Archive for the ‘WebGincana’ Category

Usos da internet em educação

dezembro 12, 2016

Trago para cá roteiro da comunicação que fiz na mesa Metodologias Ativas, 5º Congresso Internacional Marista de Educação. Em minha fala ilustrei a questão da atividade a partir do modelo WebGincanas. E, para tanto, simulei uma WebGincana sobre o grande poeta pernambucano Manuel Bandeira, já que o evento acontecia em Recife/Olinda.

 

Naufrágios na Web

agosto 4, 2013

Em 2004, comecei a escrever um artigo sobre WebGincanas. Mas parei logo no começo. Fiquei apenas na Introdução. Hoje achei, por acaso, o referido texto. Ele retrata a questão do naufrágio de navegadores que buscam informações na internet para fazerem “pesquisas escolares”. No artigo não concluído eu queria usar os casos de naufrágio internético para justificar propostas de uso da Web com estrutura, uma vez que WebGincanas são uma forma estruturada de propor buscas de informação.

Quase dez anos depois, não tenho mais como terminar o artigo que estava escrevendo em 2004. Mas acho que a Introdução que escrevi ainda é uma reflexão útil para conversas sobre usos da internet em educação. Por isso, reproduzo-a aqui nas linhas que seguem.

Naufrágios na Internet: Introdução para um artigo sobre webGincanas

Suponha que você é um professor de biologia e  propôs a seus alunos uma pesquisa na internet sobre Teoria da Evolução. Suponha ainda que tais alunos tivessem a intenção de ler com alguma atenção o material selecionado. O que é que os estudantes iriam encontrar? Se entrassem no motor de buscas Google com a expressão Teoria da Evolução (sem aspas), receberiam a informação de que “foram encontradas aproximadamente 86.400” entradas para o termo pesquisado (dado do dia 11.07.2004). Se entrassem no mesmo Google com a expressão “Teoria da Evolução” (com aspas) o valor seria bem menor: 5.840 entradas. O que é que os alunos iriam estudar? Que escolhas fariam? Já fiz essas perguntas diversas vezes para professores do ensino fundamental e médio. A resposta mais freqüente foi a de que os estudantes costumam dar uma olhada nos três ou quatro primeiros endereços listados pelo buscador. No caso de Teoria da Evolução, os três primeiros endereços são: Teoria da Evolução: refutação, Edificador- Conseqüências da Teoria da Evolução e    A teoria da evolução é fato comprovado? Coincidência ou não, esses três primeiros sites listados pelo Google  se posicionam contra a Teoria da Evolução, refletindo crenças de grupos religiosos fundamentalistas. A que conclusões chegariam os alunos que lessem as três primeiras referências encontradas? Em “Teoria da Evolução: refutação”, logo na abertura, eles  encontrariam a seguinte afirmação:

Muitas autoridades científicas já admitem que esta teoria [Teoria da Evolução] se constitui de 10% de má ciência e 90% de má filosofia.

 

 Este seria um mau começo de conversa sobre um tópico importante das ciências biológicas.Nosso aluno hipotético poderia começar seus estudos  achando que a evolução é apenas uma alternativa para explicar a vida no planeta. Os dados numéricos (86.400, no primeiro caso, ou 5.840, no segundo) podem ser desanimadores. Os primeiros sites relacionados não são propriamente uma introdução esclarecedora sobre o assunto. Em outros idiomas, os problemas podem ser mais assustadores. Em inglês, por exemplo, as cifras são: 4.510.000, para Evolution Theory (sem aspas) e 39.300 para “Evolution Theory” (com aspas). Em espanhol, 216.000 para Teoria de la Evolución e 13.500 para “Teoria de la Evolución”.

 Poucos educadores propõem o uso de operadores lógicos para refinar a busca quando solicito uma pesquisa sobre Teoria da Evolução.  Um ou outro sabe, por exemplo, que é possível associar a expressão pesquisada com um complemento por meio do sinal de mais (+). E quando sugiro que Teoria da Evolução seja associada a algo, quase ninguém indica palavra ou expressão capaz de refinar a pesquisa.  Minha provocação preferida, no caso, é a de perguntar  aos educadores, na seqüência, se a fórmula Teoria da Evolução + Beagle funcionaria a contento. Quase sempre vejo um sorriso de incredulidade nos lábios de meus amigos professores, convencidos de que a  menção da raça do simpático Snoopy logo após o sinal de mais (+) é uma brincadeira minha. (“Teoria da Evolução” + Beagle reduz, no Google, a lista  de referências a apenas 291 sites) . Gente que estudou biologia há muito tempo costuma esquecer-se do navio científico (Beagle) utilizado por Darwin. É improvável, portanto, que estudantes utilizem espontaneamente complementos como Beagle ou Galápagos para refinar a procura. Mais improvável ainda é a possibilidade de algum aluno sem conhecimentos prévios do assunto, mas conhecedor do idioma inglês, utilizar a fórmula “Evolution Theory “+ “moth population”  que pode refinar a busca para apenas 36 entradas.

