório é justamente aquela que torna os alunos seres pensantes e detentores de conhecimento que trabalha ao máximo a reflexão fazendo com que o próprio aluno chegue às conclusões. Já a escola auditorio é a escola “comum”, em que os alunos, como a Dineia costuma dizer bastante em aula, recebem o sistema de aprendizado de banco, aquela que os professores simplesmente transmitem informações sem se importar se os alunos estão entendendo a matéria ou não, formando assim alunos ouvintes, passivos.

    É isso,
    bjs
    Danny

  33. José Ribeiro (Licenciatura sexta-feira 17hhh) Says:

    Boa tarde, Professor Jarbas.
    Lendo o texto de Steen Larsen pude notar que o autor esclarece que informação não tem sentido prático para o aluno, não irá ajudá-lo a se desenvolver como cidadão consciente das suas habilidades, já o conhecimento deixa marcas positivas para que o discente progrida de maneira plena em sua vida pessoal, profissional e social, ou seja, ele possui um poder transformador.
    Assim, o autor do texto mostra que na escola laboratório o estudante é o agente da ação, porque através de atividades orientadas pelo professor / intermediador, consegue obter conhecimentos no processo de aprendizagem que serão úteis para ele. Na escola auditório, o educando não tem participação, apenas assiste a tudo sem saber que utilidade prática terá o conteúdo ensinado.

    • José Ribeiro (Licenciatura sexta-feira 17hhh) Says:

      Atenção!

      Onde se lê no processo de aprendizagem leia-se nos processos de aprendizagens.

      • José Ribeiro (Licenciatura sexta-feira 17hhh) Says:

        Atenção!

        Onde se lê no processo de aprendizagem leia-se nos processos de aprendizagem.

  34. Jéssica Denise Says:

    Ola Professor!

    informação é o que você recebe e com ela cria o conhecimento, que é o acumu-lo e o entendimento das informações que voce recebeu.

  35. Etiene licenciatura Says:

    Oi, Jarbas

    Que eu entendi sobre a escola laboratório e escola auditória

    É que na escola laboratório o professor está no ambiente para transmitir seus conhecimentos, e o aluno refleti juntamente junto com o professor, numa relação professor-aluno, ou seja, por meio do intermédio de ambos poderão ter aprendizados riquíssimos, juntamente com a interação de outros alunos, numa troca-mútua de conhecimentos e solucionando problemas para serem resolvidos.
    já no escola auditório: os alunos são meralmente ouvintes, que só adquirem informações, e não refleti o que aprendeu, com isto não são capazes de construir conhecimento significativo para a vida deles.

  36. Paulo W. Carvalho (Licenciatura- Sexta 17h20min) Says:

    Prof. Jarbas

    No texto acima, entendi que a informação é passada e interpretada de varias formas, porém, para transforma-la em conhecimento é necessario uma ligação com suas vivêcias anteriores, com seus sentimentos, com sua imaginação e tudo isso, de alguma forma significativa para aquele que esta recebendo tais informações. No artigo é claro o sentimento do autor em expressar que os professores atualmente estão realizando , por muitas vezes, a Educação Bancaria, citada por Paulo Freire, onde o professor apenas deposita um batalhão de informações a seus alunos sem nenhum significado aparente, onde a mentalidade e a didatica do mesmo tem que ser revista e ampliada a formas de maior conotação a atingir em seus alunos situações de seu cotidiano.

    Abraços.

  37. Cilene Cristina Camacho Ribeiro Says:

    Bom dia Prof.
    No texto acima podemos perceber que informações são superficiais e nos dias de hoje muito fácil de encontrar, o dificil é fazer com que essa informações transforme-se em conhcimentos. O conhecimento é mais profundo, à partir de uma informação devemos procurar nos aprofundar para não cair no esquecimento, uma forma de fazer isso é lendo mais, compreendendo sobre o assunto, discutindo, trocando ideias com outras pessoas, só assim a simples informação se transforma em um conhecimento que guardaremos e futuramente poderemos utilizá-los.

  38. Marlene Francisco Profeta - Formação de Professores - LI02B Says:

    Boa tarde, Prof. Jarbas!

