Archive for the ‘WebGincana’ Category

Objetivos Educacionais de WebGincanas

agosto 22, 2020

No momento estou conversando com um grupo de educadores possibilidades de uso do modelo WebGincana no ensino remoto. As WebGincanas nasceram por volta de 2004 quando adaptei as Caças ao Tesouro para um contexto em que os alunos não só buscassem informação, mas também as usassem de modo lúdico. O modelo não nasceu pronto. Ele foi ganhando corpo na medida em que eu e meus alunos criávamos buscas gincaneiras nos laboratórios de informática da universidade. Em 2006, a ideia de WebGincanas jã estava melhor delineada. Por isso, antes de começar as minhas aulas de tecnologia educacional naquele ano, escrevi um texto curto sobre os objetivos educacionais das WebGincanas. Tal texto segue reproduzido em sua forma original.

Objetivos Educacionais do Modelo WebGincana

Jarbas Novelino Barato

WebGincana é um modelo de organização da informação para fins educacionais que articula a dinâmica das velhas caças ao tesouro (Scavenger Hunts), usos da Web e o espírito das gincanas. Se bem feita, ela pode ser um modo divertido de aprender usando computadores, colaborando com colegas e utilizando as informações descobertas em diversos contextos de vida. Mas ela não é apenas uma alternativa interessante de aprender. Ela é um modo de trabalhar que procura alcançar determinados objetivos educacionais.  WebGincana bem planejada é um trabalho didático que procura concretizar os seguintes fins educacionais:

  • Capacitar os alunos a fazerem leituras rápidas, mas atentas, de textos que podem conter alguma informação de interesse imediato

Uma habilidade importante em buscas de informações é a de percorrer textos tentando encontrar pistas que possam indicar algum traço daquilo que se procura. Essa habilidade não é equiparável á leitura convencional. Ela é mais uma “varredura” à procura de sinais que possam levar o leitor à informação procurada. Embora não se ensine tal tipo de leitura, as pessoas vão construindo na vida estratégias que as ajudem a trabalhar com textos da maneira aqui indicada. Com o aumento expressivo de informações em nosso mundo, a habilidade de executar varreduras guiadas por algum interesse vem crescendo dia a dia. A habilidade em foco é particularmente importante no espaço Web. Os usuários da internet precisam desenvolver cada vez mais a capacidade de leitura aqui indicada para poder navegar com mais segurança e proveito pelos imensos oceanos de informação da rede mundial de computadores.

O modelo WebGincana tem como uma de suas principais finalidades ajudar as pessoas a desenvolverem a habilidade aqui descrita. O que se quer numa WebGincana é que os alunos construam boas estratégias de “varredura” de textos. Tais estratégias serão certamente construídas desde que o desafio proposto seja interessante.

  • Aguçar a curiosidade para um assunto que começa a ser abordado no programa de estudos

 Boas WebGincanas propõem questões curiosas, surpreendentes, desafiadoras. Elas possuem certa dimensão lúdica. O que se visa com isso não é apenas o prazer do jogo, mas sobretudo um começo de conversa atraente sobre o assunto.

  • Proporcionar uso sistemático e bem estruturado de recursos da internet

Usar a internet em educação depende sobretudo de duas condições: imaginação dos educadores e existência de boas ferramentas. As WebGincanas são um item que pode ser incluído na relação de ferramentas úteis para que os educadores possam usar a internet de uma maneira sistemática e bem estruturada. É preciso reparar que sem boas ferramentas intelectuais o uso dos recursos da internet  pode ficar muito limitado. Por outro lado, convém ressaltar que as WebGincanas são apenas mais uma ferramenta, capaz de atender a algumas finalidades que os educadores precisam conhecer muito bem.

  • Modernizar modos de fazer educação

 As novas tecnologias de comunicação e informação já ocupam um espaço importante em nosso mundo, mas têm uso ainda limitado em educação. No geral, as escolas continuam a usar os meios tradicionais. As iniciativas de uso de novas mídias ainda são muito tímidas em educação. Em parte isso acontece por falta de boas ferramentas. O modelo WebGincana pretende ajudar os educadores a superar a limitação aqui apontada, sugerindo uma alternativa interessante de uso da internet.

  • Incentivar a pesquisa

Pesquisar é uma atividade que depende da percepção de desafios que o pesquisador quer enfrentar. Não basta usar o termo pesquisa para desencadear buscas interessadas em qualquer área de saber. Por essa razão, a ordem “pesquisem na internet” não funciona. Pesquisas acontecem quando há uma situação que precisas ser esclarecida, explicada, entendida. A estrutura das WebGincanas procura dar sentido às buscas solicitadas e com isso possivelmente faz com que os alunos aprendam a gostar de “pesquisas’.

  • Promover trabalho cooperativo de aprendizagem

Tradicionais gincanas são sempre um jogo de grupos. Para ganhar o jogo é preciso que todos trabalhem como um time, distribuindo funções, dividindo as tarefas, discutindo estratégias etc. Espera-se que tudo isso que acontece em gincanas tradicionais venha a ocorrer em WebGinacanas bem planejadas. E, é claro, trabalhar com os outros de modo cooperativo é uma competência indispensável em nosso mundo.

