Archive for abril \28\UTC 2009

WebGincana: ensaio em filosofia

abril 28, 2009

verdade-e-comunicacaoTrabalho questões de Epistemologia com meus alunos de Comunicações. Poderia solicitar-lhes pesquisas na Internet sobre conhecimento, verdade e comunicação. A rede mundial de computadores tem muita coisa sobre esses assuntos. Mas sei que pesquisas tão amplas não funcionam bem. A melhor opção para o caso seria uma WebQuest. Mas não encontrei nada apropriado na Web. Resolvi então elaborar uma WebGinana. Fico devendo para ocasião futura a WebQuest.

O material que elaborei não tem bom acabamento, nem está tão criativo como deveria. Mas pode ser um bom começo. Pretendo aperfeiçoá-lo com o tempo. Vou utilizá-lo pela primeira vez amanhã. Para meus alunos e para quem mais possa interessar, aqui está o link da citada WebGincana:

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WebGincana no chão-de-escola

abril 27, 2009

teia-de-aranha

Elaborar materiais para uso da Web em educação precisa ser atividade co-laborativa. Professores isolados conseguirão pouco, pois o tempo de planejamento e elaboração é muito. E tempo é um bem que os mestres não têm em abundância. O outro é grana, mas esta não é foco da nossa conversa…

WebGincanas, WebQuests e outros formatos de organização da informação para aproveitamento educacional da Web precisam, formal ou informalmente, acontecer numa rede.  Professores de história, por exemplo, poderiam ter um projeto comum de produção de WebGincanas para cobrir número significativo de assuntos. Dessa forma, uma comunidade de interesse geraria produtos para uso coletivo. As vantagens não são apenas de volume de produção. Uma comunidade como a que estou pintando aqui aprenderia e criaria muitas soluções interessantes em usos das WG’s de história.

communitiesEm escolas que integram redes, talvez uma proposta co-laborativa aconteça mais facilmente. Numa experiência antiga, o Programa de Informática e Educação do Senac, participei de uma comunidade com as características aqui apontadas. Na época (metade da década de 1980), usar computadores em educação dependia de softwares. E estes eram raros. Além disso, a equipe do PIE acreditava que tecnologia envolve fazer. Simples usuários de produtos tecnológicos dependem inteiramente de uma elite. Não dominam a tecnologia presente nas ferramentas que utilizam. Por isso, nosso projeto era o de contar com professores que usariam softwares educacionais, mas também dominariam os processos básicos de produção. Para tanto deveriam ser autores.

O PIE trabalhou sobretudo com professores de cursos na área de saúde. No campo da enfermagem, por exemplo, fizemos softwares sobre vacina, insulina, sangue, microbilogia etc. Cada um desses softwares surgia como proposta de um professor (o autor). Nossa equipe de instructinal designers, analistas e programadores entrava na dança para dar o necessário apoio e realizar as etapas de produção que lhe competiam. Com o tempo, foi se estruturando uma comunidade de interesse. Conseguimos uma produção razoável. E cada docente tinha à sua disposição diversos programas produzidos por ele mesmo e seus pares.

Toda essa conversa me veio à cabeça depois que passei umas oito horas elaborando uma WebGincana para a minha próxima aula de filosofia no curso de Comunicações.  Devo ter gasto umas três horas levantando sites para estruturar a parte de Recursos. Depois devo ter passado tempo  semelhante bolando e escrevendo questões, atividades e missões. Finalmente, passei umas duas horas colocando todo o conteúdo na versão espanhola do phpwebquest. Tudo isso para uso num período de duas aulas. E olha que o produto final é apenas um primeiro rascunho. Para obter um produto com melhor correção de linguagem, mais imaginativo, mais instigante  eu precisaria ainda de umas quatro horas de trabalho. Que professor tem todo esse tempo para preparar duas aulas? Fiquei pensando num professor da rede pública… Sem participar de uma comunidade co-laborativa ele certamente pouco poderá fazer quanto a usos mais estruturados da Web em seu ofício.