    Sobre escolas auditório x escolas laboratório:

    As escolas que temos são escolas auditório, a própria colocação das carteiras em filas, desfavorecem a participação dos alunos na aula. Muitos sentem-se intimidados e outros até gostam deste modelo, pois não querem participar das aulas. Sou a favor de escolas laboratório, porém mais do que mexer na disposição de carteiras, é necessário preparar professores, diretores, coordenadores e todos os funcionários, pois a escola não se resume em alunos e professores e sim todas as pessoas envolvidas e direcionadas a um mesmo propósito, levar conhecimento aos alunos e não apenas informação como nos traz Steen Larsen. Também concordo com Steen sobre a importância do convívio e do aprendizado com outras pessoas, afinal não é só na escola que aprendemos coisas, estamos aprendendo sempre, em todos os lugares e com todas as pessoas.

  39. Gledison Rocha(Licenciatura) Says:

    Boa Tarde Professor Jarbas!
    Bom, complementando o meu comentário deixado semana passada sobre a palestra de Steen Larsen evidenciei a diferença entre os modelos de escola Auditório e Laboratório, isto é, na primeira prevalece o ensino depositário em que o professor deposita ou escreve na “tábua lisa”(aluno ouvinte/passivo), já na segunda o professor é um mediador do ensino e aprendizagem qualitativa do discente(ajuda o aluno selecionar e transformar informação em um novo conhecimento útil).
    Abração,
    Gledison
    Licenciatura-Abril 2010

  40. Kelly Nunes Licenciatura Sexta 17h20 Says:

    Larsen consegue deixar claro, um assunto que para muitos é algo confuso. Pois algumas pessoas não conseguem distinguir informação de conhecimento.Informação temos a toda hora, o que nem sempre ocorre é o conhecimento (que seria a informação filtrada pelo individuo e transformada em novo conhecimento). Para que essas informações se transformem em conhecimento, é necessário que isso tenha sentido para a vida da pessoa, tanto profissional como social. O que vemos também e não é raro, pessoas que tem uma grande carga de conhecimento, mas não conegue transmitir a informação de maneira com que as pessoas entendam.
    Já em questão a escola auditório, o professor transmite a informação, sem se importar se sua informação foi transformada em conhecimento por seu aluno, sendo este um ser apenas ouvinte e não critico-reflexivo.
    Na escola laboratório, o professor se preocupa com o conhecimento adquirido ou não pelo aluno, sendo este um ser peesquisar, critico-reflexivo, capaz de se expor perante a sociedade, vemos também que trabalhos em grupos tem mais eficiencia do que os realizados em individual, sendo este pouco ou quase nunca trabalhado pela escola auditório.

  41. Reydson Matias do Monte( licenciatura) Says:

    Bom, o texto nos expõe diferenças entre o conhecimento e a informação. Conhecimento, segundo o texto, é a capacidade que o aluno possuí de transformar informações recebidas de seus docentes, expandindo-as, em conhecimento prático. Subentende-se que a informação, por ser um conteúdo recebido sem esforços, não constituí relações com outros conhecimentos na memória. Diferentemente ocorrerá com a informação a qual o aluno assimila, conquistando-a por meio de pesquisas, consequentemente esta se relacionará com o conhecimento já armazenado em mente.

  42. jose luiz lopes Says:

    ola professor, me desculpe demorar a responder, mas agora estou aqui.

    li atentamente o texto, achei muito interessante, contudo tem passagens nele que não concordo, principalmente o capitulo 7 quando fala da sociedade sem escolas, que propoe que todos fiquem em suas casas e através do computador, aprendam e trabalhem de suas casas.
    Não sou a favor que isso aconteça, pois apesar de falarem abertamente que a internet aproxima as pessoas, na realidade o que esta acontecendo é realmente o contrário, pois as pessoas estão deixando de sair às ruas, com a desculpa da violência, e não estão aproveitando o convívio social, o olho no olho, o toque o abraço, o calor humano e tudo o mais que a vida social proporciona, para ficarem sós em suas casas sob o pseudo contato social e aproximação que muitos acreditam que a net proporciona.

    um abraço

  43. Fabiana de Freitas Cavalcante Says:

    Devemos distinguir informação de conhecimento,são palavras parecidas mas de significados diferentes,informações apenas temos,passa,já o conhecimento absolvermos,e com a tecnologia podemos estimular os alunos a buscarem conhecimentos sobre qualquer assunto,em grupos trabalham melhor,tem melhor entrosamento,gastam menos tempo do que em trabalhos individuais.Podemos usar a tecnologia de diversas formas,mas temos que saber usa-las e saber passar algo que acrescente ao aluno,o Educador não deve apenas jogar informações na cabeça dos alunos, ele tem o dever de passar conhecimento