  • Promover usos educacionais da internet

Todo mundo diz que a internet é um recurso formidável para a educação. É verdade. Mas,a rede mundial de computadores não é por definição um recurso feito para a educação. Para aproveitá-la é preciso contar com estratégias e métodos que ajudem os alunos a se organizarem para aprender na e com a internet. O modelo WebGincana foi feito para isso. Como já foi dito, tal modelo não é a única solução. Ele, porém, é um instrumento bastante útil para o fim aqui abordado.

  • Evitar o recorte-e-cola

Já é quase que folclórica a história de que os alunos vão à internet recortar e colar textos e figuras, sem ler e compreender o que copiaram. Mas a culpa por esse fenômeno não é devida à esperteza ou preguiça dos alunos. A origem disso está na falta de método em propostas dos educadores para usos da internet. Quando a pesquisa na internet tem uma base metodológica sólida fica impossível cortar e colar. E uma das alternativas metodológicas com essa característica é o modelo WebGincana.

Cumpre observar que as WebGinanas não foram inventadas para evitar o corte-e-cola. Elas foram inventadas para colocar os alunos em situações de busca de informações no espaço Web. E tais situações exigem leitura e compreensão dos textos que precisam ser trabalhados

  • Articular estudo no computador com atividades diversificadas de uso das informações

Em WebGincanas padrão as atividades propostas articulam buscas na internet com atividades que resultam em usos das informações encontradas no espaço Web. Essa é uma providência importante. O mundo virtual não é o mundo de nosso viver cotidiano. Informações precisam ser usadas em contextos significativos por dois motivos principais: aprendemos melhor quando usamos o conteúdo estudado, os dados obtidos em buscas na internet ganham sentido quando são utilizados em contextos significativos.

  • Fortalecer o espírito de equipe

Já se comentou aqui o caráter coletivo das WebGincanas. A explicitação do presente objetivo procura sublinhar tal aspecto. Gincana é um jogo de equipe.

Proporcionar aos professores um caminho simples de utilização de computadores para fins de aprendizagemMuitos professores não sabem por onde começar a usar computadores para atividades de ensino-aprendizagem. As WebGincanas podem ser um bom ponto de partida. Uma vantagem que elas oferecem para os iniciantes é a simplicidade. Como trabalham com saberes pouco complexos (conhecimentos, na taxonomia de Bloom), elas facilitam planejamento e produção. Bons professores, após rápida exposição ao modelo, podem se converter em autores de excelentes WebGincanas e propor assim usos muito proveitosos do laboratório de informática.

 

São Paulo, 02 de fevereiro de 2006.

Hoje eu talvez mudasse um pouco o subsídio que escrevi para meus alunos 16 anos atrás. Mantive o texto tal qual ele foi escrito com finalidades de registro. Mas, acho que ele ainda á um material aproveitável para quem queira utilizar o modelo WebGincana.

 

WebGincana Mesa Americana

julho 23, 2020

Estou reestudando WebGincanas. Finalidade: pensar o modelo para ensino remoto. Por isso, estou retomando diversos exemplos de WG que elaborei tempos atrás. Uma delas é a WebGincana Mesa Americana, publicada no espaço Zunal de WebQuests, com adaptações. Volto a indicar local onde a WG em foco pode ser encontrada.

 

WebGincana Mesa Americana.

Entrevita sobre WebQuest e WebGincana

novembro 14, 2018

Anos atrás dei uma entrevista para a editora FTD. O resultado parece num podcast que ainda está no ar (acabo de escutar agora). É uma conversa bastante informal. Falo de modo coloquial, repetido informações e palavras. Além de falar sobre WebQuest e WebGincana, fez uma fala final sobre tecnologia e imaginação. E ficou como foi dito, sem qualquer edição. Para interessados, segue endereço do podcast:

https://drive.google.com/file/d/0ByyMg2GaFLZDWXVEYzhTU0tfSWc/view

 

WebGincanas: Um Artigo

setembro 25, 2017

Encontrei na internet  artigo que aborda usos de WebGincanas no ensino superior. Título: WebGincana: Potencialidade de uma Estratégia Didática Fundada no Uso das TIC para o Ensino Superior. Li a matéria e vi nela alguns problemas.

Começo pelo título. Não cabe falar em estratégia fundada em uso das tecnologias da informação e comunicação. Decisões no campo da didática devem se fundar em compreensão de como aprendemos. E estratégias no campo da didática devem estar voltadas para criação de ambientes que possam favorecer aprendizagem. Ou seja, não é o uso das TIC que serve de base para propostas didáticas. E, mais especificamente, meus argumentos sobre o desenho do modelo WebGincana tem a ver com reflexões sobre percursos de aprendizagem na busca e uso de informações. Assim como Bernie Dodge observou no caso da WebQuests, não é o instrumento que determina a busca e transformação de informações. Tanto assim, que o mesmo modelo que ele elaborou poderia ser BiblioQuest, caso a gente decidisse que a busca de informação teria como ambiente preferencial a biblioteca. Na mesma direção, poderíamos ter uma BiblioGincana. Como observa meu amigo Steen Larsen, as referências sobre aprendizagem em propostas didáticas precisam ser mais sofisticadas que os instrumentos tecnológicos que utilizamos. Minha tentativa, como a do Bernie, foi a de criar modelos que incorporassem algumas das direções sugeridas pelos atuais modos de entender a aprendizagem humana.

