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Tecnologia é imaginação

fevereiro 25, 2008

A revista eletrônica Quaderns Digitals está chegando ao número 51 e ao seu décimo terceiro ano de vida. Deixo aqui meus cumprimentos pela data e pelo número especial que tem artigos de um grande grupo de educadores espanhóis. Me convidaram para a festa. Participei com muita honra e prazer. Escrevi para o número especial de aniversário da Quaderns um artigo cujo título é Tecnologia é Imaginação: Considerações sobre o uso de ferramentas em educação. Os editores resolveram deixar o meu texto em português. Se você quiser ver o número especial de Quaderns Digitals e, quem sabe, o meu artigo, basta clicar aqui e explorar a publicação.

Surpresa

fevereiro 18, 2008

Num blog, você escreve um post sempre esperando que o mesmo gere alguma conversa. Às vezes, você aposta muito numa notícia, num palpite, numa observação. Mas perde a aposta. Ninguém parece se interessar pelo assunto. Às vezes acontece o contrário: uma nota postada sem grande expectativa acaba circulando com muita intensidade pelo ciberespaço. Vira assunto de muitas conversas. Foi o que aconteceu aqui com um pequeno texto que traduzi e publiquei na coluna Páginas deste Boteco: A importância das escolas. O texto em questão é fechamento do livro Left Back, um dos melhores apanhados de história da Escola Nova até hoje publicado. Como este estabelecimento é um canto de papos onde predominam os educadores, achei que as considerações de Diane Ravitch sobre finalidades da escola poderia ser um referência para alguns leitores. Mas me surpreendi, o referido texto é de longe o material mais lido e mais comentado deste Boteco até a presente data. De 25/06/07 a 18/02/08 ele já foi visualizado 2.037 vezes. Tenho a impressão de que o mesmo é indicado por professores em cursos superiores na área de educação. Vou fazer o mesmo, vou indicá-lo (formalmente) para meus alunos.

Agradecimento

fevereiro 12, 2008

Quem frequenta este Boteco há algum tempo deve ter notado mudanças no “letreiro” da casa. O autor do serviço foi o WD Ricardo Camargo, filho do meu amigo Antônio Morales. Agora nome da casa e natureza do negócio estão bem visíveis. Obrigado aos dois por essa melhoria na fachada do estabelecimento.

Uma explicação

fevereiro 11, 2008

Talvez alguém tenha estranhado minha indicação para um vídeo da cantante Soledad no YouTube. Afinal de contas isso nada tem a ver com blogs e botecos. Cabe, portanto, uma explicação.

Minha amiga Miriam, correspondente deste Boteco, ao comentar uma definição da sobre blogs, dizia que a característica “pessoalização” nem sempre era necessária em bons blogares. Argumentava que pouco ou nada sabia de pessoal sobre alguns de seus amigos na blogosfera , eu incluso. A partir daí resolvi colocar no ambiente algumas coisas do meu cotidiano, dos meus gostos, da minha família.

Dias atrás eu estava levantando referências de vídeos com músicas relacionadas com os anos sessenta. Entre as cantoras da época não podia ficar de fora Soledad Bravo. Postei num blog que estamos iniciando sobre nossa geração, o Arquivo68, algumas indicações sobre a grande intérprete venezuelana (espanhola de nascimento). Um amigo achou que ela era argentina. Pensei que ele a confundiu com La Sole, uma menina que canta a alma da Argentina. Para esclarecer fui ao YouTube para ver o que há sobre uma de minhas cantoras preferidas, Soledad Pastorutti. E encontrei coisas lindas. Pude então fornecer a meu amigo informações completas para evitar confusões entre Soledad Bravo e La Sole.

Finalmente, para que frenquentadores conheçam uma de minhas preferência musicais, coloquei aqui um dos vídeos de Soledad Pastorutti. Vale a pena um pulo no YouTube para ver mais.

Soledad, uma das minhas preferidas

fevereiro 11, 2008

Netiqueta

fevereiro 4, 2008

netiqueta.jpgDesde que a rede mundial de computadores se tornou um ambiente de comunicação, surgiram problemas relacionados com boas maneiras no ciberespaço. A gente escreve. Manda mensagens. Troca informações. Mas muitas vezes o intercâmbio com outras pessoas não é direto nem imediato. Isso pode dar margem a situações que incomodam os frequentadores do pedaço, pois é tão fácil colocar coisas no ar que às vezes nos esquecemos que estamos numa conversa

Um ambiente onde os malentendidos são frequentes é o das listas de discussão. Recentemente critiquei numa lista comportamento inadequado: a publicação de uma cópia de mensagem de origem duvidosa e que propagava opiniões políticas disfarçadas de testemunho de pessoa respeitável. Tratava-se de uma mensagem que supostamente reproduzia observações de uma pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto sobre o que anda acontecendo em Roraima. Bons leitores percebem de cara que se trata de uma falsificação tosca. Mas há quem considere o texto um alerta sobre os perigos de ocupação da Amazônia pelos americanos. E quem assim pensa usa listas de discussão e grupos em e-mails para divulgar a suposta denúncia feita por uma acadêmica de uma das melhores escolas de medicina do país. Se quiser conferir a mensagem a que me refiro, dê uma olhada nesta matéria do site quatrocantos.

Enviar mensagens de origem duvidosa é um comportamento que traz desconfortos para os cibernautas. E há muitas outras coisas desconfortáveis. Uma delas, em listas de discussão ou em blogs, é a de colocar no ar cópias de matérias que o copiante acha interessantes. Cabe fazer isso uma ou outra vez quando o assunto é muito relevante, desde que o reprodutor da matéria dê as devidas explicações ou peça desculpas. Mas fazer isso constantemente enche a paciência até do Jó. Em muitos casos fica me parecendo que o copiante não leu, ou não leu com atenção, ou não leu com entendimento aquilo que está colocando no ar. Serve-se apenas da facilidade mecânica de copiar em ambientes digitais. Os resultados são desagradáveis para os leitores. Blogs , listas e outros ambientes são espaços de autoria, não de reprodução sistemática de textos alheios. Acho que, no mínimo, os copiantes são preguiçosos ou não têm redação própria.

O objeto deste post faz parte de uma discussão necessária sobre como usar a internet para mandar mensagens, participar de discussões, convidar pessoas para conversas. Isso tudo acabou sendo classificado com netiqueta, um código de normas de comunicação para a internet. Todo blogueiro, vez ou outra, deveria pensar um pouco sobre o assunto. Para começar, sugiro uma chegada até entrada netiqueta na Wikipedia.