  44. Fabiana de Freitas Cavalcante Says:

    1 APGN

  45. Geyse Priscila Says:

    Boa Tarde…

    Bom, a diferença entre escola auditório e laboratório, é que a laboratório, é quando tem uma interação professor-aluno, uma troca de conhecimento, um dialogo.
    Já a escola auditório, acho que a palavra já traduz um pouco o que é , audio quer dizer ouvir, o aluno só ouvi, nunca fala para poder coloca suas idéias…

    Geyse
    201013859
    1APGN

  46. Eliana Franzão da Silva Says:

    Professor Jarbas

    Boa Noite

    A diferença entre a Abordagem da Teoria simplista e da Abordagem da Teoria compreensiva está na distinção do conhecimento. A simplista só faz a transferência de informações para os alunos, os alunos não têm noção de como elaborar bons materiais didáticos reduzindo desta maneira a o aperfeiçoamento dos alunos nos métodos de transmissão de informações importantes predominando assim a concepção do Ensino Assistido por computador. Enquanto a compreensiva considera que o aluno é também um sujeito no processo de transmissão de informação, esse método propõe ao aluno construir seu próprio conhecimento a partir da informação recebida, o processo de ensino-aprendizagem precisa ser visto de modo compreensivo. O conhecimento é um conglomerado que inclui aspectos de experiência prévia e não pode ser transferido de uma pessoa para outra, precisa ser transformado em informação construtiva para podermos transferi-la a qualquer momento para outra pessoa. Não adianta termos inúmeras informações se não adquirirmos conhecimento sobre estas informações, através de como digerimos estas informações é que construiremos o nosso conhecimento, nossa marca.

    Quando interagimos com outras pessoas e trocamos informações, estamos agregando novos conhecimentos à medida que vamos analisando estas informações e construindo um novo conhecimento, devemos traçar informações com pessoas com o mesmo nível intelectual que o nosso, com pessoas de nível intelectual maio e menor, pois estaremos aprendendo da mesma forma.

    Concluindo, para a sociedade as novas tecnologias ajudam o aluno em suas pesquisas, mas na verdade ele não está pesquisando nada porque tudo está pronto na internet.

  47. Kesley Umbelina Silva Says:

    Oi Professor!!!!!!

    Com a leitura do texto de Steen Larsen pude verificar e entender a diferença entre a Escola Laboratório e a Auditório

    Escola laboratório e aquela que transmite o conhecimento ao aluno atraves de pesquisas, trabalhos em grupos, onde a uma troca de conhecimento entre aluno e professor, fazendo com que o aluno não seja apenas um objeto dentro da sala de aula.

    Escola Auditório e aquela em que o educador entra em sala passa o conteúdo, e o aluno apenas decora o que foi passado e não adquire nenhum conhecimento.

    Abraços…… :0

    Kesley 1º APGN

    RA: 201014105

  48. Jéssica Fabre (1APGN - USJT) Says:

    Olá Professor!

    Bem, o conceito de informação esta presente constantemente em nosso cotidiano, mas enquanto não refletimos sobre esta informação, ela não se torna conhecimento que é muito pessoal, pois nele esta a interpretação, o entendimento e a refleção adquirida por cada pessoa.
    O conceito de escola LABORATÓRIO faz com que os educandos passem por um processor de ensino e aprendizagem, faz com que eles reflitam e com isso formulem suas conclusões gerando seu próprio conhecimento. Na escola AUDITÓRIO, o educando recebe uma “educação bancária”, na qual a informação passada por professores não tem a preocupação de gerar reflexão, apenas fazer com que o aluno seja um ser passivo, que escute e absorva sem muitas perguntas.

    Obrigada ^^

    Bom Dia !!!