Minha segunda observação tem a ver com as referências que a autora utilizou para apresentar o background de sua proposta. Ela, por exemplo, dá grande destaque ao Perrenoud. Ele nada tem a ver com WebGincanas e com as análises que apresento para justificar o modelo. Mas, ao que parece, as demandas da academia fizeram com que a autora buscasse oferecer uma fundamentação baseada em bibliografia dos ícones das TIC no Brasil. Assim, o grande cenário que ela estabelece para justificar o uso de WebGincanas está muito distante das razões bem concretas que utilizei na concepção do modelo, analisando a questão de acesso à informação, interpretação de informações e constituição de um saber pessoal a partir do uso das informações.  Cabe observar que autora não se deu ao trabalho de considerar nenhuma das obras que cito, talvez porque a maior parte delas está em inglês. Além disso, não há no artigo qualquer menção aos aspectos motivacionais presentes em propostas que recorrem ao jogo como elemento motivacional importante.

Minha terceira observação tem a ver com os créditos que me são atribuídos pela criação do modelo. A autora os reconhece com certas restrições. Entendo e acho graça. Nunca consegui publicar textos sobre WebGincanas no Brasil, modelo de uso da internet que criei com meus alunos e com o apoio do meu amigo Carlos Seabra. Acabei publicando o texto que a autora usa na Espanha, atendendo a convite feito por amigos meus, educadores da Catalunha. O texto acabou sendo conhecido no Brasil, pois o livro em que ele foi publicado na Espanha acabou sendo traduzido para o português em edição da ARTMED. Cabe notar que o tradutor não me procurou para cotejar tradução com o original que escrevi em português. Ele traduziu a tradução do meu texto para o espanhol…

Minha quarta observação refere-se à promessa feita no titulo e não satisfeita no texto. A autora faz um resumo do modelo WebGincana, mas não avança qualquer direção de usos do mesmo no ensino superior.

Para interessados, segue link para o artigo. Para tanto, cliquem aqui.

Anexo aqui imagem da capa do livro em que meu texto sobre WebGincanas foi publicado originariamente na Espanha, na versão catalã.

ordinadors

Usos da internet em educação

dezembro 12, 2016

Trago para cá roteiro da comunicação que fiz na mesa Metodologias Ativas, 5º Congresso Internacional Marista de Educação. Em minha fala ilustrei a questão da atividade a partir do modelo WebGincanas. E, para tanto, simulei uma WebGincana sobre o grande poeta pernambucano Manuel Bandeira, já que o evento acontecia em Recife/Olinda.

 

Naufrágios na Web

agosto 4, 2013

Em 2004, comecei a escrever um artigo sobre WebGincanas. Mas parei logo no começo. Fiquei apenas na Introdução. Hoje achei, por acaso, o referido texto. Ele retrata a questão do naufrágio de navegadores que buscam informações na internet para fazerem “pesquisas escolares”. No artigo não concluído eu queria usar os casos de naufrágio internético para justificar propostas de uso da Web com estrutura, uma vez que WebGincanas são uma forma estruturada de propor buscas de informação.

Quase dez anos depois, não tenho mais como terminar o artigo que estava escrevendo em 2004. Mas acho que a Introdução que escrevi ainda é uma reflexão útil para conversas sobre usos da internet em educação. Por isso, reproduzo-a aqui nas linhas que seguem.

Naufrágios na Internet: Introdução para um artigo sobre webGincanas

Suponha que você é um professor de biologia e  propôs a seus alunos uma pesquisa na internet sobre Teoria da Evolução. Suponha ainda que tais alunos tivessem a intenção de ler com alguma atenção o material selecionado. O que é que os estudantes iriam encontrar? Se entrassem no motor de buscas Google com a expressão Teoria da Evolução (sem aspas), receberiam a informação de que “foram encontradas aproximadamente 86.400” entradas para o termo pesquisado (dado do dia 11.07.2004). Se entrassem no mesmo Google com a expressão “Teoria da Evolução” (com aspas) o valor seria bem menor: 5.840 entradas. O que é que os alunos iriam estudar? Que escolhas fariam? Já fiz essas perguntas diversas vezes para professores do ensino fundamental e médio. A resposta mais freqüente foi a de que os estudantes costumam dar uma olhada nos três ou quatro primeiros endereços listados pelo buscador. No caso de Teoria da Evolução, os três primeiros endereços são: Teoria da Evolução: refutação, Edificador- Conseqüências da Teoria da Evolução e    A teoria da evolução é fato comprovado? Coincidência ou não, esses três primeiros sites listados pelo Google  se posicionam contra a Teoria da Evolução, refletindo crenças de grupos religiosos fundamentalistas. A que conclusões chegariam os alunos que lessem as três primeiras referências encontradas? Em “Teoria da Evolução: refutação”, logo na abertura, eles  encontrariam a seguinte afirmação:

Muitas autoridades científicas já admitem que esta teoria [Teoria da Evolução] se constitui de 10% de má ciência e 90% de má filosofia.