Uma investigação sobre Teoria da Evolução na internet poderia ainda ser facilitada com a escolha de termos mais adequados do ponto de vista da linguagem científica.(usar, por exemplo, Seleção das Espécies em vez de Teoria da Evolução como tema geral). No Google, para “Seleção das Espécies”, há apenas 361 entradas,  uma lista de sites provavelmente mais confiáveis do ponto de vista científico que o conjunto de 5.810 páginas que se obtém com “Teoria da Evolução”.

Com todas essas observações sobre usos de motores de busca e Teoria da Evolução, quero, inicialmente, destacar os seguintes pontos:

● para cada  termo ou expressão que merece estudo, há milhares ou milhões de referências na internet.

● as listagens dos sites selecionados pelos motores de busca não apresentam necessariamente uma ordem que favoreça prioridades de pesquisa

● para refinar a busca, associando o tema com chaves que possam levar à criação de conjuntos de dados mais manejáveis, é preciso que o pesquisador conheça certos aspectos do assunto (possibilidade de associar Teoria da Evolução com Beagle, ou Evolution Theory com moth population, por exemplo).

Dominar apenas aspectos técnicos de uso de motores de busca não resolve o problema. Um pesquisador que saiba como operar com o sinal de mais (+) precisa decidir que palavras ou termos são adequados. Ou seja, refinar buscas na internet exige algum conhecimento do conteúdo. Mas o que acontece normalmente, nas pesquisas que os alunos costumam fazer, é uma situação investigativa sem qualquer base ou critério. Não é de se estranhar, portanto, que o resultado mais freqüente das investigações na internet seja uma colagem de textos e figuras cuja importância e sentido os estudantes ignoram. Essas constatações parecem sinalizar um caminho completamente diferente daquele pintado pelo otimismo dos entusiasmados amantes das novidades da Sociedade da Informação.

 Náufragos no Oceano Web

Estudantes desafiados a usar internet para pesquisar determinado assunto podem viver aventuras semelhantes aos náufragos dos velhos veleiros do século XVI. Perdidos numa ilha qualquer do imenso mar de informações da Web, esses náufragos do mundo digital acabam mandando mensagens de socorro para qualquer destinatário. Uma das histórias mais ilustrativas sobre isso me foi contada pelo Professor Aquiles Von Zuben.

Ali pelos idos de 2000, Aquiles recebeu o seguinte e-mail:

Querido Professor Aquiles,

Sou estudante do ensino médio e estou pesquisando na internet o sentido da vida. Não encontrei nada. Recorro ao senhor para resolver o meu problema. Mande-me uma resposta sobre o tema. Nada muito longo, bastam duas páginas. E, por favor, responda-me logo, tenho de entregar o trabalho amanhã à tarde.

Abraço,

Fulano de Tal

Ao relatar o episódio, Aquiles ressaltou dois pontos: a solicitação de um texto breve e a urgência da resposta. O autor do e-mail não queria uma explicação, para o sentido da vida, que  ultrapassasse duas páginas. Esse pedido é congruente com uma expectativa cada vez mais comum de nossos alunos: textos, sobre qualquer assunto, devem ser sempre breves. A urgência da resposta retrata outra característica de nossa Sociedade da Informação: tudo é para aqui e agora (Barato, 1993). Brevidade e imediatismo das informações são aspectos que revelam algumas das tendências do mundo em que vivemos. Seria bom discuti-los aqui, mas isso fugiria ao foco deste texto. Por isso, deixo apenas um registro das observações do Professor Von Zuben, esperando que o leitor elabore por conta própria essas duas dimensões retratadas pelo e-mail do aluno que pesquisava o sentido da vida.