  49. Idalina Isabel (1-apgn) Says:

    Recentemente nas aulas de DIDACUR, assistimos a uma palestra sobre Interdisciplinaridade mediada pela professora Cristina e muitas das informações de Steen Larsen estavam presentes nas palavras da professora.
    Lembro dela ter citado a diferença entre informação e conhecimento, o inatista e o empirico enfim, a palestra apresentou muitos ponto parecidos que me fizeram refletir ainda mais o assunto.
    É fato que estamos na era da informação, só de conectarmos a internet já recebemos pilhas dela, agora fazer dessas informações conhecimento é o ponto mais delicado de tudo.
    Uma informação só se torna conhecimento quando é inferida, introduzida, assimilada e acomodada no sujeito, mas claro que para isso deve exisir é necessário sua participação, caso contrário a informação continuará com sua função inicial, apenas informar.
    Algo que me chama muito atenção quando se trata de Tecnologia na educação é o modo como ela é vista nas escolas e também na sociedade, são poucos aqueles que tem a visão do computador como uma forma de aprender fazendo.
    A maioria das escolas trata os “laboratórios de informática” como salas para aprender técnicas do Officce e nada mais, não vem a infinidade de conhecimento que uma ferramenta desse porte pode fornecer a um educando.
    E também não se propõe a pesquisar mais sobre um assunto e criar laboratórios de verdade fazendo o uso correto e mais proveitoso dessa tecnologia.
    Já tive experiências frustantes no colégio privado onde lecionava sobre isso, quando citei a palavra “redação cooperativa” e “webgincana” eles disseram que já tinham o plano de ensino e que não caberia mudar por conta de uma novidade. Frustante não ?
    Concluo que cabe a nós futuros educadores pedagogos, começar a estruturar em escolas essa nova visão da tecnologia e transformar então nossa educação.

  50. Suellen Rosa (1APGN 2010) Says:

    Com a existência de laboratórios,temos ensinamentos simplistas,tradicionais.
    Diferente do laboratório,que representa um processo de conhecer,onde passamos a ter conhecimentos mais elaborados.
    Isto se da,devido a quantidade de informações que conseguimos ter,mas é necessário que,essa técnologia seja usada de uma forma adequada,pois as informações teremos,mas cabe à cada um transformala em econhecimento.
    A escola laboratório é um meio dos alunos interagir com o professor e com os colegas.
    Na Escola Auditório não têm essa troca,os alunos recebem as informações,mas fica mais difícil transforma-las em conhecimento.

  51. Fabiana Nunes da Cruz 1APGN Says:

    Uma serie de informações esta ao nosso redor,dia a dia ,mas a uma grande diferença de informaçoes e conhecimentos, ter uma informação se torna uma coisa mas cada umas delas temos que nos aprofunda para ter um conhecimentos em nossas vidas .
    E tambem mostra as nossas crianças as tecnologias mas não sai da focu de aprendizagem ,montar laboratórios onde eles possam realizar trabalhos pesquisas para seus conhecimentos ,e também ter uma trocas de conhecimentos em alunos e professores ,nós os futuros professores pedagogicos temos que mudar essas ideias que com isso conseguimos sim passar ao aluno muitos de informações mas junto tambem muitos conhecimentos .

  52. Angela Says:

    Profº Jarbas,

    A escola laboratório auxilia o educando no seu desenvolvimento fazendo com que ele consiga refletir sobre os conteúdos apresentados e com isso consiga transformar informação em conhecimento ao contrário da escola auditório, onde o professor preocupa-se com o conteúdo que será passado sem preocupar-se com o educado e por isso ele acaba sendo visto com um ser passivo que não tem condições de realizar reflexão sobre as informações que recebeu.

    Angela Vicente
    1 APGN

  53. Anna Paula Rocha de Lima Says:

    As escolas “laboratórios” levam o aluno a aprender, pensar e refletir sobre o que se aprende, ele tem a capacidade de se desenvolver por suas propias qualidades, trazer para o seu dia a dia as liçoes da escola.
    Já nas escolas “Audotório” o aluno simplesmente ouve e não argumenta, não refleti, não pensa sobre o assunto de sua maneira, não é sugerido uma discussão em sala ou uma pesquisa mais detalhada do assunto. O aluno é simplesmente o que ouve e aceita.

  54. Fernanda Domiciano Says:

    olá professor Jarbas!!!

    nesse texto de Steen Larsen fica claro a diferença entre a Escola Laboratório e a Auditório.A inforção é transmitida,porem só vira conhecimento quando refletimos essa informação, e entendemos a mesma.A escola laboratório faz o aluno refletir, e tirar suas conclusões.Na escola auditório, é a escola tradicional de antigamente, o professor, passa o conteúdo,e o aluno apenas fica na “decoreba”, o professor não tem a preocupação se o aluno ficou com alguma duvida, ele não reflete o que esta ensinando.

