Archive for the ‘Notícias’ Category

Trabalho, saber e formação profissional

julho 11, 2016

Acabo de receber arte final de meu novo livro, Trabajo, conocimiento y formación profesional. É uma publicação do CINTERFOR/OIT, com textos de artigos, papers e ensaios que produzi nos últimos anos. A obra, brevemente, estará disponível na internet. Quando isso acontecer, vou indicar link aqui.

capa livro cinterfor

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Nós na Rede

abril 15, 2016

Acaba de sair Nós na Rede, livro de contos da minha amiga Ivete Palange. Todas as histórias tem enredo que inclui decorrências de uso de alguma tecnologia da informação. A autora me honrou com convite para que eu apresentasse a obra. Para que os amigos tenham uma ideia sobre o livro da Ivete, trago para cá minha apresentação de Nós na Rede.

 

Apresentação

 

Tecnologias alteram cenários e acrescentam novos atores aos dramas humanos. Mudanças acontecidas desde a segunda metade do século XIX, com o telégrafo, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão e o computador, ainda não são completamente entendidas em nosso cotidiano. Surpreendemo-nos com alterações que dão novas direções ao viver. E essas alterações podem trazer alegria ou tristeza, paz ou violência, vitórias ou derrotas. As consequências, numa ou noutra direção, tecem dramas sociais e individuais até então impensados.

Ivete conhece bem as tecnologias da informação e comunicação, assim como os cenários e atores que elas acrescentam aos dramas do viver. Ela usou largamente tais tecnologias em seu ofício de educadora.  

As ligações dos seres humanos com as ferramentas de sua invenção é um fenômeno bem conhecido. Agora essas ligações ganham contornos originais. Não temos mais apenas instrumentos que estendem as capacidades humanas. Temos também novos atores que são objetos de amor e ódio em suas interações com os seres humanos. Sherry Turkle, cientista do MIT, vem estudando há bastante tempo relações de afeto entre humanos e robôs.  Os encontros entre pessoas e esses novos atores sugerem dramas jamais sonhados.

O que Sherry aborda em seus estudos acadêmicos, Ivete nos mostra em histórias deliciosas nas quais as tecnologias fazem com que os personagens apareçam em novos enredos da velha paixão humana. Em cada história, a autora sugere reflexões sobre rumos da Sociedade da Informação e, ao mesmo tempo, nos surpreende com o pathos de personagens que vivem experiências inusitadas.

Neil Postman cunhou bordão que vale repetir: “a tecnologia dá, a tecnologia tira”. Há muito entusiasmo com a eliminação de distância nas relações entre os seres humanos, proporcionada pelas tecnologias digitais. Por outro lado, as supostas facilidades de contato podem gerar sentimentos de solidão. É isso que a protagonista de Avatar, uma das histórias de Ivete, experimenta: “Vivia a contradição do uso de tecnologia que aproxima aqueles que estão distantes e distancia as pessoas presentes na vida real”.

O tema da distância, alargada e encurtada, perpassa várias histórias. Na primeira história, Casamento a Distância, num mundo que ainda não conhecia computadores nem internet, o tema já aparece. E ele voltará várias vezes em dramas cujos personagens são entusiastas usuários das maravilhas eletrônicas que entraram definitivamente em nossas vidas. A gente não percebe todos os dramas que  acontecem quando as pessoas aparentemente esquecem o entorno e se concentram em suas telinhas. Ivete nos faz entender que esse enredamento, tão visível por toda parte, pode ser uma janela para paixões, medos amores, sofrimentos, alegrias, invisíveis para quem vê apenas pessoas entretidas com seus celulares.