Meu interesse maior é o de elaborar uma explicação sobre os porquês de mensagens como a enviada para meu amigo Aquiles. Para tanto, acho conveniente fornecer algumas explicações sobre quem é professor ao qual o e-mail foi destinado. Aquiles Von Zuben é doutor filosofia, formado pela Universidade Católica de Louvain. Nos últimos anos, suas investigações tiveram como foco a questão da bioética. Como é que o aluno interessado no sentido da vida chegou ao site do Aquiles? Provavelmente por acaso. E quando viu que estava no território de um filósofo, resolveu jogar uma última cartada  para fazer sua tarefa escolar. Em vez de ler, estudar, investigar, o aluno resolveu pedir ao filósofo um pequeno tratado sobre a questão. Por que isso aconteceu? As explicações possíveis são muitas.  Provavelmente o aluno foi buscar na internet (com ou sem sugestão  docente) material para elaboração de um trabalho solicitado por algum de seus professores. E não faltam informações sobre o tema na internet. Numa busca por meio do Google (dados de 11.07.2004) há indicação de 984.00 entradas para sentido da vida, e 17.400 para “sentido da vida”. (para “sentido da vida” + Aquiles Von Zuben são 20 entradas!). Há, portanto, um oceano imenso de informações que deixa o navegante inteiramente perdido (o que escolher no meio de quase um milhão de documentos disponíveis?). O número imenso de informações disponíveis, em vez de nos tornar mais esclarecidos, tende a nos deixar inteiramente perdidos. Aliás, muito antes da explosão informativa da internet, Caetano Veloso, em verso célebre e comentando apenas o número muito grande de publicações vendidas nas bancas de jornal, perguntava: “quem lê tanta notícia?” Assim, cercado de informações por todos os lados, o navegador da internet não sabe o que utilizar. Naufraga. Um ou outro náufrago, desde uma ilha desconhecida, manda, em garrafas virtuais,  apelos desesperados. Forneço mais um exemplo sobre tal comportamento.

A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo mantém, na internet, uma página de apoio para educadores que queiram utilizar o modelo WebQuest. Educadores interessados em conversar sobre o tema central da página podem utilizar o e-mail webquest@futuro.usp.br para comunicarem-se com os coordenadores do projeto na Escola do Futuro. De vez em quando, alunos de diversos graus de ensino mandam mensagens de socorro para esse e-mail destinado à troca de idéias sobre usos educacionais de recursos da internet. Tais alunos ignoram completamente as finalidades do referido endereço eletrônico. Recorrem ao e-mail citado solicitando respostas para os mais variados assuntos. Uma das mensagens que chegou ao correio eletrônico do projeto WebQuest dizia:

Prezado WebQuest,

Estou pesquisando a globalização. Preciso de dados e informações sobre Revolução Industrial, sobretudo Inglaterra e França. Séculos XVII, XIX e XX. Eletrônica. Computadores. Novas formas de organização da produção. Mande-me dados e indicação de sites.

Fulano de Tal.

Esse pedido de socorro é parecido com o recebido pelo Professor Aquiles Von Zuben. O solicitante, porém, não se preocupou com qualquer forma de cortesia. Foi direto ao pedido, provavelmente pensando que um serviço da Universidade de São Paulo deve atender de imediato qualquer demanda escolar. Certamente, o autor do pedido não se deu ao trabalho de verificar o conteúdo do site sobre WebQuests, nem observou a natureza do serviço que a Escola do Futuro coloca à disposição dos educadores no caso. Aproveitou a existência de um endereço de uma grande universidade brasileira para obter respostas para sua pesquisa sobre globalização. Entrou na internet para procurar informações. Perdeu-se num mar imenso de referências. Encontrou, provavelmente por acaso, a página WebQuest da Escola do Futuro e resolveu enviar para ela uma garrafa virtual de náufrago do oceano Web.

Na mensagem sobre globalização aparecem informações mais diversificadas que no caso da mensagem sobre sentido da vida.  Nela aparecem indícios de que o investigador relaciona o assunto com Revolução Industrial, história da Europa, novas tecnologias etc. Por outro lado, as possíveis associações não estão logicamente ordenadas. São mais palavras de uma possível listagem de aspectos que podem ter alguma relação com o fenômeno da globalização. O teor da mensagem indica provável anotação de instruções de um professor na definição de uma tarefa escolar. Num e noutro caso fica evidente a ausência de critérios para selecionar as informações necessárias.

