Archive for the ‘Arquitetura e Educação’ Category

Escrita e tecnologia

janeiro 28, 2018

Para facilitar aprendizagem da escrita foram criados vários instrumentos. Um deles era um painel de cera no qual o estudante podia escrever com um estilete. O painel tinha duração ilimitada e era também usado em rascunhos de escritores profissionais. Faço esses comentários lembrando-me de descrições feitas por Dom Paulo Evaristo Arns em seu magnífico livro A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo. Para quem quiser mais saber sobre a obra de Dom Paulo, sugiro olhada em resenha que escrevi sobre a mesma tempos atrás.

Este é um post rápido no qual associo duas coisas que me fascinam, a arquitetura escolar em suas relações com os significados que se dão à educação, os apoios utilizados pelos alunos na aprendizagem da escrita. Para conversas sobre arquitetura e educação, acho que esta foto é um ponto de partida interessante. Para conversas sobre aprendizagem da escrita, acho que essa lousa individual, avó distante do laptop, é um instrumento que merece exame.

 

laptop

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Arquitetura e Educação: Catherine Burke

agosto 10, 2013

Já postei aqui muitas mensagens sobre arquitetura e educação. O que despertou meu interesse pelo tema foi o livro School, escrito pelos arquitetos Catherine Burke e Ian Grosvenor. Catherine Burke fez uma bela exposição sobre o tema na Faculdade de Educação da Universidade de Cambridge. Por acaso encontrei o roteiro de tal exposição no formato de pdf.

O roteiro da arquiteta tem muitas fotos de escolas cuja construção procurou criar ambientes de aprendizagem na direção de pedagogias avançadas. Vale ver:

Exemplos de espaços de aprendizagem

janeiro 23, 2013

Acabo de ver vídeo com informações sobre escolas da Europa e África, desenhadas para criar espaços favoráveis de aprendizagem. São exemplos que vale a pena considerar. O tema arquitetura & educação é muito pouco discutido em faculdades de educação e nas burocracias que coordenam atividades de ensino.

Neste Boteco Escola já abordei o tema muitas vezes. Interessados podem acessar meus posts sobre o assunto a partir da lista cujo link forneço a seguir:

O vídeo ao qual me refiro está no seguinte endereço:

TIC’s e arquitetura escolar

julho 27, 2012

Hoje, no Face, conversei com Marcia Padilha Lotito e Cristiana Mattos Assumpção sobre TIC’s e arquitetura, comentando o vídeo que segue.

Por causa da conversa, resolvi traduzir dois trechos que li ontem em School, obra sobre arquitetura e educação que costumo recomendar. Sem muito tempo para fazer algo no capricho, traduzi sem o necessário cuidado tais trechos, pois acho que eles podem colocar um pouco mais de tempero na conversa. Noutra ocasião, voltarei ao material traduzido para editá-lo comme il faut. De qualquer forma, acho que minha versão ligeira do material não trará prejuízos para a compreensão e ficou melhor que produções de tradudores digitais…

As escolas começaram a se transformar por causa do compromisso cada vez mais comum de governos com a aprendizagem assistida por computadores,  mas, nem sempre de maneira  benéfica para todos aqueles que ocupam prédios escolares durante longas horas por dia. Salas de aula, que não foram, em sua origem, planejadas tendo em mente computadores, tornaram-se espaços confusos e muito quentes. Diversos analistas comentam que, apesar da aparência de mudança, a escola continua a ser uma instituição notavelmente intacta. (p. 154)