Na minha leitura vieram diversas lembranças de obras ficcionais. Uma delas é Tia Júlia e o Escrevinhador, de Vargas Llosa. No romance do escritor peruano, Pedro Camacho, autor de radionovelas, transforma sentimentos dos ouvintes e de sua própria vida. Camacho e noveleiros viajam por mundos que jamais conheceriam sem as ondas do rádio. Num de seus contos, a autora nos leva aos tempos áureos do rádio. Mas, além do rádio, ela nos remete a outros mundos que computadores e internet estão criando continuamente. Em cada um desses mundos a aventura do viver vai ganhando contornos que Ivete nos mostra com muita beleza.

Na minha leitura, outro escritor apareceu várias vezes a dialogar com o texto, Alan Lightman, autor de Diagnosis. Lightman explora em seu romance decorrências dramáticas da fartura de informação  consumida sem qualquer freio. Essa fartura é examinada de modo agudo por Ivete, com decorrências que podem resultar em muita informação, mas pouco conhecimento. Esse é um aspecto que a educadora sugere continuamente à contista. Esse é um aspecto que, na leitura da obra, pode nos levar a pensar de modo mais equilibrado o uso de tecnologias e, ao mesmo tempo, perceber em cada história como os dramas humanos têm agora um mundo que se expande cada vez mais, embora as velhas paixões continuem as mesmas.

 Os personagens dos contos têm muito a ver com gente de carne e osso que conhecemos em nosso dia a dia. O livro de Ivete nos ajuda a entender melhor  novos cenários e personagens produzidos pelas tecnologias da informação e comunicação. E a autora nos oferece essa oportunidade de uma maneira muito prazerosa e gentil, por meio de histórias que dão aos novos espaços do viver rumos até agora desconhecidos.

 

 

Gente muito importante

março 21, 2015

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Corte, cole e mude um pouquinho

março 22, 2013

Recentemente li um trabalho acadêmico sobre WebQuests. Numa parte do trabalho, a autora cita trecho de um artigo que descreve as vantagens educacionais das WebQuests. Tal artigo é assinado por dois respeitáveis nomes da Academia. Achei que o texto citado tinha muito a ver com um estilo que conheço bem, o meu estilo, embora, contrariando uma decisão que tomei em traduções e comentários sobre o modelo criado por Bernie Dodge, os tais acadêmicos usam o masculino em vez do feminino para designar WebQuests. Esclareço que tive uma conversa com Bernie Dodge sobre que artigo usar antes de WebQuest. Decidimos que um a seria mellhor que um o. Bernie se encantou-se com a ideia de que sua criação fosse feminina nos idiomas latinos (em espanhol, as WebQuests também são femininas).

Não vou revelar o nome dos copiadores. Mas, vou registrar aqui o trecho copiado. Os autores, escrevem o que segue como se fosse da lavra deles:

Garantir acesso a informações autênticas e atualizadas

– conteúdos publicados na Internet em outros recursos tecnológicos, refletem saberes e informações recentes. Além disso, são produtos autênticos que fazem parte do dia-a-dia das pessoas.

Romper as fronteiras da aula

– ajuda o aluno a entender que a escola vai mais além do que asquatro paredes na qual assiste uma aula num determinado horário, que o que aprende dentro dasala de aula o ajuda a entender o mundo, que toda a informação que recebe por diversos meios ao longo do dia formam um conjunto de saberes e conhecimentos que explicam outras realidades e abrem novos e fascinantes caminhos.

 Promover aprendizagem cooperativa

 – os Webquests estão fundados na convicção de que aprendemos mais e melhor com os outros, não individualisticamente. Aprendizagens mais significativas são resultados de atos de cooperação.

 Desenvolver habilidades cognitivas

– o modo de organizar Tarefa e Processo numa Webquest pode oferecer oportunidades concretas para o desenvolvimento de habilidades do conhecer que favorecem o aprender a aprender.

 Transformar ativamente informações (em vez de apenas reproduzí-las)

– o importante é acessar, entender e transformar as informações existentes, tendo em vista uma necessidade, problema ou meta significativa.