WebGincanas: Liberdade e Estrutura

abril 24, 2009

leger-2

Retomo aqui assunto que já abordei outras vezes neste Boteco. Uso de novos meios de comunicação e idéias mal assimiladas  de construtivismo podem levar a um laissez faire pedagógico cujo exemplo mais frequente é o pedido docente “procurem na Internet“. Por isso é comum a gente ver muitos estudantes completamente perdidos no imenso mar de informações do ciberespaço. Vez ou outra, algum desses náufragos de Internet joga uma garrafa ao mar, esperando ser resgatado por alguém de boa vontade. Durante alguns anos fiquei à disposição de educadores para responder questões sobre WebQuests no site da Escola do Futuro da USP. De vez em quando, os correspondentes não eram professores, nem o assunto era WebQuest. Quase toda semana eu recebia algum pedido desesperado de estudantes cujos professores haviam dito a fala mágica “pesquisem na Internet”.

Lembro-me de que certa vez um estudante de ensino médio me escreveu pedindo uma informação bem organizada, escrita numas duas páginas, sobre Revolução Industrial, relacionando tal evento histórico com a dinâmica da economia atual. Na prática, ele me pedia para elaborar um trabalho escolar solicitado pelo docente. Ele deve ter buscado na Internet. Há muita coisa sobre o assunto na rede mundial de computadores. Mas marinheiros de primeira viagem têm muita dificuldade para encontrar o “tesouro”. Eles têm dificuldade para selecionar informações de qualidade. Têm dificuldade para transformar as informações encontradas num novo produto. Alguns descobrem sites onde há educadores de plantão para fornecer respostas sobre um assunto. E mesmo que o tema estudado nada tenha a ver com a pauta de tais educadores, usam o serviço de apoio para pedir socorro. O caso mais famoso que conheço é o de um aluno que entrou num site de bioética para doutorandos em filosofia, pedindo ao responsável, o filósofo Aquiles von Zuben, que lhe mandasse rapidamente um texto curto sobre o sentido da vida, tema que seu professor havia pedido para pesquisar na Internet.

Os dois casos aqui relatados mostram situações nas quais os alunos vão para a Internet sem ajuda de qualquer estrutura capaz de apoiá-los na busca. É quase certo que os professores desses alunos acham que não podem fornecer dicas ou modos de organizar a busca porque acreditam que os estudantes devem “construir o próprio conhecimento”. E  isso não é um equívoco apenas de professores do chão-de-escola. Há acadêmicos influentes que pensam da mesma forma. Numa mesa redonda num programa de TV introduzi a idéia de estrutura dizendo que os professores devem ser como cartógrafos, elaborando mapas que ajudem seus alunos a navegar pelos mares da Internet. Um figurão da academia ficou impaciente. Pediu a palavra. Me disse que eu parecia ignorar que os alunos devem construir o conhecimento e pontificou que os estudantes devem ser tudo na navegação: cartógrafos, pilotos, navegadores, descobridores.  Só não medisse como marinheiros de primeira viagem podem construir mapas de certas áreas de conhecimento sem nada saber sobre elas. Por isso continuei a pensar que mapas de navegação precisam ser feitos por conhecedores do assunto, os professores.

Enfrentamos aqui uma situação delicada. Educação é uma atividade cujo sucesso é medido pela autonomia intelectual de quem estudou uma matéria ou assunto. Ou seja, sabemos que houve boa educação quando os formandos são capazes de elaborar saberes sobre o assunto estudado sem tutela de professores ou de qualquer outros agentes culturais. A palavra para isso é autonomia. Por isso a orientação do ensino numa perspectiva construtivista é tão importante. Por outro lado qualquer processo construtivo progride mais quando os construtores podem contar com andaimes e ferramentas já prontas. É assim que entendo o papel de WebGincanas. Vejo-as como mapas que podem facilitar navegações pela Internet. Se você prefere a metáfora da construção, vejo WebGincanas como andaimes e ferramentas que facilitam construção de saber inicial sobre um assunto, com uso de informações existentes na Internet.

Não falei explicitamente de liberdade. Alguns a entendem como situação na qual os alunos tomam todas as decisões sobre o processo de aprendizagem. Não vejo a coisa desta maneira. Penso que os professores podem fazer propostas. Podem inclusive organizar estruturas. Não acho que com isso os alunos não terão liberdade. Boa aprendizagem é resultado de negocição de significados. Algumas vezes parece que o professor deve ter a primeira palavra para que a negociação comece.

