Tecnologia e educação: professores e alunos

Faz tempo que há um sentimento comum, sempre promovido pelos meios de comunicação, de que as crianças e jovens são muito mais espertos que os adultos – professores inclusos – no uso dos novos meios digitais. A primeira vez que vi tal sentimento ser projetado publicamente foi numa reportagem de TV de 1982, mostrando a introdução de computadores em escolas de San Francisco, EUA. Numa cena comovente, um repórter mostrava um menino de oito anos guiando a mão da avó nas tentativas que esta fazia para usar um Apple IIe.

al rogersA lenda da esperteza de crianças e jovens continua nos dias de hoje. E sempre há gente dizendo que a nova geração sabe muito mais de tecnologia digital que seus professores. A criança mostrada na reportagem de 1982 deve ser hoje um adulto de 39/40 anos. Se não foi afastada dos computadores depois da experiência na escola que frequentava em San Francisco, não deve ter qualquer dificuldade para usar tecnologias digitais em sua vida. É muito provável que seja tão boa nisso como seus filhos, se os tiver nos dias de hoje. Ou seja, muitos dos jovens adultos de hoje cresceram utilizando as novas tecnologias. Nada devem, nesse sentido, às crianças e adolescentes neste ano de 2013. Racíocinio parecido cabe para jovens professores na faixa dos 30 e poucos anos. E mesmo para professores de mais idade. Afinal de contas alguns dos mais destacados nomes de gente que inaugurou a revolução da microinformática andam pela casa dos sessenta anos. Al Rogers, meu professor de computer education em 1983, já ultrapassou a casa dos setenta [o moço da foto é o Al ].

Recentemente ex-aluno do mestrado em Tecnologia Educacional da San Diego State University (SDSU), Caleb Clark, publicou um curto artigo sobre o assunto. Minha amiga Allison Rossett, que foi professora do Caleb na SDSU, recomendou a matéria no Face Book. Achei que deveria registrar o fato aqui e criar um link para que os frequentadores deste Boteco, se o quiserem, possam ver o artigo em foco. Aqui está o link para o dito cujo:

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Uma resposta to “Tecnologia e educação: professores e alunos”

  1. araujodoralice Says:

    ´Sempre uma ótima prosa encontro aqui, Jarbas. Sobre o tema quero que saiba o seguinte: levei algum tempo para estabelecer familiaridade com o computador, mas em casa a minha filha, hoje com 17 anos, é uma referência e um suporte auxiliar para que eu possa ficar mais à vontade com as funções e possibilidades oferecidas pela opção digital.

    O meu desconhecimento e a facilidade que ela dispõe para solucionar as questões voltadas às encrencas, por exemplo, com o meu note têm sido elementos de aproximação ainda maior entre mãe e filha.

    Receba o meu abraço, querido amigo; estou sempre na vizinhança blogueira e invariavelmente como aprendiz no seu agradável Boteco Escola..

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