Incentivar criatividade

– se bem concebida, a Tarefa planejada para uma Webquest engaja os

alunos em investigações que favorecem criatividade

Favorecer o trabalho de autoria dos professores

– Webquests devem ser produtos de professores e alunos, oferecendo oportunidades concretas para que os professores se vejam e atuem como autores de sua obra.

Favorecer o compartilhar de saberes pedagógicos concebidos como publicações típicas do espaço Web (abertas, de acesso livre, gratuitas etc.),

– os Webquests constituem uma forma interessante de cooperação e intercâmbio docente

Bonito, não? Acontece que boa parte disso foi escrito por mim e publicado no site sobre WebQuest que Carlos Seabra e eu organizamos na Escola do Fururo da USP. Lá, em Objetivos Educacionais, lê-se o seguinte:

Objetivos educacionais
O modelo criado por Bernie Dodge pode ajudar educadores a alcançarem, entre outros, os seguintes objetivos:Modernizar modos de fazer educação

As WQ’s fornecem direções bastante concretas para tornar possível e efetivo o uso da Internet. E isso, na forma e na essência, é uma maneira de praticar uma educação sintonizada com nosso tempo.

Garantir acesso a informações autênticas e atualizadas

Conteúdos publicados na Internet, sobretudo os produzidos profissionalmente, refletem saberes e informações recentes. Além disso, são produtos autênticos que fazem parte do dia-a-dia das pessoas.

Vale observar que a característica de autenticidade lembra um traço da Pedagogia Freinet que desaconselha o uso de livros didáticos, uma vez que estes são elaborados exclusivamente para fins escolares. Manuais didáticos estão, geralmente, muito distantes das publicações científicas. Além disso, na vida, as informações não são tratadas para (supostamente) facilitar aprendizagens. Se quisermos que nossos alunos usem fontes autênticas, é preciso colocá-los em contato com elas desde o início.

Promover aprendizagem cooperativa

As WQ’s estão fundadas na convicção de que aprendemos mais e melhor com os outros, não individualisticamente. Aprendizagens mais significativas são resultados de atos de cooperação.

Desenvolver habilidades cognitivas

O modo de organizar Tarefa e Processo numa WebQuest pode oferecer oportunidades concretas para o desenvolvimento de habilidades do conhecer que favorecem o aprender a aprender.

Transformar ativamente informações (em vez de apenas reproduzi-las)

Na educação tradicional, parece que a preocupação central é armazenar e reproduzir “matéria”. Na perspectiva sugerida por Dodge, o importante é acessar, entender e transformar as informações existentes, tendo em vista uma necessidade, problema ou meta significativa.

Incentivar criatividade

Se bem concebida, a Tarefa planejada para uma WebQuest engaja os alunos em investigações que favorecem criatividade.

Favorecer o trabalho de autoria dos professores

WebQuests devem ser produtos de professores, não de especialistas ou técnicos. Essa marca da abordagem metodológica criada por Bernie Dodge tem como meta oferecer oportunidades concretas para que os professores se vejam e atuem como autores de sua obra.

Favorecer o compartilhar de saberes pedagógicos

Concebidas como publicações típicas do espaço Web (abertas, de acesso livre, gratuitas etc.), as WebQuests são uma forma interessante de cooperação e intercâmbio docente.

Microcontos em Poucas Letras

março 1, 2013

Faz algum tempo que exercito criatividade escrevendo microcontos para publicação no Facebook. É divertido. Desafiador. Prazeroso. Meus microcontos, quase que diários, sempre recebem feedbacks favoráveis dos face-amigos. Muitos deles me pediram para publicar minhas contidas histórias em espaço onde fosse fácil encontrá-las, uma vez que no Face, posts velhos vão para um porão onde quase tudo se perde.

Interessados em ler meus microcontos no novo blog podem clicar no link que segue:

Leitura como investigação

fevereiro 26, 2013

sherlockParticipei de uma aventura muito bonita, a produção do software Investigando Textos com Sherlock!, de David Carraher. Escrevi uma memória de tal aventura há bastante tempo. Agora julguei conveniente publicá-la aqui.