Já abordei a questão de liberdade e estrutura numa coleção de eslaides publicada no meu espaço do Slideshare. Ao ver tal matéria, repare que o modelo WebGincana estava num estágio de desenvolvimento que não incluía algumas das características atuais. Tirante este detalhe, acho que o material ainda é uma boa referência para conversas sobre fundamentos do modelo de estrutura ao qual dei o nome de WebGincana. Para ver a coleção de eslaides, clique no destaque que segue.

Bullying: uma música

abril 21, 2009

Há três ou quatro anos, um grupo de alunos da Licenciatura resolveu fazer uma WebQuest sobre Bullying. Entre as sugestões que dei à equipe estava o aproveitamento da belíssima canção Don’t Laugh at Me, cantada por Peter, Paul and Mary. A moçada foi longe.  Encontrou um belíssimo clip da canção. Traduziu e legendou o achado. Numa apresentação do trabalho, projetou o clip em tela grande. A platéia ficou emocionada, tanto pela beleza melódica da canção como pela poesia da letra.

A citada WebQuest não está mais no ar. Devo ter cópia do clip em algum lugar, mas não conseguiria disponibilizá-la aqui. De qualquer forma, há várias versões de Don’t Laugh at Me no Youtube. Destaco a que segue. Talvez não seja a melhor interpretação de PP&M, mas é tocante.

Meu palpite de que a canção podia animar reflexões sobre bullying não era original. Muita gente pensou o mesmo. E houve até quem preparasse vídeos especiais para tal fim. Segue aqui um exemplo.

Imagem e comunicação: colaboração

abril 21, 2009

Bia Guterres comentou meu post anterior: Imagem e comunicação.  Em seu comentário, ela  me avisa que já postou matéria sobre Susan Boyle. Faço aqui o devido link para o blog da Bia.

Imagem e Comunicação

abril 21, 2009

Confesso que chorei. Não confessaria se milhares de outros homens não houvessem confessado. Muitas e muitas pessoas mundo afora sentiram forte emoção ao verem, no Youtube, VT da performance de Susan Boyle no show de calouros Britain’s Got Talent. E por que tanta emoção, tanto choro? Tem a ver com o talento de Susan Boyle. Mas, tem muito mais a ver com as circunstâncias.

susan-boyleSusan não é nada bonita. É feia. Tem quarenta e sete anos. Quando entra no palco, a platéia manifesta desgosto. A mulher não é nada daquilo que aprendemos ser imagem própria para TV. No ar há um clima de preparação para aquelas cenas de bufoneria que às vezes pinta em programas de calouro. Gente sem chanche alguma, feia, mal vestida, desafinada  é chamada para ser humilhada e divertir o público. Susan parece ser mais um caso assim.

É entrevistada. Quando diz a idade – quarenta e sete anos – ouve-se um murmúrio de desaprovação. Vêem-se caras de repúdio na platéia. Quando revela que seu sonho é ser como Elaine Page – a rainha dos musicais no Reino Unido,  mocinhas presentes fazem cara de “coitada, será que ela não se vê no espelho”. Aí Susan começa a cantar I Dreamed a Dream, do musical Les Miserables. Na terceira ou quarta nota, a audiência explode em aplausos. Componentes do júri manifestam emoção, sensibilizados com boa música cantada por quem sabe interpretá-la. A platéia fica de pé, aplaude sem parar, grita, sorri sorrisos de prazer, de admiração.

Conheço o suficiente de TV para saber que o episódio vivido por Susan Boyle foi “produzido”. Mesmo assim, há nele muito de autenticidade. Uma tomada de movimento do pomo de adão – próprio de quem engole saliva para não chorar – de um dos jurados certamente não foi ensaiada. Também não foi ensaiada a reação a platéia. Talvez ela fosse esperada. Mas, ao que parece, superou em muito a expectativa.

O episódio foi para o Youtube. Em duas semanas, o VT original foi visto 35 milhões de vezes. Outros VT”s que reeditam o original chegaram também à casa dos milhões. No total, são cerca de cem milhões de visitas para ver Susan cantando.

Novos meios de comunicação promovem imagem. Tudo que vai para a mass media tem que ter “boa imagem”. Esse modo de ver invadiu todas as dimensões da vida. Políticos, por exemplo, estão sempre preocupados com sua imagem. Na época eleitoral imagem é tudo. A realidade não é nada. Empresas também se preocupam com imagem. E essa passou a ser mais importante que o produto. Na história da imagem, dois componentes dos mitos dos novos meios de comunicação dão as cartas: beleza e juventude.  Gente feia tem de ficar de fora. Gente velha, idem.

