Archive for junho \11\+00:00 2014

Imagina na copa !

junho 11, 2014

Quando vi os coxinhas utilizando o bordão “imagina na copa!” resolvi colaborar. Comecei a pesquisar as grandes preocupações de tão ilustrados compatriotas e ofereci-lhes minha modesta cooperação na forma de indignadas expressões. A série chegou ao fim, pois a copa começa amanhã. Para encerrar, listo aqui algumas das indignações que expressei, pedindo aos leitores que indiquem a que melhor correspondeu à indignação coxista:

• A peteca perdeu as penas. Imagina na copa!

• O paio ficou longe da feijoada. Imagina na copa!

• A manga só tem casca e caroço. Imagina na copa!

• Hoje a salada é jiló com almeirão. Imagina na copa!

• O defunto não compareceu ao velório. Imagina na copa!

• Pombos trocaram estátuas por transeuntes. Imagina na copa!

• Folha contrata mais comentaristas de direita. Imagina na copa!

• Inflacionaram os preços em outlets de Miami. Imagina na copa!

• A sogra esticou sua estada por mais duas semanas. Imagina na copa!

• Pastor diz que número de encapetados aumentou. Imagina na copa !!!!

• Na qualificação, a banca mandou reescrever a tese inteira. Imagina na copa!

Ebooks e livros impressos

junho 11, 2014

Em 2010, Nicholas Negroponte, previu que os livros impressos estariam mortos em 2015. Chegamos a 2014 e parece que a profecia do mago do MIT errou completamente o alvo. A produção de livros impressos continua a crescer e a Galáxia de Gutemberg ainda não foi ameaçada seriamente. Com os livros não aconteceu ainda nada parecido com o que aconteceu com os CD’s de música.

Mas, os ebooks estão aí. Sua produção cresceu muito nos primeiros anos e parece que agora chegou a um nível de estabilidade, numa proporção que varia de 15 a 20% do total dos livros produzidos. É possível que tal percentual aumente nos próximos anos, mas sem grande velocidade. E o predomínio ou exclusividade dos ebooks, se acontecer, parece que foi deslocado para um futuro distante.

As observações que fiz atrás enfatizam alguns pontos de escrito recente de Nicholas Carr, famoso analista crítico dos meios digitais. Quem estiver interessado no escrito de Carr poderá vê-lo no link que segue:

 

 

Tenho uma opinião bastante pessoal sobre ebooks. Até o momento não existem ebooks de verdade, existem apenas cópias eletrônicas dos velhos livros, não importando os muitos recursos tecnológicos utilizados. Para mim, ebooks deveriam ser um modo de tratar informação inteiramente diferente dos livros cuja configuração ficou bem estabelecida por volta do século IV. Escrevi sobre tal tecnologia aqui no Boteco. Vejam, por exemplo:

 

 

Espero que um dia surjam ebooks de verdade, algo completamente diferente do livro impresso. E sabem porque não temos ebooks de verdade ainda? A resposta é simples, ainda não surgiram autores que produzam obras para ebooks. O que temos no momento são produções para a imprensa que foram acomodadas em telas. Mas, apesar de terem ido para telas, as obras continuam a ser de papel.

Ciência militante

junho 10, 2014

Resultados de investigações científicas podem contrariar interesses de grandes companhias. A briga da indústria do fumo com muitos cientistas é um exemplo clássico no ramo.

No momento, a imprensa americana está dando grande destaque ao trabalho do cientista Tyrone Hayes, da Universidade da Califórnia em Berkeley. As investigações de Hayes mostram que atrazine, um herbicida muito utilizado nas plantações de milho dos Estados Unidos, pode causar sérios problemas à saúde, sobretudo para a saúde de populações cuja água potável pode estar contaminada pelo herbicida.

Syngenta, a poderosa companhia que produz o atrazine fez tudo que pode para calar Hayes, para desacreditá-lo como cientista. Mas, ele não fugiu da luta. Continuou suas pesquisas e sustentou discussões com cientistas financiados pela multinacional que procuravam desqualificar as conclusões de suas pesquisas.

Trago para cá um programa em que Hayes conversa longamente com âncoras do programa Democracy Now. Segue link:

 

WebQuest: entrevista de Bernie Dodge

junho 9, 2014

Numa de suas estadas no Brasil, Bernie Dodge deu uma entrevista para o jornal O Estado de São Paulo. No site do Estadão, faz tempo que o texto saiu do ar. Agora, acabo de encontrar a dita entrevista num blog. Isso é muito bom porque gente que quer saber mais sobre o modelo de uso da internet para a educação criado pelo professor da SDSU tem agora como ver matéria que saiu do ar no Estadão. Segue link:

 

O Saber no Salão de Beleza

junho 6, 2014

No final do ano passado, a revista Trabalho e Educação da UFMG publicou artigo meu sobre o saber de cabeleireiros. A texto reflete um esforço meu para escrever de modo acadêmico. Confesso que Academia não é minha praia, mas, quando preciso, ando por lá e procedo como os demais praieiros do lugar. Acho que o artigo sugere algumas considerações importantes para educação profissional e tecnológica. Para amigos que quiserem conferir, segue indicação:

 

Vida e comunicação

junho 6, 2014

Muita informação. Pouco tempo para tudo consumir. Pouco tempo para encontros. O mundo real se dissolve. Tudo que posso fazer é viver no mundo virtual. Lá tenho muitos amigos. Encontro todo mundo. Lá sou amigo de todos os reis da Silicolândia. Celebro. Festejo. Vivo a vida bem vivida que vem lá da telinha. Nada do calor de um abraço. Nada de um beijo roubado. Nada sólido. Tudo se dissolve rapidamente para que eu possa consumir mais e mais informação, mercadoria produzida em fluxos incessantes. Vale a pena? Sei lá. Vou perguntar pro Google. E os amigos? São tantos. Agora mesmo consegui mais três. Vão aparecer uns dias. Depois somem. Tudo é muito confuso. Vou pedir à Apple para organizar minha vida. Deve existir um aplicativo pra isso. Um amigo postou algo sobre isso no Face. Mas, não sei mais onde está.

Escrevi atrás um borbotão de pensares a la Raul Roa em Eu, O Supremo. Um pensar sem regras. Urgente. Mas agora dominado pelas redes onde apareço de maneira fugaz, com gente me prometendo amizades fugazes. Tudo isso tem de ser melhor pensado. Acho que o vídeo que segue pode ajudar um pouco.

Celulares e espaço público

junho 4, 2014

Odeio gente que usa celulares nos espaços públicos como se estivessem num canto de muita intimidade. Sou obrigado a ouvir detalhes irrelevantes, escandalosos, dramáticos e bobos da vida alheia, fazendo de conta que nada ouço. Por isso, acho que o vídeo que trago para cá é muito pedagógico. Veja-o e, por favor, deixe de usar o espaço público com se estivesse numa alcova.