 

 Este seria um mau começo de conversa sobre um tópico importante das ciências biológicas.Nosso aluno hipotético poderia começar seus estudos  achando que a evolução é apenas uma alternativa para explicar a vida no planeta. Os dados numéricos (86.400, no primeiro caso, ou 5.840, no segundo) podem ser desanimadores. Os primeiros sites relacionados não são propriamente uma introdução esclarecedora sobre o assunto. Em outros idiomas, os problemas podem ser mais assustadores. Em inglês, por exemplo, as cifras são: 4.510.000, para Evolution Theory (sem aspas) e 39.300 para “Evolution Theory” (com aspas). Em espanhol, 216.000 para Teoria de la Evolución e 13.500 para “Teoria de la Evolución”.

 Poucos educadores propõem o uso de operadores lógicos para refinar a busca quando solicito uma pesquisa sobre Teoria da Evolução.  Um ou outro sabe, por exemplo, que é possível associar a expressão pesquisada com um complemento por meio do sinal de mais (+). E quando sugiro que Teoria da Evolução seja associada a algo, quase ninguém indica palavra ou expressão capaz de refinar a pesquisa.  Minha provocação preferida, no caso, é a de perguntar  aos educadores, na seqüência, se a fórmula Teoria da Evolução + Beagle funcionaria a contento. Quase sempre vejo um sorriso de incredulidade nos lábios de meus amigos professores, convencidos de que a  menção da raça do simpático Snoopy logo após o sinal de mais (+) é uma brincadeira minha. (“Teoria da Evolução” + Beagle reduz, no Google, a lista  de referências a apenas 291 sites) . Gente que estudou biologia há muito tempo costuma esquecer-se do navio científico (Beagle) utilizado por Darwin. É improvável, portanto, que estudantes utilizem espontaneamente complementos como Beagle ou Galápagos para refinar a procura. Mais improvável ainda é a possibilidade de algum aluno sem conhecimentos prévios do assunto, mas conhecedor do idioma inglês, utilizar a fórmula “Evolution Theory “+ “moth population”  que pode refinar a busca para apenas 36 entradas.

Uma investigação sobre Teoria da Evolução na internet poderia ainda ser facilitada com a escolha de termos mais adequados do ponto de vista da linguagem científica.(usar, por exemplo, Seleção das Espécies em vez de Teoria da Evolução como tema geral). No Google, para “Seleção das Espécies”, há apenas 361 entradas,  uma lista de sites provavelmente mais confiáveis do ponto de vista científico que o conjunto de 5.810 páginas que se obtém com “Teoria da Evolução”.

Com todas essas observações sobre usos de motores de busca e Teoria da Evolução, quero, inicialmente, destacar os seguintes pontos:

● para cada  termo ou expressão que merece estudo, há milhares ou milhões de referências na internet.

● as listagens dos sites selecionados pelos motores de busca não apresentam necessariamente uma ordem que favoreça prioridades de pesquisa

● para refinar a busca, associando o tema com chaves que possam levar à criação de conjuntos de dados mais manejáveis, é preciso que o pesquisador conheça certos aspectos do assunto (possibilidade de associar Teoria da Evolução com Beagle, ou Evolution Theory com moth population, por exemplo).

Dominar apenas aspectos técnicos de uso de motores de busca não resolve o problema. Um pesquisador que saiba como operar com o sinal de mais (+) precisa decidir que palavras ou termos são adequados. Ou seja, refinar buscas na internet exige algum conhecimento do conteúdo. Mas o que acontece normalmente, nas pesquisas que os alunos costumam fazer, é uma situação investigativa sem qualquer base ou critério. Não é de se estranhar, portanto, que o resultado mais freqüente das investigações na internet seja uma colagem de textos e figuras cuja importância e sentido os estudantes ignoram. Essas constatações parecem sinalizar um caminho completamente diferente daquele pintado pelo otimismo dos entusiasmados amantes das novidades da Sociedade da Informação.

 Náufragos no Oceano Web

Estudantes desafiados a usar internet para pesquisar determinado assunto podem viver aventuras semelhantes aos náufragos dos velhos veleiros do século XVI. Perdidos numa ilha qualquer do imenso mar de informações da Web, esses náufragos do mundo digital acabam mandando mensagens de socorro para qualquer destinatário. Uma das histórias mais ilustrativas sobre isso me foi contada pelo Professor Aquiles Von Zuben.

Ali pelos idos de 2000, Aquiles recebeu o seguinte e-mail:

Querido Professor Aquiles,

Sou estudante do ensino médio e estou pesquisando na internet o sentido da vida. Não encontrei nada. Recorro ao senhor para resolver o meu problema. Mande-me uma resposta sobre o tema. Nada muito longo, bastam duas páginas. E, por favor, responda-me logo, tenho de entregar o trabalho amanhã à tarde.

Abraço,

Fulano de Tal

Ao relatar o episódio, Aquiles ressaltou dois pontos: a solicitação de um texto breve e a urgência da resposta. O autor do e-mail não queria uma explicação, para o sentido da vida, que  ultrapassasse duas páginas. Esse pedido é congruente com uma expectativa cada vez mais comum de nossos alunos: textos, sobre qualquer assunto, devem ser sempre breves. A urgência da resposta retrata outra característica de nossa Sociedade da Informação: tudo é para aqui e agora (Barato, 1993). Brevidade e imediatismo das informações são aspectos que revelam algumas das tendências do mundo em que vivemos. Seria bom discuti-los aqui, mas isso fugiria ao foco deste texto. Por isso, deixo apenas um registro das observações do Professor Von Zuben, esperando que o leitor elabore por conta própria essas duas dimensões retratadas pelo e-mail do aluno que pesquisava o sentido da vida.