Dois autores precisam ser lidos aqui: Daniel Boorstin e Edgar Morin. O primeiro escreveu um livro instigante que mostra como a imagem tomou conta de tudo desde que a comunicação de massas ganhou seus contornos definitivos na primeira metade do século passado. O segundo mostra que os mitos modernos dos meios de comunicação tiram de cena o homem comum, feio, sem charme, sem apelo sexual etc.

Cheguei ao caso Susan Boyle por meio de uma artigo da Bárbara Gancia, na Folha de São Paulo de 17 de abril de 2009:  Shrek de saias. O texto pode ser visto no blog da Bárbara.

Para ver Susan Boyle no episódio famoso de Britain’s Got Talent, clique no destaque que segue [na primeira versão incorporei o VT  aqui; mas, parece que incorporações estão bloqueadas, possivelmente a pedido dos produtores de Britain’s Got Talent].

  • Comunicação e música. A beleza da música cantada por Susan emociona.  E é isso que música deve fazer, deve emocionar. Tudo mais que cerca a música é secundário. Mas emoção não é pieguismo, melodia melosa com letra idem (algo que gente menos informada costuma chamar de romantismo). Emoção tem a ver com estética, com sentir o mundo, com utilizar o corpo inteiro para se expressar, com utilizar o corpo inteiro para comunicar-se com outros que sentirão a mesma emoção.
  • Imagem e comunicação. Susan Boyle contraria a verdade estabelecida que invadiu profundamente nossos corações e mentes. Admiramos imagens. Esperamos belas imagens na comunicação. Estranhamos gente como Susan nos meios de comunicação. Possivelmente o episódio aqui narrado nada vai mudar. As regras do jogo continuarão. Ou será que há esperança? Será que beleza e juventude vão ceder lugar para caras comuns e gente madura que não tem vergonha de mostrar o rosto marcado pelo tempo? Para essas duas questões, espero que meus alunos Ética e Jornalismo forneçam algumas respostas. E, é claro, não dispenso colaborações de outros leitores que queiram comparecer.
  • Pequenas descobertas

    abril 20, 2009

    Ouço a excelente Ginette Reno. Meu francês é elementar. Pesco aqui e ali uma palavra ou outra. Toujours, por exemplo.  Sei que é sempre. Sei que é termo muito comum em chansons. De repente me vem um insight: Toujours deve vir de tous les jours.  Aliás, temos expressão para dizer sempre em português de modo parecido: todo dia.  Me vem à mente uma canção do Chico: “todo dia ela faz tudo igual…” Sempre em inglês é always.  Será que vem de all ways?  Pode não vir, mas minha divagação faz sentido.  E se tal conclusão for verdadeira, parece que francês e inglês não têm um advérbio genuíno para o nosso sempre.

    Faço duas observações sobre o parágrafo anterior. A primeira delas tem a ver com aprendizagem. Aprendemos bem quando descobrimos coisas estabelecendo relações.  Criar redes semânticas é talvez a façanha mais importante na elaboração de saberes. Fico me perguntando se construímos ambientes para isso nas escolas. Tenho cá minhas dúvidas. Pouca atenção damos ao papel fundamental da semântica em eventos de aprendizagem.  Por isso, sempre acho necessário reler Tecnopólio, de Neil Postman, obra que enfatiza a necessidade da semântica em atos de aprender.

    A segunda observação tem a ver com os propósitos deste blog.  Algumas pessoas entendem que sempre (todo dia) devo escrever aqui tecnalidades sobre produção e escrita de blogs. No es això, companys, diz  Lluis Llach numa canção. Blog é conversação. É  boteco eletrônico. E este post inteiro é coisa de boteco. Assunto muito próprio para depois da terceira cerveja, tempo em que a cultura inútil começa a ficar soberana.

    Para quem não teve ainda oportunidade de ouvir Ginette Reno, segue aqui indicação de um duo que ela fez ano passado com Celine Dion. Covardia! Ginette canta muito mais que a moça que comandava o espetáculo.

    Aulas de inglês: recurso avançado

    abril 19, 2009

    poetry-foundationAcabo de descobrir um site interessante: Poetry Foundation. Nele pode-se ler e escutar poemas em inglês. Acho que é um recurso legal para uso com alunos de níveis avançados. Escutar poesia lida com boa  dicção por nativos é uma  oportunidade legal de listening and comprehension. Para quem quiser navegar pelo pedaço e verificar se meu palpite tem alguma serventia segue aqui o link no destaque abaixo.