[…] As escolas desta virada de milênio em muitos sentidos se assemelham às escolas construídas nos inícios do século passado. No geral, os alunos ainda se movimentam em massa  em intervalos regulares, interrompidos pela campanhinha, e são despejados nos corredores ao mesmo tempo. Alunos ainda são separados e segregados de acordo com noções de capacidade, e ‘nós ainda definimos sucesso como consequência do permanecer sentado numa pequena carteira, escrevendo furiosamente por duas ou três horas’. Ao mesmo tempo, o locus da aprendizagem está mudando. E alguns analistas observam que a linha de frente da aprendizagem não é mais a escola; mas, o quarto e a sala de estar. A introdução das tecnologias da informação e comunicação dá a impressão de modernização e mudança. Porém, salvas raras exceções, os elementos essenciais da escola permanecem – prédios, salas de aula, corredores, quadros de horário, campanhinhas e dispositivos de segurança. Na Microsoft School of the Future em Filadélfia, os alunos e suas mochilas passam por controles, na entrada , nada diferentes dos controles de quem vai embarcar num aeroporto internacional. (p. 160)

No finalzinho do texto, os autores introduzem uma observação sobre excesso de segurança nas escolas. Na continuação da história- que não traduzi – eles vão aprofundar essa característica que, com uso de novas tecnologias, passa para os alunos a impressão, cada vez maior, de que a escola está se convertendo num presídio sofisticado.

Escola fria

julho 27, 2012

Em re-leitura de School, ótimo livrinho sobre arquitetura e educação, me chamou atenção comentário sobre High School, documentário realizado por Fred Wiseman em 1968. Os autores dizem que o filme retrata frieza e severidade de salas de aula e corredores da escola.

Encontrei no Youtube um segmento do documentário no qual uma professora de literatura trabalha com versos de um álbum de Simon e Garfunkel. As imagens são interessantes para que a gente possa examinar ambiente da sala de aula, jeitão dos alunos, recursos disponíveis etc. Bom reparar nas paredes, nos móveis, nos recursos audio-visuais. Além disso, a música é ótima.

Além oferecer dados com informação sobre aspectos arquitetônicos de uma scola dos anos sessenta, esse segmento do filme é uma fonte bem interessante para que a gente possa entrar em contato com um esfoço de uma professora que usa cultura popular para que seus alunos apreciem poesia.

Computadores, cooperação e isolamento

maio 8, 2012

A foto que abre este post é ilustração publicada em Boletim do Instituto Claro, numa matéria sobre inclusão digital promovida por uma ONG em Minas Gerais. Copio o primeiro parágrafo da matéria:

Há educadores e especialistas em TICs que defendem que o laboratório de informática na escola, naquele modelo tradicional, montado em uma sala em separado e com computadores lado a lado, é algo ultrapassado. Na Escola Municipal Maria Coeli Ribas Andrade e Silva, em Pirapora (MG), as máquinas estão assim dispostas, mas basta chegar ao laboratório e acompanhar o trabalho que lá é feito para se ter certeza de que o termo ultrapassado, ao menos ali, não se encaixa.

Faço parte do time dos educadores que criticam laboratórios de informática. Sempre reparo que em usos de computadores, a unica área que insiste em laboratóriso é a de educação. Em todas as outras áreas o computador está onde ele é necessário para o trabalho ou atividade fim.

Na foto há um detalhe que sempre me irrita: o design de interiores que coloca computadores voltados para a parede. Esse é um modelo muito comum em laboratórios financiados pelo MEC. Certo dia, perguntei a um coordenador de NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) por que as máquinas estavam voltadas para a parede. O coordenador me disse que isso acontece porque fica mais fácil (e barato) distribuir tubos e fios, necessários para alimentar as máquinas com energia e cabeamentos da rede interna e externa.

O design de interiores com computadores voltados para a parede coloca conveniências de engenharia acima de conveniências educacionais. Em muitos lugares em que desenvolvi workshops e cursos, essa disposição das máquinas é um sério problema para trabalhos em equipes. O design dificulta muito conversas para trocas de idéias. Em poucas palavras, a disposição das máquinas favorece apenas trabalhos individuais, ou reduz a possibilidade de cooperação a parceiros que estejam utilizando alguma rede. Ao que tudo indica, propostas de cooperação, tendo o computador como uma ferramenta utilizada por um grupo de trabalho, não fizeram parte do planejamento do laboratório.