A esta altura acho conveniente esclarecer que a questão de desorientação em levantamentos sobre determinado assunto não é uma criatura da internet. Dificuldades na busca de referências sobre assunto a ser estudado têm como fonte inabilidades investigativas e ausência de conhecimento. Investigar é uma atividade que exige o domínio de determinadas estratégias, capacidade de fazer indagações conseqüentes, e habilidade de ler, interpretar e julgar informações disponíveis. Todas essas capacidades precisam estar aliadas a alguma familiaridade com o assunto a ser investigado.  Sem conhecimento prévio do assunto, é improvável que o investigador faça indagações consistentes. Essa circunstância pode ocorrer em levantamentos numa biblioteca, num centro de documentação ou na internet. Independe, portanto, da natureza da fonte de recursos. É, muito  mais, um fenômeno vinculado a domínio do campo de conhecimento por parte do investigador. Em outras palavras, sem conhecimento, fartura de informação não resulta em facilidade investigativa. A questão da necessidade do conhecimento como condição prévia para o bom uso de informações disponíveis mereceu um alerta de Alan Kay (1994) em artigo para uma edição especial de Scientific American. Os dois primeiros parágrafos do texto de Kay colocam com bastante impacto a questão:

O físico Murray Gell-Mann observou que a educação no século vinte assemelha-se a ida ao maior restaurante do mundo para alimentar-se (literalmente) com o livreto do cardápio. Com essa metáfora, o autor pretendia mostrar que as representações de nossas idéias substituíram as próprias idéias; os estudantes são ensinados superficialmente sobre grandes descobertas em vez de serem ajudados a aprender profundamente por si mesmos.

 

No futuro próximo, todas as representações já inventadas pelos seres humanos serão imediatamente disponíveis em qualquer parte do mundo por meio de computadores pessoais “de bolso”. Mas seremos capazes de passar do cardápio para o alimento? Ou não seremos capazes de distinguí-los? Ou, pior ainda, perderemos a habilidade de ler o cardápio e ficaremos satisfeitos apenas em reconhecê-lo?

Alan Kay teme que as pessoas achem que simples informação é conhecimento, não uma representação que precisa de intérpretes capazes  para ganhar sentido. O autor aborda assim uma questão central em nossos dias: o engano freqüente de achar que a produção  gigantesca de informação, acompanhada por um consumo cada vez maior desta nova mercadoria, gera automaticamente uma “sociedade do conhecimento”. Esse engano explica os muitos naufrágios no oceano Web.

Scavenger Hunt e WebGincana

julho 29, 2013

Desenvolvi o modelo WebGincana com base num jogo bastante popular nos EUA, Scavenger Hunt. Tal jogo tem como foco a busca de respostas objetivas para questões curtas. Já existe há bastante tempo. Ele foi adaptado para o ambiente Web e é bem interessante para trabalhar conteúdos factuais em educação. Geralmente é bom ponto de partida para que os alunos tenham uma ideia panorâmica de um tema que começarão a estudar.

Acabo de encontrar um bom exemplo de Sacavenger Hunt. Interessados poderão  vê-lo clicando sobre o link indicado a seguir:

 

Avaliação em WebGincanas

julho 15, 2012

No modelo WebGincanas, Desafio e Avaliação se fundem. Em WebGincanas bem dinâmicas, o modo de fazer perguntas é um dos segredos de sucesso. Para minhas aulas sobre o assunto, criei subsídios que, geralmente, buscavam auxiliar os alunos a superar algumas de suas diviculdades. Segue aqui um exemplo, elaborado em 2008, mas ainda bastante útil.

Questões em Webgincanas

No mundo das técnicas de avaliação, as perguntas  a serem feitas em WebGincanas são classificadas como “questões que demandam respostas curtas, objetivas e unívocas”. Respostas curtas são aquelas que não ultrapassam duas ou três palavras. Eventualmente podem ser um número ou um símbolo. Respostas objetivas são aquelas que não dependem de opinião ou interpretação de sujeitos. Finalmente resta comentar as respostas unívocas. Em poucas palavras, unívoco quer dizer aquilo que tem um único significado.

WebGincanas devem ter certo espírito de jogo. Não convém, portanto, que as questões do Desafio sejam formuladas como perguntas de um questionário de livro didático. Assim, não vale a pena entrar num jogo com questões do tipo: Quem descobriu o Brasil? Em que ano aconteceu o golpe militar comandado por Castelo Branco? Etc. Se possível, as questões devem ser formuladas de um modo mais criativo. Eis aqui alguns exemplos:

  1. Ela é a única das irmãs Cajazeiras que noivou.
  2. Grande poeta brasileiro que deu um tiro no próprio pé numa caçada pelos campos do Brás.
  3. Nome do romance que Isaias Pessotti escreveu a partir de seus estudos sobre Eurípides para pesquisa sobre a história da loucura.
  4. Música de Lupicínio na qual o narrador manifesta paixão por uma moça que carrega água para os peões.

