Sociedade da imagem

Faz muito tempo que vivemos numa sociedade que recebeu o qualificativo “da imagem” pelo historiador Daniel Boorstin. Ele escreveu um clássico que educadores e profissionais de comunicação precisam ler: The Image: A Guide to Pseudo-Events in America. A obra mostra como a imagem foi se tornando, cada vez mais, o que importa nas comunicações e na promoção de valores em nosso mundo. Em parte isso vem ocorrendo porque a possibilidade de produzir imagens aumenta crescentemente com as novas tecnologias.

Todos nós observamos hoje a mania de tudo fotografar ou filmar com os celulares. E a mania por fartura de imagens não é tão nova quanto parece. Desde a invenção das máquinas fotográficas e das filmadoras “fazer imagens” se tornou mais importante que viver experiências.

Acho que um bom ponto de partida para pensarmos como as imagens estão ocupando o lugar da experiência é usar imagens de como fazemos imagens. Colaboro com tal proposta trazendo para cá uma imagem de fotógrafos num evento esportivo de 1910. Reparem no grande numero de fotógrafos que buscavam fazer as melhores imagens de um jogo de futebol há mais de um século.

foto 1910

Uma resposta to “Sociedade da imagem”

  1. Lane * * Says:

    Já me questionei muito sobre isso! Um costume que tenho seguido é sentir, perceber, intuir o momento para depois capturar. Assim, quando revejo em outra mídia, resgato parte da sensação.
    É uma forma de guardar lembranças positivas para os momentos difíceis. 😉

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