Meu memorial do Sherlock tem sugestões de conversas sobre leitura e escrita, metacognição, autoria dos professores, estratégias de desvendamento de textos. Interessados podem ver o escrito depositado neste Boteco em Páginas:

Escola pública de qualidade

janeiro 25, 2013

Acabo de ler excelente reportagem sobre escolas públicas de qualidade em Portugal. Na matéria, há registros de que o FMI quer acabar com a festa democrática de uma escola que melhora cada vez mais. Os privatistas do Fundo querem convencer o povo de que uma escola privada, financiada pelo Estado, é mais barata e adequada. Este é, aliás, o modelo que o organismo internacional quer empurrar guela abaixo para os países periféricos. O FMI apoiou a medida no Chile. Não consta que o país da América do Sul teve avanços na educação por causa disso.

Soube da reportagem aqui citada por meio de post do meu amigo Vitor Teodoro no Face. Segue link para a matéria:

Comunicações interessantes

janeiro 16, 2013

Hoje naveguei por um conjunto de vídeos com conferências TED. Interessados poderão ver o material que acabo de examinar clicando lo link que segue:

O material é muito bom para expandir horizontes e, talvez, para atividades de listening and comprehension no estudo de inglês. BTW, é bom ativar legendas para melhor acompanhar as falas.

Recomendo as seguintes comunicações:

>> Nº 2. Uma história interessante sobre liberação das mulheres na África. Um exemplo de vida na área de educação.

>> Nº 3. Comunicação sobre a aterrissagem de um jipe em Marte. O comunicador é um ex-aluno da SDSU, universidade em que fiz o mestrado.

>> Nº 4. Apresentação de uma modelo sobre a importância da imagem no mundo de hoje. Ela critica tal tendência e observa que no mundo da moda a presença de modelos não brancas é ridícula. Bom material para refletir sobre preconceitos sutis.

>> Nº 17. Apresentação do surpreendente modelo de mudança no projeto online da PBS (TV pública americana). Gosto muito da PBS, um projeto de TV que privilegia o público e não didatiza a comunicação com a desculpa de educar.

>> Nº 24. Comunicação sobre projeto voltado para o desenvolvimento de parques onde crianças, jovens e adultos possam brincar e jogar. Ótimas observações sobre a importância do jogo em nossas vidas.

>> Nº 40. Comunicação sobre privacidade num mundo cada vez mais digitalizado, onde informações correm soltas. O conferencista faz observações muito pertinentes sobre o Facebook.

A escola de sala única de Don Crowdis

maio 1, 2012

Em alguns posts sobre arquitetura e educação, abordei a escola americana de sala única (The Little Red School). Tal tipo de escola é uma instituição respeitável na história americana. Hoje, lembranças românticas da little red school projetam uma educação gentil, integrada, cooperativa, com fortes raízes éticas. Ficam esquecidos os aspectos negativos de tal escola. Má iluminação, aquecimento precário durante rigorosos invernos, pobreza de recursos, qualificação insuficiente dos professores, indisciplina, construção em terrenos inóspitos (a localização das escolas era determinada sobretudo por limitações financeiras que não permitiam construção nos terrenos mais valorizados) são aspectos varridos da memória. Esse tipo de escola também existiu em outros países, porém, sem a importância alcançada nos Estados Unidos.

Meu pai estudou numa escola de sala única. Fez os três anos de ensino primário numa escolinha de roça regida por uma professora que orientava alunos de três diferentes séries no mesmo espaço. Alunos mais velhos ajudavam os mais novos e até substituiam a professora quando essa, por qualquer razão, se ausentava. No último ano de escola, meu pai foi ao aluno que mais vezes substituiu a mestra. Conheci alguns dos livros que circulavam naquela escolinha de roça. O de geografia tinha linguagem e conteúdo que só fui encontrar no meu terceiro ano de ginásio.