Já observei diversas vezes neste blog que a arquitetura passa mensagens importantes em educação. Assim, mesmo que os educadores tenham ótimas intenções, o ambiente fala mais alto que discursos e exortações. No caso de laboratórios de informática com máquinas voltadas para a parede fica muito evidente a mensagem de que o que importa é uma aprendizagem individual na qual a cooperação, quando existente, acontece exclusivamente por meio de recursos digitais.

Minha inteção aqui não é  a de analisar a questão, mas apenas a de propor uma conversa sobre a criação de ambientes hostis a cooperação in loco. Por isso, paro por aqui, esperando comentários de quem trabalha no  ramo.

Espaço escolar e dignidade

janeiro 5, 2012

Aqui neste Boteco já anotei diversas observações sobre arquitetura e educação, tema que deveria merecer mais atenção dos educadores. Um aspecto importantíssimo é o das mensagens que o espaço escolar transmite.

Alumas vezes, educadores ilustres se equivocam e elegem soluções arquitetônicas muito pobres para espaços escolares. Esse é o caso, por exemplo, de Moacyr de Góes em seu belíssmo “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”. Nessa obra, ele fala com entusiasmo de barracões de palha que foram utilizados como escolas nos bairros periféricos de Natal, RN, durante o governo de Djalma Maranhão (começo dos anos 60). Confesso que achei que aqueles barracões, fruto de recuperação de técnicas de cosntrução popular, eram um resposta adequada para a falta de escolas. Muitos anos depois da publicação de “De Pé no Chão…” conversei com Moacyr sobre os barracões. Chegamos à conclusão de que aquela solução aquitetônica nada tinha de progressista. Ela marcava a educação popular como uma educação pobre.

Prédios escolares precisam mostrar a importância da educação. Um prédio digno educa muito mais que discursos bem intencionados de educadores. Ele mostra para os alunos como eles são “considerados”. Um prédio mal construído ou soluções de emergência como as escolas de lata ensinam o contrário. Ensinam a “desconsideração”.

Não vou insistir no tema. Acho melhor mostrar. Acabo de ler “Italianos no Brás: Imagens e Memórias”, de Suzana Barreto Ribeiro, obra que articula fotos e história oral para mostrar um momento -década de 1920 a 1930 – da cultura italiana no bairro paulistano do Brás. O livro narra que a maior parte das crianças do bairro era educada no Grupo Escolar Romão Puiggari, uma escola bonita, projetada por Ramos de Azevedo e construída no final do século XIX.

O Romão Puiggari ainda está de pé e funcionando com escola pública. Fotos dele sugerem que as crianças de um bairro operário receberam a mesma atenção que as crianças da elite paulistana que estudava no Caetano de Campos. Como disse, é melhor mostrar. Vejam o Romão Puiggari neste vídeo:

 

Arquitetura Escolar, fala Fernandez Alba

maio 24, 2011

Hoje, ao rever meus guardados, acabei encontrando um velho número de Cuadernos de Pedagogia ( o de nº 86, fevereiro de 1982). “Tema del Mes: El Espacio Escolar”. Não sei se li as matérias na ocasião em que recebi a revista. Vejo agora que os artigos sobre espaço escolar, publicados na importante revista espanhola de educação, abordam algumas das questões que levantei neste blog nos dois últimos anos.

Pretendo voltar ao referido número da Cuadernos de Pedagogia outras vezes. Neste post vou apenas reproduzir uma das declarações do arquiteto Antonio Fernandez Alba em entrevista concedida a Juan Manuel de la Torre. Selecionei um trecho da entrevista. Alba fala mais de suas impressões sobre a escola nas sociedades industriais avançadas. Busca mostrar que as expectativas sociais acabam conformando o espaço escolar. Observa que poucas vezes se lêem as pedras, mas esta é uma necessidade fundamental. Propõe, nas entrelinhas, que o espaço escolar deva mudar para que princípios mais humanitários de educação possam ser vivenciados pelos alunos. Minha tradução é ligeira e desconfio que a fala do entrevistado não foi editada. Predomina um tom coloquial de conversa no dexto de la Torre. Mas, acho que a proposta do entrevistado pode ser bem entendida.