Meu interesse maior é o de elaborar uma explicação sobre os porquês de mensagens como a enviada para meu amigo Aquiles. Para tanto, acho conveniente fornecer algumas explicações sobre quem é professor ao qual o e-mail foi destinado. Aquiles Von Zuben é doutor filosofia, formado pela Universidade Católica de Louvain. Nos últimos anos, suas investigações tiveram como foco a questão da bioética. Como é que o aluno interessado no sentido da vida chegou ao site do Aquiles? Provavelmente por acaso. E quando viu que estava no território de um filósofo, resolveu jogar uma última cartada  para fazer sua tarefa escolar. Em vez de ler, estudar, investigar, o aluno resolveu pedir ao filósofo um pequeno tratado sobre a questão. Por que isso aconteceu? As explicações possíveis são muitas.  Provavelmente o aluno foi buscar na internet (com ou sem sugestão  docente) material para elaboração de um trabalho solicitado por algum de seus professores. E não faltam informações sobre o tema na internet. Numa busca por meio do Google (dados de 11.07.2004) há indicação de 984.00 entradas para sentido da vida, e 17.400 para “sentido da vida”. (para “sentido da vida” + Aquiles Von Zuben são 20 entradas!). Há, portanto, um oceano imenso de informações que deixa o navegante inteiramente perdido (o que escolher no meio de quase um milhão de documentos disponíveis?). O número imenso de informações disponíveis, em vez de nos tornar mais esclarecidos, tende a nos deixar inteiramente perdidos. Aliás, muito antes da explosão informativa da internet, Caetano Veloso, em verso célebre e comentando apenas o número muito grande de publicações vendidas nas bancas de jornal, perguntava: “quem lê tanta notícia?” Assim, cercado de informações por todos os lados, o navegador da internet não sabe o que utilizar. Naufraga. Um ou outro náufrago, desde uma ilha desconhecida, manda, em garrafas virtuais,  apelos desesperados. Forneço mais um exemplo sobre tal comportamento.

A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo mantém, na internet, uma página de apoio para educadores que queiram utilizar o modelo WebQuest. Educadores interessados em conversar sobre o tema central da página podem utilizar o e-mail webquest@futuro.usp.br para comunicarem-se com os coordenadores do projeto na Escola do Futuro. De vez em quando, alunos de diversos graus de ensino mandam mensagens de socorro para esse e-mail destinado à troca de idéias sobre usos educacionais de recursos da internet. Tais alunos ignoram completamente as finalidades do referido endereço eletrônico. Recorrem ao e-mail citado solicitando respostas para os mais variados assuntos. Uma das mensagens que chegou ao correio eletrônico do projeto WebQuest dizia:

Prezado WebQuest,

Estou pesquisando a globalização. Preciso de dados e informações sobre Revolução Industrial, sobretudo Inglaterra e França. Séculos XVII, XIX e XX. Eletrônica. Computadores. Novas formas de organização da produção. Mande-me dados e indicação de sites.

Fulano de Tal.

Esse pedido de socorro é parecido com o recebido pelo Professor Aquiles Von Zuben. O solicitante, porém, não se preocupou com qualquer forma de cortesia. Foi direto ao pedido, provavelmente pensando que um serviço da Universidade de São Paulo deve atender de imediato qualquer demanda escolar. Certamente, o autor do pedido não se deu ao trabalho de verificar o conteúdo do site sobre WebQuests, nem observou a natureza do serviço que a Escola do Futuro coloca à disposição dos educadores no caso. Aproveitou a existência de um endereço de uma grande universidade brasileira para obter respostas para sua pesquisa sobre globalização. Entrou na internet para procurar informações. Perdeu-se num mar imenso de referências. Encontrou, provavelmente por acaso, a página WebQuest da Escola do Futuro e resolveu enviar para ela uma garrafa virtual de náufrago do oceano Web.

Na mensagem sobre globalização aparecem informações mais diversificadas que no caso da mensagem sobre sentido da vida.  Nela aparecem indícios de que o investigador relaciona o assunto com Revolução Industrial, história da Europa, novas tecnologias etc. Por outro lado, as possíveis associações não estão logicamente ordenadas. São mais palavras de uma possível listagem de aspectos que podem ter alguma relação com o fenômeno da globalização. O teor da mensagem indica provável anotação de instruções de um professor na definição de uma tarefa escolar. Num e noutro caso fica evidente a ausência de critérios para selecionar as informações necessárias.