Nas quatro questões-exemplo que apresentei, a redação tem um certo quê de advinhas. Isso é bom. Advinhas são elementos de jogos verbais bastante atrativos. Quebram a monotonia didática daqueles Quem foi? Quantos são? Em que dia ou ano? Qual o nome do primeiro filho de X? Etc.

Se possível as questões das WebGincanas devem exigir leitura, de textos ou de qualquer outra forma de apresentação da informação – imagem, música, símbolos, mapas, VT’s, gravações de conversas ou entrevistas etc. É preciso evitar que o aluno utilize exclusivamente um buscador da Internet (o Google, por exemplo) e responda a questão a partir das informações curtas que acompanham cada indicação de URL listada após uma solicitação. WebGincanas exigem uma leitura de reconhecimento. Nada profundo. Tal leitura é uma necessidade quando pensamos na habilidade de buscar informação nos meios disponíveis.

As questões não precisam ter apenas o estilo de advinhas. Elas podem ser algo com certo teor de desafio como os exemplos que seguem:

  1. Veja um vídeo de música de Sidney Miller apresentada no Festival da Record em 1967. Qual a direção da estrada do violeiro indicada na letra cantada pelo compositor?
  2. Examine o Enterro do Conde de Orgaz, obra de El Greco, e responda quantos religiosos são retratados na cena?
  3. Qual o nome da obra de Josué Guimarães que faz referência a um meio de transporte que não mais atenderá à cidadezinha prestes a submergir nas águas de um imenso reservatório?
  4. Professores Apaixonados é uma coleção de slides que você pode encontrar aqui em Recursos. Veja-a e diga qual deve ser o resultado da última conta na cena em que uma professora acompanha o trabalho de um aluno no quadro negro.
  5. Angola e Romênia produzem petróleo. Compare a produção dos dois países e responda em que continente está aquele que produz maior quantidade da referida fonte de energia.

Até aqui exemplifiquei situações nas quais as questões trabalham o conteúdo de maneira séria. Mas de vez em quando é preciso fazer alguma questão que tenha certo toque de humor ou que instigue a curiosidade do aluno. Neste último caso, convém, de vez em quando, elaborar alguma questão sobre coisas banais mas que despertam grande interesse. Por exemplo: detalhes sobre a v ida pessoal de um autor, quem se recusou editar                                  um livro que mais tarde se tornou um best seller, nome de um hotel onde um cantor famoso encontrou-se com fulana de tal pela primeira vez etc.

Parte das questões, caso falte  inspiração, pode ser feita de modo tradicional. Mas, os autores devem sempre buscar modos de perguntar que agucem a curiosidade e criem interesse.

Jarbas Novelino Barato

24/04/2008

WebGincana: O Velho Chico

março 13, 2012

Comecei a estruturar o modelo WebGincana em 2004. Em vez de escrever sobre fundamentos e elaborar um trabalho acadêmico, fiz uma WebGincana para ser experimentada com meus alunos. Tal produto recebeu o nome de O Velho Chico: Uma WebGincana.

Quando desenvolvi projeto sobre WebGincana para o Senac de São paulo, retomei O Velho Chico como uma referência em estudos sobre o modelo. Publico aqui a estrutura de O Velho Chico, copiando o original que foi convertido numa Webpage que não está mais no ar.

Divulgo O Velho Chico como forma de contribuir para conversas sobre WebGincanas, não para propor um produto que possa ser usado, pois é provável que a maioria dos recursos necessários já não estejam mais no ar.

O Velho Chico

uma webgincana sobre o mais brasileiro dos rios

 

 

Áreas de interesse: geografia, história, literatura, cultura brasileira.

Nível: da 7ª série do ensino elementar à 1ª série do ensino médio

 

Autor: Jarbas Novelino Barato

jarbas.barato@gmail.com

 

 

 

 

 Senac São Paulo

 

São Paulo, 20 de julho de 2006

 

 

 

 

[menu] home  Introdução Desafio Recursos Avaliação Conclusão Créditos e Agradecimentos Aos Educadores

 

 

 

Introdução

 

O São Francisco é um rio muito interessante na sua história, geografia e cultura. Vale a pena conhecer detalhes sobre o Velho Chico. Ele leva água para um Nordeste que tem muita sede, ele é um caminho natural para quem quer andar pelo coração do Brasil, ele fornece energia para muita gente, ele é fonte de vida para muitos bichos, ele é cenário para belas histórias de amor. Vocês, bons brasileiros, precisam conhecer melhor o nosso rio da integração nacional. Esta WebGincana é um começo. Depois de vencer o desafio que ela propõe, vocês certamente vão querer embarcar em mais conhecimento sobre um dos pedaços mais atraentes de nossa terra.