    Mais informação

    Escrevi este post ontem à noite, depois de ouvir alguns poemas que podem ser encontrados na Poetry Foundation. Hoje explorei um pouco mais o sítio e acabo de ver (e escutar…) um dos segmentos de Chigago Poetry Tour (Graceland). Beleza de idéia. Você clica, num mapa da cidade, locais de interesse. O roteiro de cada local contém fotos ilustrativas, histórias do  lugar e poemas.  Para quem tem domínio razoável do inglês, visitar Chigago poeticamente é um grande prazer.

    Comentário 1500

    abril 19, 2009

    Blog é conversa. Uma das possibilidades de papo é o comentário. Não é a única, mas é a mais evidente. Tento aqui no Boteco promover conversas. Em parte consigo. Em parte, não. Nem sempre assunto ou forma de propor uma diálogo gera conversação. Isso, como diz um filósofo da escola BBB, “faz parte”.  De qualquer forma, frenquetadores do estabelecimento já charlaram um bocado. Minha resposta a uma consulta da Emara arrendodou os comentários em 1500. Bom número. Sonho chegar  a 2.000 no final do ano.

    WebGincana: orientações

    abril 17, 2009

    wbg-utopia

    Meus alunos começaram a planejar as WebGincas que deverão elaborar até o final do mês de maio.  A partir de observações das propostas que eles  fizeram, de avaliações de trabalhos  já feitos em outras épocas e de descobertas no ambiente Web,  atualizo aqui orientações sobre o modelo de padrão que desenvolvi três anos atrás.

    Estrutura

    Uma WebGincana deve ter 15  questões cujas respostas exigem busca na Web. Duas questões, uma vez respondidas, devem ser acompanhadas por missões [desafios de busca de pessoas ou objetos que tenham alguma relação com o assunto da resposta]. Três questões, uma vez respondidas, devem ser acompanhadas por atividades [ações que as equipes devem desenvolver a partir de conteúdo da respectiva resposta].

    Tipo de questão

    As questões não podem ser parecidas com perguntas tradicionais de questionários. Devem ter alguma criatividade na redação, às vezes certo humor; devem despertar curiosidade. Atenção: as questões devem exigir capacidade de interpretação dos alunos ; assim,  será muito fraca qualquer questão que possa ser respondida diretamente pelo Google.  Outra coisa: as questões devem exigir respostas curtas, claras, unívocas.

    Novas exigências

    Nas versões feitas até agora, boa parte das questões exige apenas leitura de texto.  Resolvi mudar um pouquinho as regras para que novos autores não se limitem a  informações textuais. Por isso, as novas WebGincanas  deverão ter, entre suas 15 questóes, pelo menos duas que exijam leitura de imagem (foto, caricatura, vídeo – se Youtube e assemelhados não for censurado na escola, desenho, mapa, ilustrações etc.). E mais: pelo menos uma questão que exija obtenção de resultado em material interativo da Web.

    Sugestões

    Acho que pelo menos uma questão poderia exigir interpretação de material sonoro da Web. Não coloco isso como exigência,  uma vez que manejo de som em laboratórios escolares pode ser difícil.

    Dicas

    Há muita imagem na Web. Uma maneira de encontrá-las é utilizar o buscador imagens do Google.  Outra fonte de imagens é o Slideshare. Neste último caso, a pergunta pode ser algo sobre  detalhe numa das lâminas do ppt selecionado – estratégia que exigirá exame da obra inteira. Quanto a ambientes interativos, o material a procurar é algo parecido com um dos exemplos que já dei:  Geography  Zone.  No caso, uma das possibilidades é a de solicitar à equipe obtenção de um dado score no exercício para encontrar países sorteados. Uma outra possibilidade é a de solicitar solução de problema ou identificação de informação em objetos de aprendizagem como os existentes no  RIVED.

    Pode ser interessante também solicitar às equipes tratar uma palavra ou frase num gerador de anagramas que há na Web, e obter resultado que faça algum sentido. Se quiser explorar fazedores de anagramas dê um pulo até Anagrama ou Anagrama Maker. Há muitos mais espaços interativos. Encontrá-los é uma questão de busca.