TIC’s e arquitetura escolar

Hoje, no Face, conversei com Marcia Padilha Lotito e Cristiana Mattos Assumpção sobre TIC’s e arquitetura, comentando o vídeo que segue.

Por causa da conversa, resolvi traduzir dois trechos que li ontem em School, obra sobre arquitetura e educação que costumo recomendar. Sem muito tempo para fazer algo no capricho, traduzi sem o necessário cuidado tais trechos, pois acho que eles podem colocar um pouco mais de tempero na conversa. Noutra ocasião, voltarei ao material traduzido para editá-lo comme il faut. De qualquer forma, acho que minha versão ligeira do material não trará prejuízos para a compreensão e ficou melhor que produções de tradudores digitais…

As escolas começaram a se transformar por causa do compromisso cada vez mais comum de governos com a aprendizagem assistida por computadores,  mas, nem sempre de maneira  benéfica para todos aqueles que ocupam prédios escolares durante longas horas por dia. Salas de aula, que não foram, em sua origem, planejadas tendo em mente computadores, tornaram-se espaços confusos e muito quentes. Diversos analistas comentam que, apesar da aparência de mudança, a escola continua a ser uma instituição notavelmente intacta. (p. 154)

[…] As escolas desta virada de milênio em muitos sentidos se assemelham às escolas construídas nos inícios do século passado. No geral, os alunos ainda se movimentam em massa  em intervalos regulares, interrompidos pela campanhinha, e são despejados nos corredores ao mesmo tempo. Alunos ainda são separados e segregados de acordo com noções de capacidade, e ‘nós ainda definimos sucesso como consequência do permanecer sentado numa pequena carteira, escrevendo furiosamente por duas ou três horas’. Ao mesmo tempo, o locus da aprendizagem está mudando. E alguns analistas observam que a linha de frente da aprendizagem não é mais a escola; mas, o quarto e a sala de estar. A introdução das tecnologias da informação e comunicação dá a impressão de modernização e mudança. Porém, salvas raras exceções, os elementos essenciais da escola permanecem – prédios, salas de aula, corredores, quadros de horário, campanhinhas e dispositivos de segurança. Na Microsoft School of the Future em Filadélfia, os alunos e suas mochilas passam por controles, na entrada , nada diferentes dos controles de quem vai embarcar num aeroporto internacional. (p. 160)

No finalzinho do texto, os autores introduzem uma observação sobre excesso de segurança nas escolas. Na continuação da história- que não traduzi – eles vão aprofundar essa característica que, com uso de novas tecnologias, passa para os alunos a impressão, cada vez maior, de que a escola está se convertendo num presídio sofisticado.

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