A esta altura acho conveniente esclarecer que a questão de desorientação em levantamentos sobre determinado assunto não é uma criatura da internet. Dificuldades na busca de referências sobre assunto a ser estudado têm como fonte inabilidades investigativas e ausência de conhecimento. Investigar é uma atividade que exige o domínio de determinadas estratégias, capacidade de fazer indagações conseqüentes, e habilidade de ler, interpretar e julgar informações disponíveis. Todas essas capacidades precisam estar aliadas a alguma familiaridade com o assunto a ser investigado.  Sem conhecimento prévio do assunto, é improvável que o investigador faça indagações consistentes. Essa circunstância pode ocorrer em levantamentos numa biblioteca, num centro de documentação ou na internet. Independe, portanto, da natureza da fonte de recursos. É, muito  mais, um fenômeno vinculado a domínio do campo de conhecimento por parte do investigador. Em outras palavras, sem conhecimento, fartura de informação não resulta em facilidade investigativa. A questão da necessidade do conhecimento como condição prévia para o bom uso de informações disponíveis mereceu um alerta de Alan Kay (1994) em artigo para uma edição especial de Scientific American. Os dois primeiros parágrafos do texto de Kay colocam com bastante impacto a questão:

O físico Murray Gell-Mann observou que a educação no século vinte assemelha-se a ida ao maior restaurante do mundo para alimentar-se (literalmente) com o livreto do cardápio. Com essa metáfora, o autor pretendia mostrar que as representações de nossas idéias substituíram as próprias idéias; os estudantes são ensinados superficialmente sobre grandes descobertas em vez de serem ajudados a aprender profundamente por si mesmos.

 

No futuro próximo, todas as representações já inventadas pelos seres humanos serão imediatamente disponíveis em qualquer parte do mundo por meio de computadores pessoais “de bolso”. Mas seremos capazes de passar do cardápio para o alimento? Ou não seremos capazes de distinguí-los? Ou, pior ainda, perderemos a habilidade de ler o cardápio e ficaremos satisfeitos apenas em reconhecê-lo?

Alan Kay teme que as pessoas achem que simples informação é conhecimento, não uma representação que precisa de intérpretes capazes  para ganhar sentido. O autor aborda assim uma questão central em nossos dias: o engano freqüente de achar que a produção  gigantesca de informação, acompanhada por um consumo cada vez maior desta nova mercadoria, gera automaticamente uma “sociedade do conhecimento”. Esse engano explica os muitos naufrágios no oceano Web.

Scavenger Hunt e WebGincana

julho 29, 2013

Desenvolvi o modelo WebGincana com base num jogo bastante popular nos EUA, Scavenger Hunt. Tal jogo tem como foco a busca de respostas objetivas para questões curtas. Já existe há bastante tempo. Ele foi adaptado para o ambiente Web e é bem interessante para trabalhar conteúdos factuais em educação. Geralmente é bom ponto de partida para que os alunos tenham uma ideia panorâmica de um tema que começarão a estudar.

Acabo de encontrar um bom exemplo de Sacavenger Hunt. Interessados poderão  vê-lo clicando sobre o link indicado a seguir:

 

Avaliação em WebGincanas

julho 15, 2012

No modelo WebGincanas, Desafio e Avaliação se fundem. Em WebGincanas bem dinâmicas, o modo de fazer perguntas é um dos segredos de sucesso. Para minhas aulas sobre o assunto, criei subsídios que, geralmente, buscavam auxiliar os alunos a superar algumas de suas diviculdades. Segue aqui um exemplo, elaborado em 2008, mas ainda bastante útil.

Questões em Webgincanas

No mundo das técnicas de avaliação, as perguntas  a serem feitas em WebGincanas são classificadas como “questões que demandam respostas curtas, objetivas e unívocas”. Respostas curtas são aquelas que não ultrapassam duas ou três palavras. Eventualmente podem ser um número ou um símbolo. Respostas objetivas são aquelas que não dependem de opinião ou interpretação de sujeitos. Finalmente resta comentar as respostas unívocas. Em poucas palavras, unívoco quer dizer aquilo que tem um único significado.

WebGincanas devem ter certo espírito de jogo. Não convém, portanto, que as questões do Desafio sejam formuladas como perguntas de um questionário de livro didático. Assim, não vale a pena entrar num jogo com questões do tipo: Quem descobriu o Brasil? Em que ano aconteceu o golpe militar comandado por Castelo Branco? Etc. Se possível, as questões devem ser formuladas de um modo mais criativo. Eis aqui alguns exemplos:

  1. Ela é a única das irmãs Cajazeiras que noivou.
  2. Grande poeta brasileiro que deu um tiro no próprio pé numa caçada pelos campos do Brás.
  3. Nome do romance que Isaias Pessotti escreveu a partir de seus estudos sobre Eurípides para pesquisa sobre a história da loucura.
  4. Música de Lupicínio na qual o narrador manifesta paixão por uma moça que carrega água para os peões.

Nas quatro questões-exemplo que apresentei, a redação tem um certo quê de advinhas. Isso é bom. Advinhas são elementos de jogos verbais bastante atrativos. Quebram a monotonia didática daqueles Quem foi? Quantos são? Em que dia ou ano? Qual o nome do primeiro filho de X? Etc.

Se possível as questões das WebGincanas devem exigir leitura, de textos ou de qualquer outra forma de apresentação da informação – imagem, música, símbolos, mapas, VT’s, gravações de conversas ou entrevistas etc. É preciso evitar que o aluno utilize exclusivamente um buscador da Internet (o Google, por exemplo) e responda a questão a partir das informações curtas que acompanham cada indicação de URL listada após uma solicitação. WebGincanas exigem uma leitura de reconhecimento. Nada profundo. Tal leitura é uma necessidade quando pensamos na habilidade de buscar informação nos meios disponíveis.

As questões não precisam ter apenas o estilo de advinhas. Elas podem ser algo com certo teor de desafio como os exemplos que seguem:

  1. Veja um vídeo de música de Sidney Miller apresentada no Festival da Record em 1967. Qual a direção da estrada do violeiro indicada na letra cantada pelo compositor?
  2. Examine o Enterro do Conde de Orgaz, obra de El Greco, e responda quantos religiosos são retratados na cena?
  3. Qual o nome da obra de Josué Guimarães que faz referência a um meio de transporte que não mais atenderá à cidadezinha prestes a submergir nas águas de um imenso reservatório?
  4. Professores Apaixonados é uma coleção de slides que você pode encontrar aqui em Recursos. Veja-a e diga qual deve ser o resultado da última conta na cena em que uma professora acompanha o trabalho de um aluno no quadro negro.
  5. Angola e Romênia produzem petróleo. Compare a produção dos dois países e responda em que continente está aquele que produz maior quantidade da referida fonte de energia.

Até aqui exemplifiquei situações nas quais as questões trabalham o conteúdo de maneira séria. Mas de vez em quando é preciso fazer alguma questão que tenha certo toque de humor ou que instigue a curiosidade do aluno. Neste último caso, convém, de vez em quando, elaborar alguma questão sobre coisas banais mas que despertam grande interesse. Por exemplo: detalhes sobre a v ida pessoal de um autor, quem se recusou editar                                  um livro que mais tarde se tornou um best seller, nome de um hotel onde um cantor famoso encontrou-se com fulana de tal pela primeira vez etc.

Parte das questões, caso falte  inspiração, pode ser feita de modo tradicional. Mas, os autores devem sempre buscar modos de perguntar que agucem a curiosidade e criem interesse.

Jarbas Novelino Barato

24/04/2008

WebGincana: O Velho Chico

março 13, 2012

Comecei a estruturar o modelo WebGincana em 2004. Em vez de escrever sobre fundamentos e elaborar um trabalho acadêmico, fiz uma WebGincana para ser experimentada com meus alunos. Tal produto recebeu o nome de O Velho Chico: Uma WebGincana.

Quando desenvolvi projeto sobre WebGincana para o Senac de São paulo, retomei O Velho Chico como uma referência em estudos sobre o modelo. Publico aqui a estrutura de O Velho Chico, copiando o original que foi convertido numa Webpage que não está mais no ar.

Divulgo O Velho Chico como forma de contribuir para conversas sobre WebGincanas, não para propor um produto que possa ser usado, pois é provável que a maioria dos recursos necessários já não estejam mais no ar.

O Velho Chico

uma webgincana sobre o mais brasileiro dos rios

 

 

Áreas de interesse: geografia, história, literatura, cultura brasileira.

Nível: da 7ª série do ensino elementar à 1ª série do ensino médio

 

Autor: Jarbas Novelino Barato

jarbas.barato@gmail.com

 

 

 

 

 Senac São Paulo

 

São Paulo, 20 de julho de 2006

 

 

 

 

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Introdução

 

O São Francisco é um rio muito interessante na sua história, geografia e cultura. Vale a pena conhecer detalhes sobre o Velho Chico. Ele leva água para um Nordeste que tem muita sede, ele é um caminho natural para quem quer andar pelo coração do Brasil, ele fornece energia para muita gente, ele é fonte de vida para muitos bichos, ele é cenário para belas histórias de amor. Vocês, bons brasileiros, precisam conhecer melhor o nosso rio da integração nacional. Esta WebGincana é um começo. Depois de vencer o desafio que ela propõe, vocês certamente vão querer embarcar em mais conhecimento sobre um dos pedaços mais atraentes de nossa terra.

 

Desafio

 

  • · Nesta gincana, vocês deverão se organizar em equipes de três ou quatro integrantes.
  • · É bom escolher um nome significativo para o time que vocês formarem.
  • · Como todo mundo sabe, gincana é um jogo de equipe. Por isso vocês precisarão se organizar para que todos tenham diferentes funções que possam ajudar a equipe a ser um time vencedor.
  • · Escolham um líder. Seu professor aceitará apenas as respostas comunicadas por ele.
  • · Sugere-se que vocês leiam todas as respostas antes de começarem a respondê-las
  • · Reparem que algumas questões valem mais que outras.
  • · Reparem também que no próximo tópico, Recursos, há uma lista de de sites  onde vocês poderão encontrar todas as respostas de que necessitam.
  • · Reparem, finalmente, que os critérios que seu professor vai utilizar para julgar as respostas estão definidos no item Avaliação.