Segue aqui trecho da entrevista concedida pelo arquiteto Fernandez Alba:

A arquitetura que hoje cosntruímos reflete com toda precisão o amor que se tem pela criança e pela escola, a dimensão que esta escola se quer dar e, ao mesmo tempo, a finalidade que esta escola deve cumprir na sociedade atual. E esta é uma leitura a partir de seus aspectos mais anti-estéticos que revelam, no fundo, esse mal gosto, essa falta de dedicação [o entrevistado se refere a comentário prévio que fez sobre certos espaços da vida adulta]. Por exemplo, a escolha do lugar é o tema mais importante. As escolas se situam em espaços totalmente segregados e a partir daí já nasce toda uma cadeia de decisões.  […]

As escolas atuais estão organizadas para ensinar uma espécie de prontuário ou de vademécum […]. Esse processo de degradação se vê desde o ensino primário até a universitário. Se manifesta na falta de certos conteúdos nas escolas; tais conteúdos não interessam à sociedade porque podem formar cidadãos que irão contestar o que está aí. Esses conteúdos de formação são substituídos pela demagogia e pela titulação. Penso que o processo de marginalização, inclusive de exclusão, que os professor sofreu na sociedade industrial avançada, é parte de uma estratégia dos valores que esta sociedade estabelece de como deve ser a educação. Sem dúvida, um processo educativo de um povo é a arma revolucionária mais eloquente. Nesse sentido, o estado protetor e paternalista contemporâneo estabelece suas pautas. A instrução vale até certo ponto: até que repercuta como força de trabalho alienada no processo social em que se desenolve. Não há uma visão global nem no ensino primário, nem no secundário e, como se sabe, há  uma atomização de conceitos e de conhecimentos no ensino superior. No fundo, não há um cidadão formado e capacitado para dar respota nem ao mundo no qual vive, nem á situação social na qual se encontra.

Em todo este contexto, a arquitetura é um modelo dependente, ou seja, se estes são os conteúdos, a imagem que a arquitetura pode refletir é a destes conteúdos. Muitas vezes não se sabe ler através das pedras, mas é preciso ver a miséria em que se encontram os prédios escolares uns cinco anos depois de construídos, quando deveriam ser feitos com a rentabilidade de um tempo de uso importante, com uma rentabilidade ambiental, com um uso agradável.. É preciso ver como a criança hoje, exceto uns poucos casos, vai para a escola com certa hostilidade [contra a escola]. Isso por que no fundo o ambiente não é acolhedor, é um local de formalidades, um lugar de exclusão […] Não há uma situação de fruição pedagógica, nem sequer uma situação lúdica; na escola não se joga, suporta-se a agressão do funcionário que está passando, de uma maneira alienada, um conteúdo social para o qual não está preparado, e que nem lhe interessa. Há uma agressão que o meio reflete de modo eloquente. A leitura dos edifícios escolares é uma radiografia perfeita do amor que esta sociedade dedica ao jovem e da falta de sinceridade com relação a princípios.

Botecos, aprendizagem e arquitetura escolar

outubro 23, 2010

Em pio de @JordiJubany, retuitado por por @carmebarba, via @cristinavalles, cheguei a uma registro que precisa constar entre os itens deste Boteco. Arquitectura Escolar, texto de Maruja Torres, começa com conversa sobre o aprender não regulado nos botecos da vida. E o exemplo de uma das aprendizagens acontecida no caso fala sobre o grande arquiteto catalão que revolucionou modos de planejar espaços escolares, Josep Goday Casals.

Reproduzo aqui parte do referido texto. Tudo a ver com minhas idéias sobre a importância dos botecos como espaços de aprendizagem e com a importância de rever espaços na escola tendo em vista aventuras de aprender.