  55. Marina Morato 1APGN Says:

    A maioria das escolas atuais são do tipo auditório: várias cadeiras voltadas para a frente onde o professor fica e APRESENTA um monte de idéias, como se fosse uma palestra.
    A idéia de escola laboratório quer que nós modifiquemos essa estrutura tradicionalista e montemos nas salas de aula grupos de pesquisa, onde os alunos analisarão, buscarão e se aprofundarão no tema da forma que acham melhor, possibilitando maior aprendizagem e abstração de conhecimento, tudo isso com a orientação do professor. Os computadores não serão ferramentas para pesquisas prontas e direcionadas, nas quais o professor dá o site e os alunos respondem aquilo que ele quer e nada mais, eles serão utilizados para que o aluno busque as informações que lhe são necessárias para esse novo conhecimento. O computador não mais será usado para solução de problemas irreais, mas sim para problemas do cotidiano e vida do aluno, deixando o estudo REAL e VIVO. Será um verdadeiro laboratório de pesquisa para sua vida!

  56. Ariane da Silva Oliveira Says:

    Olá Professor, desculpe mas esta foi a única hora em que pude comentar.
    Entendi que escola laboratório há ligação entre aluno-professor fazendo assim com que o aluno aprende podendo expressar e refletir com o professor do que está sendo colocado, o aluno tem sua liberdade de expressão.
    E a escola auditório, o próprio nome já diz, o aluno só ouve, sem ter a relação com algum professor, assim não adquirindo a oportunidade de poder refletir e expressar sobre o que está sendo aprendido e tornar-se um aluno da escola tradicional, que seria ouvir e aceitar e ponto.

    1APGN

  57. Berenice Medeiros Says:

    Boa noite professor!

    Bom, a respeito de informação e conhecimento, entendi que, o primeiro é apenas material sobre algum assunto e pode ser encontrada facilmente em tudo ao nosso redor, enquanto o segundo, é a informação digerida e internalizada pelo receptor, algo pessoal, que irá se organizar com o conhecimento já de posse do indivíduo. E que a tecnologia é uma ferramenta importante para a aquisição de informação, capaz de contribuir com o desenvolvimento da educação, se usado, é claro, com normas claras.

  58. Jéssica Denise *1APGN* Says:

    Boa Noite!!

    Profº Jarbas

    O que entendi foi…

    ESCOLA LABORATORIO: existe interação com o professor, é uma didatica mais moderna e para mim uma aula mais prazeirosa e eficaz

    ESCOLA AUDITORIO: já diz bem a palavra uma pessoa á frente e um monte sentada como robos, escutando, escutando e escutando…
    Uma Didatica mais Tradicional , uma educação BANCARIA .

  59. Pryscilla Cabral de Souza Silva Says:

    Olá Profº Jarbas,

    A proposta de escola laboratório proporciona ao professor o uso de mais uma ferramenta, onde passa não somente orientar ou transmitir informação, mas, sim incentivar o aluno a pesquisar, trabalhar em grupo levando o educando a reflexão e a transformar a informação recebida em conhecimento.Já em uma escola auditório o professor transmite a informação e o aluno participa como receptor do conhecimento passado, limitando-se muitas vezes a apenas receber o conteúdo sem buscar novas fontes de pesquisa ou reflexão.

  60. Marcelo Fernandes Ferreira Says:

    O professor Larsen não falou nada que eu já não tenha escutado 200 mil vezes. psicologia, filosofia ou sociologia da educação não são disciplinas científicas. Quaisquer explicações sobre mecanismos da cognição humana são irrefutáveis portanto não científicas. Transmissão de conhecimentos ou treansmissão de informações a serem transformadas em conhecimento é só uma questão de terminologia. O Brasil vem seguindo esse caminho há quase um século e nunca deu em nada. Chega disso…

    • jarbas Says:

      Caro Marcelo, Larsen é um profissional respeitado na Europa e pouco conhecido no Brasil. O texto que você considera repetição de coisas já ouvidas à exaustão é de uma palestra de abertura de um congresso internacional de computadores e educação em Lausanne, 1988. A formação de origem do meu amigo dinamarquês é neuropsicologia. Nesta área, Larsen publicou livros, capítulos de livros e artigos importantes segundo avaliação de gente do ramo. Sua afirmação de que o Brasil vem seguindo esse caminho há quase um século carece, obviamente, de qualquer base científica… É uma opinião apressada e sem base histórica ou empírica. Sua maneira de criticar o Larsen se assemelha muito às críticas que Levi-Strauss registrou entre intelectuais brasileiros nos anos 30. Strauss via uma mania de novidade entre nós, sempre achando que contribuições de intelectuais estrangeiros que vinham para cá “não tinham nenhuma novidade”. É provável que muita gente achasse que Lévi-Strauss nada acrescentasse ao que já soubessem.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: