Instructional Design Is Conservative

Sou mestre em tecnologia educacional. Sou, portanto, um instructional designer. Aprendi e pratiquei de maneira disciplinada os princípios do ADDIE Model (Analysis, Design, Development, Implementation, Evaluation). Tive como professor de Instrutional Designer um dos nomes importantes da área, Brock Allen. Durante meu mestrado (1982/4) não critiquei o modelo ADDIE. E depois do mestrado conduzi projetos e escrevi materiais didáticos que eram aplicações  da abordagem tradicional de instructional design. Com o tempo, fui abandonando essa minha formação e adotando orientações mais abertas no campo da tecnologia educacional.

Apesar de mudanças que fiz em minha prática educacional, nunca elaborei uma crítica bem fundamentada ao modelo que era ensinado nos mestrados de tecnologia educacional dos anos sessenta aos anos noventa do século passado. E desconfio que o velho ADDIE continua sendo ensinado mundo afora como caminho mais adequado em termos de instrucional design.

É comum, no começo de um novo ano, revelar desejos futuros. Neste começo de 2016 coloquei na minha lista a intenção de fazer um estudo crítico do modelo tradicional de tecnologia educacional. Não sei se conseguirei chegar lá. Mas, torno público tal desejo, pois assim talvez me anime mais a realizar o estudo pretendido.

Cheguei ao desejo aqui revelado depois de reler a introdução de um livro que resenhei anos atrás, Designing Information Technology in the Postmodern Age, de Richard Coyne. A tendência conservadora no campo das tecnologias da informação guarda um grande paralelismo com a tendência conservadora em educação. O termo conservador, no caso, tem várias acepções. A principal delas é de caráter epistemológico. Os conservadores entendem que o conhecimento pode ser guardado, empacotado, distribuído como um mercadoria. Em educação, essa tendência recebeu o nome de bancária por Paulo Freire. Não vou por agora aprofundar o assunto, pois este post é apenas um registro inicial sobre um projeto de estudos.

Para quem se interessar, reproduzo aqui o comentário feito por Coyne que, em minha opinião, pode ser utilizado com uma crítica ao ADDIE Model. Acho que as considerações dele são um ponto de partida interessante para repensarmos a Tecnologia Educacional sobre bases que não sejam conservadoras.

Under the conservative theme, design is an intervention, a manipulation. It is to convert an undesired situation into a desirable one. It pressupposes our ability to declare needs, wants, and intentions. Artifacts are the products of creative individuals or teams of individuals. As witht the conservative view of interpretation, technological artifacts conserve the intentions and meanings of their originators. The conservative view presumes that designers can control, and are in control of, what they produce. This control is realized in the activity of designing through method. A sequence of steps takes us from the undesired situation to the desired. The conservative view of design also presumes that are there principles underlying design. Design under conservative regime follows one of two paths. There is the romantic conception of the designer as the creative individual, battling against opposition, preserving his or her creativity. On the other hand, there is the systems-theoretic view of design that seeks to enlist science and its methods to arrive at objectively valid solutions of problems. (p. 10/11)

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