 

Desafio

 

  • · Nesta gincana, vocês deverão se organizar em equipes de três ou quatro integrantes.
  • · É bom escolher um nome significativo para o time que vocês formarem.
  • · Como todo mundo sabe, gincana é um jogo de equipe. Por isso vocês precisarão se organizar para que todos tenham diferentes funções que possam ajudar a equipe a ser um time vencedor.
  • · Escolham um líder. Seu professor aceitará apenas as respostas comunicadas por ele.
  • · Sugere-se que vocês leiam todas as respostas antes de começarem a respondê-las
  • · Reparem que algumas questões valem mais que outras.
  • · Reparem também que no próximo tópico, Recursos, há uma lista de de sites  onde vocês poderão encontrar todas as respostas de que necessitam.
  • · Reparem, finalmente, que os critérios que seu professor vai utilizar para julgar as respostas estão definidos no item Avaliação.

 

Vamos  às questões:

 

1. Onde estão as nascentes do rio São Francisco? (estado e local) [10 pontos]

 

2. Cite três cidades próximas da nascente do Velho Chico. [10 pontos]

 

3. Qual o principal produto de artesanato produzido às margens do rio São Francisco? [10 pontos]

 

4. Por que as carrancas são zooantropomorfas? [10 pontos]

 

5. Quanto custa uma carranca? [10 pontos]

 

6. Quais os quatro produtos mais cultivados em áreas irrigadas pelo nosso rio? [10 pontos]

 

7.  Que barco foi restaurado e voltou a navegar recentemente pelas águas do São Francisco? [10 pontos]

 

8. Porto Calendário é um grande romance ambientado no vale do São Francisco. As ações ocorrem sobretudo às margens do rio Corrente, um dos afluentes do Velho Chico. Como é o nome do autor desse grande livro da literatura nacional? [10 pontos]

 

 

9. Qual era a profissão do autor de Porto Calendário? [10 pontos]

 

10. Cite três roteiros turísticos de Paulo Afonso? [10 pontos]

 

10. Quais os dois principais trechos navegáveis do São Francisco? Qual a extensão total de ambos em km?

 

 

Recursos

 

Todas as informações necessárias para responder as questões  desta WebGincana podem ser encontradas nos seguintes sites:

 

 

http://www.maria-brazil.org/carrancas.htm

 

http://www.dglnet.com.br/users/fmoraes/carranc1.html

 

 http://www.manuelzao.ufmg.br/jornal/jornal30/navegacao.htm

 

 http://www.serracanastra.com.br/parque/parque.html

 

 http://www.brasiloeste.com.br/rio-sao-francisco

 

http://www.transportes.gov.br/Modal/Hidroviario/SaoFrancisco.htm

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-77012003000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed51/enfermaria.asp

 

http://www.bahia.com.br/site/destinos/cidades.asp?cd_cidade=52

 

http://www.integracao.gov.br/saofrancisco/opinioes/opiniao68.asp

 

 

Outros recursos

Caso necessário, vocês podem também utilizar motores de busca como o Cadê, o Google, o Yahoo etc.

Avaliação

.Seu professor ou professora vai colocar os nomes de todas as equipes no quadro da sala. Cada questão respondida deverá ser comunicada imediatamente ao professor ou professora. Ganhará dois pontos adicionais a equipe que chegar primeiro a cada resposta.  Ganhará o jogo a equipe que acumular mais pontos no final da gincana. A gincana chegará ao fim quando o professor ou professora o decidir ou quando se esgotar o tempo previamente combinado com os participantes. Boa sorte para todas as equipes!

Conclusão

Viram que beleza? O São Francisco é cheio de surpresas. É preciso conhecê-lo melhor e, se possível, navegar por suas águas numa gaiola ou praticar esportes radicais em seu belo cânion. A nossa WebGincana chegou ao fim, mas esperamos que vocês procurem saber mais sobre o rio da integração nacional, o muito amado Velho Chico.

Créditos e Agradecimentos

As idéias para elaborar este material foram inspiradas pelo modelo Scavenger Hunt (http://www.aea14.k12.ia.us/technology/ScavengerHunt.html) muito utilizado por educadores americanos e canadenses. Duas Scavenger Hunts merecem citação: An Egypcian Scavenger Hunt, e Martin Luther King: an interactive scavenger hunt. A última já não está mais no ar, a primeira pode ser encontrada em http://edweb.sdsu.edu/courses/edtec670/egypt/hunt/EgyptHunt.html

Devo muito das idéias  sobre o modelo WebGincana a meus alunos dos cursos de pedagogia e de licenciatura da Universidade São Judas Tadeu. Nos últimos três anos eles avaliaram, experimentaram, criticaram e usaram o modelo na própria universidade, em diversas escolas e em lan houses.  Por isso, todos eles são co-autores do modelo de uso da internet em educação ao qual dei o nome de WebGincana.

O apoio mais significativo que recebi para desenvolver as idéias sobre WebQuests veio do Senac São Paulo, proprietário do domínio WebGincana na internet, e minha escola de trabalho por trinta anos.

Aos Educadores

O Velho Chico é a primeira WebGincana que produzi em 2004. Ela foi publicada aqui como um registro de memória. Em 2005 e 2006, foi testada com meus alunos e com educadores do Senac São Paulo. A partir dos testes muitas idéias e sugestões apareceram. No caminho, conversei sobre os resultados com meu amigo Carlos Seabra. Ele sempre foi um  incentivador e parceiro no desenvolvimento do modelo. Parte do desenho atual das WebGincanas é obra do Seabra. Na presente versão eliminei algumas questões existentes no trabalho original com o objetivo de converter “O Velho Chico” num exemplo de WebGincana curta, com apenas dez questões e com atividades centradas apenas em  buscas na internet.

O Velho Chico foi um ponto de partida. Hoje as WebGincanas estão com um perfil mais definido. Alguns exemplos já podem ser encontrados na Web e as bases para a construção dessa alternativa de uso da internet em educação já estão mais definidas. Mas não chegamos ao fim, versões mais completas do modelo certamente surgirão na medida em que professores/autores publicarem suas WebGincnas no espaço Web e utilizarem o modelo em seu dia-a-dia nas escolas.

A presente versão deste trabalho sobre o rio São Francisco é uma boa ferramenta para apresentar dinamicamente a idéia de WebGincana em fases iniciais de apresentação do modelo. Em média, uma classe demora cerca de trinta minutos para vencer o desafio.

Professores e Computadores

março 11, 2012

Segue roteiro de minha conversa com professores das ETEC’s do Centro Paula Souza dia 07 último. Na apresentação, procurei ressaltar a importãncia dos professores como autores de propostas para uso de computadores em educação.

Nosso livro em português

março 8, 2012

Aqui está a capa de Computadores em sala de aula, versão brasileira de obra coletiva do grupo WebQuest Cat. O livro apareceu originariamente em catalão. Logo a seguir apareceu a versão espanhola. Agora, neste mês de março, começa a ser distribuído em livrarias do Brasil. Esse trabalho aconteceu graças à coordenação entusiasmada de Carme Barba e Sebastià Capella.

Quase todos os capítulos do livro são escritos por educadores do chão de escola e descrevem experiências vividas de usos de tecnologia educacional. O inspirador de quase toda essa ampla produção é meu amigo Bernie Dodge, criador do modelo WebQuest.

Escrevi um dos capítulos da obra a pedido de Carme Barba. Aproveitei a ocasião para sistematizar o modelo WebGincana desenvolvido com base em sucessivas experiências com meus alunos, experimentos feitos por Carla Betiolli na Secretaria de Educação de Campinas, oportunidade de capacitação com professores em São Bernardo do Campo, experimento feito no Senac.sp em parceria com meu amigo Carlos Seabra, e produção de uma forma adaptada de WebGincanas (graças a insistência de meu amigo Fernando Fonseca) para o Programa Estadual de Qualificação Profissional da Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho de SP. Se alguém foi esquecido nessa história, entre em contato e reclame, por favor.

No processo de estruturação da obra, os coordenadores me solicitaram permissão para publicar, como capítulo, artigo escrito para número monográfico sobre WebQuest, em Quaderns Digitals, revista eletrônica catalã. Assim, El Alma de las WebQuest foi integrado ao livro coordenado por Carme e Sebá.

Daqui algum tempo voltarei a esta obra coletiva da qual participei com muito prazer.

 

Motivos para estar no Twitter

maio 30, 2011

Fui atrás de indicação de @davepeck. Esse tuiteiro da Califórnia indicou texto com o título “Twitter 101 Lesson”. Fui conferir. Trata-se de material escrito por Mike Johansson para ajudar noviços em comunidades tuiteiras. Achei que o texto é interessante para quem quer conhecer motivos para tuitar. Por essa razão, tomei a liberdade de fazer uma tradução-adaptação do escrito do Mike.