Arquitetura Escolar (trecho)

Maruja Torres

Las personas de formación autodidacta tenemos una extraña forma de aprender. Lo hacemos con la piel, con la carne, con los sentidos. Aprendemos como si hacerlo fuera amar, y en realidad lo es. Se trata del único acto de amor en el que cuanto damos se nos devuelve aumentado con creces, multiplicado, fértil hasta la muerte. Es una forma de entrar en el saber que, aunque poco académica, me parece bastante simpática.

Por ejemplo, yo aprendo mucho en los bares que frecuento de la gente a la que allí conozco. Con sinceridad les diré que no recuerdo, de los tiempos en que era niña –por tanto, en edad de recibir conocimientos– y acudía a las iglesias, a nadie que me enseñara nada que me interesara y hoy pueda recordar. Nada y nadie, ni entre la tripulación ni entre el pasaje.

En los bares, sí. En el de mi esquina barcelonesa, en una pausa acosada –la pausa, y un poco yo– por los días de las últimas fiestas, me enrollé con un vecino de barra. Hablamos de política, naturalmente. Y él observó: “Todo está en la educación”. El hombre me dijo su nombre, Marc Cuixart, arquitecto, y dijo ser nieto de Josep Goday Casals, un nombre que daba vueltas en mi cabeza y que él tuvo la gentileza de situar: el creador de la arquitectura escolar que tanto enriqueció a Barcelona desde la Mancomunitat hasta la República. Hablamos de aquella concepción de la educación, enraizada en el noucentisme, que consideraba al niño como lo más importante de la escuela, y a ésta, como un espacio público de integración del niño en la sociedad a través del descubrimiento de sí mismo y de su formación completa como ser humano, merced al conocimiento y al desarrollo de sus posibilidades.

Antes de marcharse, Marc Cuixart me prometió un libro. Y éste –que recibí a los pocos días, con un “Visca l’Educaciò!” en la dedicatoria– resultó uno de los mejores regalos que he recibido en los últimos años. Su título es largo: Josep Goday Casals. Arquitectura escolar a Barcelona de la Mancomunitat a la República, y su tamaño, contundente. Su contenido, exhaustivo. Vio la luz hace dos primaveras, e Ignacio Vidal-Folch le dedicó un hermoso artículo en este periódico (El arquitecto ‘noucentista’, 17 de mayo de 2008). Yo me encontraba por entonces en Beirut, y se me pasó tanto lo uno como lo otro. Pero encontré el conocimiento en un bar, y lo quiero compartir con ustedes, lectores de toda España, porque sé que en otras comunidades cuentan también –eso espero– con un pasado remoto tan rico como el que se conmemora en este libro y, seguramente, por desgracia, con hombres tan olvidados como este arquitecto, que falleció de un infarto en otro mes de mayo, el de 1936, cuando tenía poco más de 50 años. Se ahorró la Guerra Civil, pero ésta y la dictadura pasaron por encima de su nombre dejando su pútrida hojarasca.

Escola de Lata

julho 31, 2010

Reproduzo foto de escola de lata do estado de Utah, USA. Encontrei esta imagem num blog com a informação sobre o estado com os piores índices educacionais do Grande Irmão do Norte.

Utah investe anualmente, por aluno, um terço do montante investido pelo Estado de Nova York. E nos últimos anos, consistentemente, ocupa a última posição entre todos os estados americanos no campo da educação.

Não tenho dados de quanto se investe no Brasil por aluno. De qualquer forma, para possível comparação, caso alguém saiba quanta grana é investida por aluno do ensino fundamental de nossa terra, aqui vai a cifra anual que Utah desembolsa por aluno: U$5,765 [pelo câmbio de hoje, R$10.350].

Não tinha a intenção de fazer registros sobre investimentos em educação. Mas, ao me referir ao post onde encontrei a dita imagem, achei que precisava repassar algumas informações de contexto.

Para os fins de um assunto sobre o qual insisto aqui no Boteco, arquitetura escolar, a imagem é que mais importa. Ela mostra como governos priorizam educação. Ela é uma reafirmação do velho ditado: uma imagem vale mais que mil palavras. Segue uma outra imagem das chamadas escolas móveis de Utah.