 

Vamos  às questões:

 

1. Onde estão as nascentes do rio São Francisco? (estado e local) [10 pontos]

 

2. Cite três cidades próximas da nascente do Velho Chico. [10 pontos]

 

3. Qual o principal produto de artesanato produzido às margens do rio São Francisco? [10 pontos]

 

4. Por que as carrancas são zooantropomorfas? [10 pontos]

 

5. Quanto custa uma carranca? [10 pontos]

 

6. Quais os quatro produtos mais cultivados em áreas irrigadas pelo nosso rio? [10 pontos]

 

7.  Que barco foi restaurado e voltou a navegar recentemente pelas águas do São Francisco? [10 pontos]

 

8. Porto Calendário é um grande romance ambientado no vale do São Francisco. As ações ocorrem sobretudo às margens do rio Corrente, um dos afluentes do Velho Chico. Como é o nome do autor desse grande livro da literatura nacional? [10 pontos]

 

 

9. Qual era a profissão do autor de Porto Calendário? [10 pontos]

 

10. Cite três roteiros turísticos de Paulo Afonso? [10 pontos]

 

10. Quais os dois principais trechos navegáveis do São Francisco? Qual a extensão total de ambos em km?

 

 

Recursos

 

Todas as informações necessárias para responder as questões  desta WebGincana podem ser encontradas nos seguintes sites:

 

 

http://www.maria-brazil.org/carrancas.htm

 

http://www.dglnet.com.br/users/fmoraes/carranc1.html

 

 http://www.manuelzao.ufmg.br/jornal/jornal30/navegacao.htm

 

 http://www.serracanastra.com.br/parque/parque.html

 

 http://www.brasiloeste.com.br/rio-sao-francisco

 

http://www.transportes.gov.br/Modal/Hidroviario/SaoFrancisco.htm

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-77012003000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed51/enfermaria.asp

 

http://www.bahia.com.br/site/destinos/cidades.asp?cd_cidade=52

 

http://www.integracao.gov.br/saofrancisco/opinioes/opiniao68.asp

 

 

Outros recursos

Caso necessário, vocês podem também utilizar motores de busca como o Cadê, o Google, o Yahoo etc.

Avaliação

.Seu professor ou professora vai colocar os nomes de todas as equipes no quadro da sala. Cada questão respondida deverá ser comunicada imediatamente ao professor ou professora. Ganhará dois pontos adicionais a equipe que chegar primeiro a cada resposta.  Ganhará o jogo a equipe que acumular mais pontos no final da gincana. A gincana chegará ao fim quando o professor ou professora o decidir ou quando se esgotar o tempo previamente combinado com os participantes. Boa sorte para todas as equipes!

Conclusão

Viram que beleza? O São Francisco é cheio de surpresas. É preciso conhecê-lo melhor e, se possível, navegar por suas águas numa gaiola ou praticar esportes radicais em seu belo cânion. A nossa WebGincana chegou ao fim, mas esperamos que vocês procurem saber mais sobre o rio da integração nacional, o muito amado Velho Chico.

Créditos e Agradecimentos

As idéias para elaborar este material foram inspiradas pelo modelo Scavenger Hunt (http://www.aea14.k12.ia.us/technology/ScavengerHunt.html) muito utilizado por educadores americanos e canadenses. Duas Scavenger Hunts merecem citação: An Egypcian Scavenger Hunt, e Martin Luther King: an interactive scavenger hunt. A última já não está mais no ar, a primeira pode ser encontrada em http://edweb.sdsu.edu/courses/edtec670/egypt/hunt/EgyptHunt.html

Devo muito das idéias  sobre o modelo WebGincana a meus alunos dos cursos de pedagogia e de licenciatura da Universidade São Judas Tadeu. Nos últimos três anos eles avaliaram, experimentaram, criticaram e usaram o modelo na própria universidade, em diversas escolas e em lan houses.  Por isso, todos eles são co-autores do modelo de uso da internet em educação ao qual dei o nome de WebGincana.

O apoio mais significativo que recebi para desenvolver as idéias sobre WebQuests veio do Senac São Paulo, proprietário do domínio WebGincana na internet, e minha escola de trabalho por trinta anos.

Aos Educadores

O Velho Chico é a primeira WebGincana que produzi em 2004. Ela foi publicada aqui como um registro de memória. Em 2005 e 2006, foi testada com meus alunos e com educadores do Senac São Paulo. A partir dos testes muitas idéias e sugestões apareceram. No caminho, conversei sobre os resultados com meu amigo Carlos Seabra. Ele sempre foi um  incentivador e parceiro no desenvolvimento do modelo. Parte do desenho atual das WebGincanas é obra do Seabra. Na presente versão eliminei algumas questões existentes no trabalho original com o objetivo de converter “O Velho Chico” num exemplo de WebGincana curta, com apenas dez questões e com atividades centradas apenas em  buscas na internet.

O Velho Chico foi um ponto de partida. Hoje as WebGincanas estão com um perfil mais definido. Alguns exemplos já podem ser encontrados na Web e as bases para a construção dessa alternativa de uso da internet em educação já estão mais definidas. Mas não chegamos ao fim, versões mais completas do modelo certamente surgirão na medida em que professores/autores publicarem suas WebGincnas no espaço Web e utilizarem o modelo em seu dia-a-dia nas escolas.

A presente versão deste trabalho sobre o rio São Francisco é uma boa ferramenta para apresentar dinamicamente a idéia de WebGincana em fases iniciais de apresentação do modelo. Em média, uma classe demora cerca de trinta minutos para vencer o desafio.

Professores e Computadores

março 11, 2012

Segue roteiro de minha conversa com professores das ETEC’s do Centro Paula Souza dia 07 último. Na apresentação, procurei ressaltar a importãncia dos professores como autores de propostas para uso de computadores em educação.