Sempre fico imaginando a grande competência de organização e planejamento da professora que lecionava na escola de sala única nas remotas fazendas do Minas, onde viveu meu pai. É preciso notar que os alunos de tais escolas eram bem alfabetizados e tinham bom domínio das quatro operações. E chegavam a avançar em seus estudos. Meu pai, por exemplo, com apenas três anos de escolaridade, sabia fazer escrituração contábil e fiscal, uma competência necessária para quem ganhou a vida durante muitos anos como meieiro em fazendas de café.

Volto ao assunto da escola única para homenagear Don Crowdis, o blogueiro mais velho do planeta durante alguns anos. Postei aqui e no Facebook notas sobre ele recentemente e quis saber se Don ainda vivia, pois seu último blog estava mudo desde novembro de 2008. Uma de minhas ex-alunas, Ângela Vicente, acaba de me informar que Don faleceu no final do ano passado, aos 98 anos. A notícia da morte dele pode ser vista no seguinte link: Globelife.

Don foi muito ativo nas áreas de educação , cultura, ciência e comunicações. Ele começou sua carreira como professor de uma escola de sala única na qual se congregavam alunos de nove diferentes séries. Por isso, resolvi homenagear esse grande blogueiro reproduzindo um post que ele publicou em 2008, num registro sobre sua experiência como professor de escola de sala única. Traduzi o texto do Don com certa liberdade, tentando conferir ao escrito em português o mesmo estilo coloquial que ele empregava em seus blogs. Nessa minha tentativa, talvez eu tenha cometido alguns erros de interpretação. Mas, como se diz popularmente, o que vale é a intenção.

 

Post de Don Crowdis

Não fui aluno de escola de sala única, mas ensinei numa delas. Antes de lá chegar, me parecia impossível ensinar nove séries diferentes numa única classe. Porém, aprendi que não é. Fazíamos juntos estudos da Natureza, e em excursões ao longo até a praia, os maiores cuidavam dos menores. Durante muito tempo, cada um estudava de modo independente. Mas, os alunos procuravam-se mutuamente para ajuda, do mesmo modo que me procuravam. Quando lia histórias para os pequenos, os maiores também ouviam. Quando alguém chegava a níveis mais avançados já tinha visto a matéria antes, mais de uma vez. Assim, o próximo passo em aritmética ou gramática não era uma surpresa. As amizades aconteciam sem barreiras de idade e os alunos que iniciavam alguma ação de bullying não iam muito longe.

Eu gostaria de ter ficado mais tempo naquela escola para melhor acompanhar os alunos, pois eles eram meus amigos e acho que foram bem em seus estudos e na vida. Eles não tiveram as vantagens do ônibus escolar, dos sistemas de som, dos audiovisuais, do professor especialista em cada matéria, da cantina, da orientação vocacional. Na verdade, não tiveram vantagem alguma. O sistema de aquecimento eram dois barris de óleo e a água encanada [banheiro incluso] ficava fora do prédio. Mas eles aprenderam a trabalhar sem supervisão e a ajudar-se mutuamente, aprenderam a fazer o máximo com os recursos disponíveis. Certamente não eram alienados ou perdidos entre dois mil outros alunos vagando pelos corredores. Hoje você vê gente defendendo as vantagens das unidades pequenas, do estudo independente; e dos professores que são amigos, guias e orientadores. Tudo isso soa muito parecido com minha escola de sala única de muito tempo atrás.  

Ecologia, alimentação e horta escolar

abril 11, 2012

Acabo de receber da Graó informação sobre nova publicação: El huerto escolar ecológico. Não conheço o livro indicado, mas acho que o mesmo deve seguir linha similar ao projeto Edible Schoolyard, sobre o qual publiquei post alguns dias atrás. Faço anúncio da obra para repartir informação com interessados pelo assunto.