Seguem aqui tradução do material e informações sobre o autor do texto original.

Começo hoje uma série curta de posts planejados para ajudar chegantes a entender estratégias das mídias sociais por trás do uso profissional do Twitter.

Esta é a primeira questão: Por que você está no Twitter? 

A. Para conversar com amigos: Se esta for a única razão para sua presença no Twitter, você pode fazer o que quiser – pense apenas em proteger seriamente seus pios de tal maneira que apenas pessoas que você conhece os veja!

B. Rede Profissional: Não importa se você ainda está na escola, ou se está no início de uma carreira, ou se já é um profissional bem assentado na vida, o Twitter permite-lhe construir conexões com pessoas interessantes e relevantes mundo afora que trabalham e falam de tópicos relacionados com seus interesses.

Assim, se “B” for sua escolha, você vai querer mais do Twitter. Considere as seguintes coisas a fazer…

1. Torne seu perfil público: Você quer se conectar com pessoas, então mantenha sua conta aberta porque  pretende ser profissional neste ambiente. Certo?

2. Escolha um nome de tuiteiro que seja seu nome complete ou pelo menos variação de seu nome. Esteja seguro de que seu nome está aparecendo em algum lugar do seu perfil público.

3. Preencha ‘local’ com o verdadeiro nome de sua localização: Isso irá conectá-lo com pessoas com as quais você poderá se relacionar na vida fora do ciberespaço.

4. Invista na sua bio de tal maneira que ela diga algo a respeito de suas atividades profissionais e aspirações, e não deixe de mostrar um pouco de sua personalidade. Você tem 160 caracteres; use-os com sabedoria.   

5. Escolha um avatar-foto que seja a sua cara: Evite a tentação de parecer bonito. Um retrato de sua verdadeira cara é parte aquilo que você é.   

6. Escolha sua URL com sabedoria: Se você tiver uma página Linkedin completa, linke-a. Se você  tiver seu próprio nome  como uma URL e utiliza tal website para destacar suas competências, saberes e talentos, melhor ainda.

7. Comece a seguir outros sem pressa: Encontre pessoas relevantes no seu métier ou com interesses comuns; e siga apenas uns poucos por vez. Não há ciência nisso, mas  se o seu número de ‘Following” é cinco vezes superior a seu número de ‘Followers’, vão pensar que você está desesperado por seguidores.

8. Não siga todo mundo: Seguir pessoas apenas porque elas a seguem não é uma obrigação no Twitter. Seguir de volta deve ser reservado para pessoas com as quais você acha que poderá aprender de fato.

9. Preste atenção nos pios dos outros: Você vai aprender muito apenas ‘ouvindo’. Quando chegar a hora (se você vê algo que quer comentar ou  se você quer agradecer alguém por compartilhar alguma coisa) mande uma mensagem @. Esses pios são o começo de uma conversa verdadeira com pessoas que um dia poderão se tornar parte de sua rede de relações profissionais.

10. Retuite criteriosamente: Quando ler algo que verdadeiramente significa algo para você ou que você pensa que alguns de seus seguidores vão apreciar, retuite (RT). Se houver espaço para tal, acrescente comentário que explique porque você gostou do pio.

Quem é  Mike Johansson . Mike é um estrategista e professor que ajuda profissionais e estudantes como obter o máximo possível das mídias sociais. Ele ganhou reputação por colocar novas, e às vezes complexas, idéias numa linguagem simples. Atualmente Mike é Professor Visitante no Department of Communication at the Rochester Institute of Technology, onde ensina relações públicas e jornalismo.

Para Ler Neil Postman

outubro 22, 2010

Acabo de preparar mais uma WebGincana. Talvez ela ainda tenha alguns problemas de concepção e erros de digitação. Mesmos assim resolvi publicá-la.

Hoje mesmo começo a utilizá-la com meus alunos de filosofia no curso de Comunicação Social. Se mundanças foram necessárias, irei fazê-las após alguns testes.

Para os interessados, segue aqui o endereço de Para Ler Neil Postman, uma WebGincana:

WebGincana sobre Escola de Barbiana

agosto 5, 2010

Ainda não finalizei minha WebGincana sobre a grande obra de Don Lorenzo Milani. Mas as partes centrais do trabalho já estão prontas. Preciso apenas de elaborar boas missões e atividades. Preciso também de elaborar uma conclusão que sugira aos alunos continuação dos estudos.

Neste momento gostaria de conversar com interessados sobre caminhos a seguir na finalização da citada WebGincana. Se você quiser colaborar, aqui vai o link para ela: