Archive for março \13\+00:00 2012

Amor de mãe

março 13, 2012

Vale ver vídeo em que uma beija-flor continua a alimentar filhote que caiu do ninho. E ela faz isso na mão de quem ajudou sua cria depois de um acidente que destruiu o lar dos colibris.

Nada a ver com blogs, com tecnologia, com educação. Tudo a ver com vida. Faça um intervalo de recreio e curta esse vídeo emocionante.

WebGincana: O Velho Chico

março 13, 2012

Comecei a estruturar o modelo WebGincana em 2004. Em vez de escrever sobre fundamentos e elaborar um trabalho acadêmico, fiz uma WebGincana para ser experimentada com meus alunos. Tal produto recebeu o nome de O Velho Chico: Uma WebGincana.

Quando desenvolvi projeto sobre WebGincana para o Senac de São paulo, retomei O Velho Chico como uma referência em estudos sobre o modelo. Publico aqui a estrutura de O Velho Chico, copiando o original que foi convertido numa Webpage que não está mais no ar.

Divulgo O Velho Chico como forma de contribuir para conversas sobre WebGincanas, não para propor um produto que possa ser usado, pois é provável que a maioria dos recursos necessários já não estejam mais no ar.

O Velho Chico

uma webgincana sobre o mais brasileiro dos rios

 

 

Áreas de interesse: geografia, história, literatura, cultura brasileira.

Nível: da 7ª série do ensino elementar à 1ª série do ensino médio

 

Autor: Jarbas Novelino Barato

jarbas.barato@gmail.com

 

 

 

 

 Senac São Paulo

 

São Paulo, 20 de julho de 2006

 

 

 

 

[menu] home  Introdução Desafio Recursos Avaliação Conclusão Créditos e Agradecimentos Aos Educadores

 

 

 

Introdução

 

O São Francisco é um rio muito interessante na sua história, geografia e cultura. Vale a pena conhecer detalhes sobre o Velho Chico. Ele leva água para um Nordeste que tem muita sede, ele é um caminho natural para quem quer andar pelo coração do Brasil, ele fornece energia para muita gente, ele é fonte de vida para muitos bichos, ele é cenário para belas histórias de amor. Vocês, bons brasileiros, precisam conhecer melhor o nosso rio da integração nacional. Esta WebGincana é um começo. Depois de vencer o desafio que ela propõe, vocês certamente vão querer embarcar em mais conhecimento sobre um dos pedaços mais atraentes de nossa terra.

 

Desafio

 

  • · Nesta gincana, vocês deverão se organizar em equipes de três ou quatro integrantes.
  • · É bom escolher um nome significativo para o time que vocês formarem.
  • · Como todo mundo sabe, gincana é um jogo de equipe. Por isso vocês precisarão se organizar para que todos tenham diferentes funções que possam ajudar a equipe a ser um time vencedor.
  • · Escolham um líder. Seu professor aceitará apenas as respostas comunicadas por ele.
  • · Sugere-se que vocês leiam todas as respostas antes de começarem a respondê-las
  • · Reparem que algumas questões valem mais que outras.
  • · Reparem também que no próximo tópico, Recursos, há uma lista de de sites  onde vocês poderão encontrar todas as respostas de que necessitam.
  • · Reparem, finalmente, que os critérios que seu professor vai utilizar para julgar as respostas estão definidos no item Avaliação.

 

Vamos  às questões:

 

1. Onde estão as nascentes do rio São Francisco? (estado e local) [10 pontos]

 

2. Cite três cidades próximas da nascente do Velho Chico. [10 pontos]

 

3. Qual o principal produto de artesanato produzido às margens do rio São Francisco? [10 pontos]

 

4. Por que as carrancas são zooantropomorfas? [10 pontos]

 

5. Quanto custa uma carranca? [10 pontos]

 

6. Quais os quatro produtos mais cultivados em áreas irrigadas pelo nosso rio? [10 pontos]

 

7.  Que barco foi restaurado e voltou a navegar recentemente pelas águas do São Francisco? [10 pontos]

 

8. Porto Calendário é um grande romance ambientado no vale do São Francisco. As ações ocorrem sobretudo às margens do rio Corrente, um dos afluentes do Velho Chico. Como é o nome do autor desse grande livro da literatura nacional? [10 pontos]

 

 

9. Qual era a profissão do autor de Porto Calendário? [10 pontos]

 

10. Cite três roteiros turísticos de Paulo Afonso? [10 pontos]

 

10. Quais os dois principais trechos navegáveis do São Francisco? Qual a extensão total de ambos em km?

 

 

Recursos

 

Todas as informações necessárias para responder as questões  desta WebGincana podem ser encontradas nos seguintes sites:

 

 

http://www.maria-brazil.org/carrancas.htm

 

http://www.dglnet.com.br/users/fmoraes/carranc1.html

 

 http://www.manuelzao.ufmg.br/jornal/jornal30/navegacao.htm

 

 http://www.serracanastra.com.br/parque/parque.html

 

 http://www.brasiloeste.com.br/rio-sao-francisco

 

http://www.transportes.gov.br/Modal/Hidroviario/SaoFrancisco.htm

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-77012003000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed51/enfermaria.asp

 

http://www.bahia.com.br/site/destinos/cidades.asp?cd_cidade=52

 

http://www.integracao.gov.br/saofrancisco/opinioes/opiniao68.asp

 

 

Outros recursos

Caso necessário, vocês podem também utilizar motores de busca como o Cadê, o Google, o Yahoo etc.

Avaliação

.Seu professor ou professora vai colocar os nomes de todas as equipes no quadro da sala. Cada questão respondida deverá ser comunicada imediatamente ao professor ou professora. Ganhará dois pontos adicionais a equipe que chegar primeiro a cada resposta.  Ganhará o jogo a equipe que acumular mais pontos no final da gincana. A gincana chegará ao fim quando o professor ou professora o decidir ou quando se esgotar o tempo previamente combinado com os participantes. Boa sorte para todas as equipes!

Conclusão

Viram que beleza? O São Francisco é cheio de surpresas. É preciso conhecê-lo melhor e, se possível, navegar por suas águas numa gaiola ou praticar esportes radicais em seu belo cânion. A nossa WebGincana chegou ao fim, mas esperamos que vocês procurem saber mais sobre o rio da integração nacional, o muito amado Velho Chico.

Créditos e Agradecimentos

As idéias para elaborar este material foram inspiradas pelo modelo Scavenger Hunt (http://www.aea14.k12.ia.us/technology/ScavengerHunt.html) muito utilizado por educadores americanos e canadenses. Duas Scavenger Hunts merecem citação: An Egypcian Scavenger Hunt, e Martin Luther King: an interactive scavenger hunt. A última já não está mais no ar, a primeira pode ser encontrada em http://edweb.sdsu.edu/courses/edtec670/egypt/hunt/EgyptHunt.html

Devo muito das idéias  sobre o modelo WebGincana a meus alunos dos cursos de pedagogia e de licenciatura da Universidade São Judas Tadeu. Nos últimos três anos eles avaliaram, experimentaram, criticaram e usaram o modelo na própria universidade, em diversas escolas e em lan houses.  Por isso, todos eles são co-autores do modelo de uso da internet em educação ao qual dei o nome de WebGincana.

O apoio mais significativo que recebi para desenvolver as idéias sobre WebQuests veio do Senac São Paulo, proprietário do domínio WebGincana na internet, e minha escola de trabalho por trinta anos.

Aos Educadores

O Velho Chico é a primeira WebGincana que produzi em 2004. Ela foi publicada aqui como um registro de memória. Em 2005 e 2006, foi testada com meus alunos e com educadores do Senac São Paulo. A partir dos testes muitas idéias e sugestões apareceram. No caminho, conversei sobre os resultados com meu amigo Carlos Seabra. Ele sempre foi um  incentivador e parceiro no desenvolvimento do modelo. Parte do desenho atual das WebGincanas é obra do Seabra. Na presente versão eliminei algumas questões existentes no trabalho original com o objetivo de converter “O Velho Chico” num exemplo de WebGincana curta, com apenas dez questões e com atividades centradas apenas em  buscas na internet.

O Velho Chico foi um ponto de partida. Hoje as WebGincanas estão com um perfil mais definido. Alguns exemplos já podem ser encontrados na Web e as bases para a construção dessa alternativa de uso da internet em educação já estão mais definidas. Mas não chegamos ao fim, versões mais completas do modelo certamente surgirão na medida em que professores/autores publicarem suas WebGincnas no espaço Web e utilizarem o modelo em seu dia-a-dia nas escolas.

A presente versão deste trabalho sobre o rio São Francisco é uma boa ferramenta para apresentar dinamicamente a idéia de WebGincana em fases iniciais de apresentação do modelo. Em média, uma classe demora cerca de trinta minutos para vencer o desafio.

Avaliação em EAD – Atualização

março 12, 2012

Acabo de verificar que antigo post sobre avaliação em EAD tem um problema no link que deveria remeter o leitor para roteiro de comunicação que fiz sobre o assunto em evento promovido pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Recupero a matéria aqui, assim como indicação para o dito roteiro.

O post sobre o assunto era o que segue:

Faz tempo que apresentei algumas idéias sobre “avaliação tácita” em EaD. Examinei aquela avaliação que fazemos inconscientemente em encontros humanos. Em contatos cara-a-cara, estamos sempre avaliando o outro para ajustar nossa interação. Esse processo foi se estruturando ao longo da nossa evolução, começando com uma família de primatas que se separou dos chimpanzés há uns seis milhões de anos. Tal processo é essencial nas comunicações humanas. Muitas vezes, porém, ele não é considerado em eventos de EaD. Isso, em parte, explica as altas taxas de evasão em programas de educação à distância. Minha comunicação, apresentada em evento promovido pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo, teve como pano de fundo as idéias que acabo de resumir.

Na minha fala, utilizei caso contado por Allison Rosset, professora de Tecnologia Educacional na San Diego State University. A professora Allison apresentou o caso num artigo que traduzi e integra o acervo de textos que tenho aqui no Boteco em ‘páginas’. Interessados poderão ver ou rever o texto da Allison com um clique aqui.

E aqui está o roteiro da citada comunicação:

 

Alfabetização Digital

março 11, 2012

No final do ano passado, participei de um evento sobre alfabetização, promovido pela UTU – Universidad del Trabajo del Uruguay. Na ocasião, apresentei comunicação sobre alfabetização digital. Nada tecnológico. Nada de discursos sobre importância de uma nova linguagem. Resolvi seguir outro caminho, o caminho de Paulo Freiro e Lorenzo Milani, ressantando que, em processos de alfabetização, o mais importante é dizer a própria palavra. Vejam o roteiro:

 

 

Professores e Computadores

março 11, 2012

Segue roteiro de minha conversa com professores das ETEC’s do Centro Paula Souza dia 07 último. Na apresentação, procurei ressaltar a importãncia dos professores como autores de propostas para uso de computadores em educação.

Dicionário Censurado

março 9, 2012

Faz alguns dias que a imprensa vem publicando notas sobre ação do Ministério Público em Minas Gerais, acusando o Dicionário Houaiss de racismo por causa de registro de significado desabonador para a palavra cigano. Ao ler tal coisa a gente fica com impressão de que o acusador não sabe o que é um dicionário. Ou, se dermos créditos ao doutor que propõe a ação como conhecedor de livros que registram definições dos vocábulos de um idioma, fica a dúvida se ele sabe que palavras tem na história diversos usos. Talvez o doutor saiba que bons dicionários registram todos ou quase todos os significados de cada item de vocabulário. Dicionários que não fazem isso são incompletos, pouco informativos. Autores de dicionário não tomam decisões quanto a uso das palavras. Fazem registros.Ponto.

A ação contra o Houaiss tem consequências sérias para a liberdade e para a educação. O doutor que quer censurar o dicionário pensa que não se pode fazer registros históricos que contrariem o politicamente correto. Nessa linha, o próximo passo será, por exemplo, proibir que livros de história falem da escravidão negra. Anos atrás recebi sugestão nesse sentido. Uma educadora me escreveu exigindo retirada do portal WebQuest, que eu editava na Escola do Futuro na USP, link para um site de história, alegando que o mesmo era racista porque narrava detalhes da escravidão dos africanos do século XVI ao século XIX. Para mim, o único problema que tal site apresentava era o de se dizer WebQuest, quando na verdade era uma apostila eletrônica. O conteúdo, porém, era correto. Talvez a reclamante quisesse que o registro histórico fosse acompanhado por acusações panfletárias contra a escravidão, ignorando a natureza das narrativas históricas.

Diversas personalidades já escreveram ótimos artigos contra a censura proposta pelo doutor de Minas Gerais. Reproduzo aqui artigo de José Roberto Batochio, publicado na página 3 da Folha de São Paulo hoje (09/03/2012):

Semântica sob Censura

José Roberto Batochio

Em 1813, um dicionário anotava a palavra cigano como “raça que vive de embuste”; é vã a luta contra as palavras, já dizia Carlos Drummond de Andrade 

Reconheço, desde logo, que me faltam “engenho e arte” para tratar de um assunto que, por sua natureza, seria mais adequado à pena de um Stanislaw Ponte Preta.

Mas, como operador do direito, não posso me furtar a comentar a recente iniciativa de um membro do Ministério Público: censurar o verbete do dicionário Houaiss que registra uma acepção secundária para a palavra cigano.

Querem os patrulheiros da semântica que o verbete seja expurgado de acepções secundárias em que a palavra também recebe o sentido -assinalado como pejorativo- de “que ou aquele que trapaceia; velhaco, burlador”.

A notícia dá conta de que o insigne autor da peça que inaugura a ação judicial almeja tirar o Houaiss de circulação e ainda impor multa de R$ 200 mil “de indenização por danos morais coletivos”.
O delito do dicionário seria afrontar a Constituição e as leis, pois “o direito à liberdade de expressão não pode albergar posturas preconceituosas e discriminatórias, sobretudo quando caracterizadas como infração penal”.

Ora, isso é, salvo melhor juízo, tomar lebre por gato. Dicionários não têm opinião -exceto no verbete específico. Nem a sua matéria-prima é a liberdade de expressão, pois tratam de registrar o que o povo fala.
Eles radiografam o idioma não apenas em um determinado momento de sua organicidade conferida pelos falantes -e não pelos dicionaristas. Um dicionário não registra exclusivamente acepções correntes e muito menos politicamente corretas.

Os grandes léxicos trazem um repertório de sentidos que já caíram em desuso, mas são mantidos como testemunho da língua nacional.

Há muito tempo os bons dicionários registram a acepção desabonadora, embora secundária, para cigano, palavra datada no português do século 16, provavelmente oriunda do francês “tsigane”, segundo nosso maior etimologista, Antônio Geraldo da Cunha.

Já o primeiro grande dicionário do idioma, lançado em 1813 pelo brasileiro Antônio de Morais Silva, anotava o substantivo cigano como “raça de gente vagabunda, que diz vem do Egito e pretende conhecer de futuros pelas raias ou linhas da mão; deste embuste vive…”. E mais, como adjetivo: “Que engana com arte, sutileza e bons modos”.

Para espanto geral, sabemos agora que esta eugenia vernacular está em curso há tempos, tendo exortado duas editoras a “corrigirem” verbetes considerados racistas ou desabonadores. Este é um assunto que não pode admitir precedentes.

O tratamento há de ser profilático e o mal conjurado antes de nascer. O precedente leva a possibilidades terríveis, como o poder estatal obrigar gravadoras a retirarem das lojas e do catálogo canções que hoje podem ser imputadas de ofensivas, como “Nega do Cabelo Duro”, de David Nasser e Rubens Soares, sucesso no Carnaval de 1942.

É até temerário dar exemplos… Mas, ao final, não custa alertar que há lutas mais importantes para travar que pretender reescrever dicionários. É batalha inglória e perdida, pois, como dizem os versos de Carlos Drummond de Andrade, “lutar com as palavras é a luta mais vã”.

JOSÉ ROBERTO BATOCHIO, 67, é advogado criminal. Foi presidente nacional da OAB (entre 1993 e 1995) e deputado federal pelo PDT (de 1998 a 2002)

Objetivos em educação

março 9, 2012

Encontrei em meus velhos arquivos síntese que elaborei para meus alunos de tecnologia educacional em 1999. É um material que, acho eu, pode ser um ponto de partida para conversas sobre objetivos educacionais. Publico a síntese, perguntando se a mesma tem alguma serventia.

Comentários, favoráveis e desfavoráveis, serão benvindos.

CLASSIFICAÇÃO DE CONHECIMENTOS

E OBJETIVOS EDUCACIONAIS: SÍNTESE

 

 

Tecnologia Educacional

Jarbas N. Barato

06/99

 

 

 

  1. 1.     INTRODUÇÃO

 

  • Visão Tradicional:

 

–       apresenta um esquema geral, um documento a ser preenchido pelo professor;

–       no geral, as escolas utilizam um formulário parecido com o que segue:

 

OBJETIVOS

CONTEÚDOS

ESTRATÉGIAS

RECURSOS

AVALIAÇÃO

    

 

 

 

 

       

 

  • Objetivos: resultados esperados

 

  • Conteúdos: programa a ser desenvolvido (matéria)

 

  • Estratégias: técnicas e métodos de ensino a serem utilizados

 

  • Recursos: materiais e meios a serem utilizados

 

  • Avaliação: instrumentos e métodos para a verificação da aprendizagem

 

  • Críticas:

 

–       não há uma discussão mais aprofundada sobre o significado dos componentes do planejamento de ensino;

 

–       entre os componentes, objetivos é um conceito pouco estudado; trabalha-se, no caso, com senso comum;

 

–       apesar das exigências do formulário, o que fica valendo é o PROGRAMA, a MATÉRIA;

 

–       sem uma discussão do significado dos componentes, o planejamento acaba sendo uma atividade burocrática.

 

 

  1. 2.     QUAL O PONTO FUNDAMENTAL DO PLANEJAMENTO DO ENSINO?

 

  • O ponto central de planejamento de ensino são os OBJETIVOS.

 

  • Por que OBJETIVOS?

 

–       necessidade de clareza quanto a resultados esperados

 

–       definição de resultados como DESEMPENHOS DOS ALUNOS

 

ê que é que esperamos que as pessoas FAÇAM, SEJAM, MANIFESTEM?

 

–       dos objetivos dependem todos os outros componentes do planejamento de ensino.

 

 

  1. 3.     COMO ESTUDAR OBJETIVOS?

 

  • OBJETIVOS como conhecimento e como habilidades cognitivas dos aprendizes.

 

¨      TIPOS DE CONHECIMENTOS: o que é que os alunos devem aprender

 

¨      TIPOS DE HABILIDADES COGNITIVAS: como é que os alunos vão aprender; como é que os alunos vão continuar a aprender os CONTEÚDOS            depois do curso

 


 

  1. 4.     OBJETIVOS/CONHECIMENTO

 

  • Necessidade de uma definição do que é conhecimento:

 

–        conhecimento como REPRESENTAÇÃO

 

–        REPRESENTAÇÃO: elaboração pessoal e subjetiva de experiências e informações recebidas pelos alunos

 

–        reiterando: representação é elaboração, não é gravação, não é guardar a matéria

 

  • Necessidade de classificar de modo claro os conhecimentos exigidos para um domínio competente da matéria.

 

 

  1. 5.     CLASSIFICAÇÕES

 

  • Parece que há diferenças entre os seguintes conteúdos:

 

–      tabuada (decorar a tabuada)

–      adição (realizar operações de adição)

–      números primos, naturais (distinguir, identificar)

 

ou ainda

 

–        verbos regulares (conjugar)

–        substantivos (identificar)

–        ortografia (como escrever corretamente…)

–        redação (como escrever uma descrição)

 

  • Constatação:

 

–        parece que, em cada matéria, há conteúdos que correspondem a diferentes tipos de conhecimento;

 

–        possivelmente não aprendemos do mesmo modo todos os conteúdos de uma matéria;

 

–        possivelmente uma classificação de tipos de conhecimentos poderia nos ajudar a definir melhor OBJETIVOS em educação.

 

 

  1. 6.     OBSERVAÇÃO SOBRE CONHECIMENTOS COMUM

 

  • Mesmo em áreas não escolares (nos botecos da vida, por exemplo) é possível constatar diferentes tipos de conhecimento.

 

¨      São diferentes, por exemplo, os saberes necessários para responder perguntas tais como:

 

–            que é pinga?

–            como se faz uma caipirinha?

–            que há no boteco?

 

 

  1. 7.     PASSAGEM

 

  • MODOS DE CLASSIFICAR O SABER

 

  • Há muitos

 

–       teoria e prática

–       ciência, senso comum, religião, mito

–       coração/razão

–       objetivo/subjetivo

–       etc.

 

  • EM EDUCAÇÃO

 

–       Taxonomia de objetivos (Bloom, Gagné, Merrill, etc.)

–       Examinaremos a taxonomia de Merrill

 

 

  1. 8.     COMO O CONHECIMENTO SE ESTRUTURA

 

  • Que operações mentais realizamos para elaborar conhecimentos?

 

–       Merrill propõe quatro operações básicas:

 

1)   Operação de identidade (fato)

 

g= fator de aceleração

 

  • a operação, no caso, é uma associação entre dois termos, como, por exemplo:

 

v um símbolo e seu nome

v um acidente geográfico e seu nome

v uma data histórica

 

 

 

 
   

A  >>>>>>>>>> a

ou

A <<<<<<<<<< a

 

 

2)   Operação de classificação ou de criação de categoria (conceito)

 

  • a operação, no caso, é a elaboração de uma categoria geral que nos ajuda a incluir ou excluir elementos de um dado conjunto;

 

  • verbos usados em perguntas que supõem estruturas de conhecimento às quais damos o nome de conceitos:

 

¨      definir

¨      classificar

¨      distinguir

¨      categorizar

¨      exemplificar

¨      conceituar

¨      identificar

¨      etc.

 

  • conceitos incluem ou excluem casos, situações, idéias, modos de ser, elementos etc.

 

v Para pensar: por que classificar é uma atividade humana importante? Pense num exemplo em que a classificação de algo faz diferença.

 

3)  Operações de relações causais (princípios)

 

  • o que um fenômeno, atitude, objeto pode provocar?

 

–       por que fumar prejudica a saúde?

–       por que o desemprego está aumentando?

–       por que continuam a existir casos de dengue no Brasil?

 

   etc.

 

  • Falamos aqui de uma estrutura de saber que exige relacionar causa e efeito…

 

4) Operações de relações seqüenciais (processos)

 

  • Falamos aqui de uma estrutura que supõe a organização do conhecimento em seqüências lógicas para se chegar a um fim.

 

 

  1. 9.     COMO O CONHECIMENTO É APLICADO

 

  • Tipos de conhecimentos referem-se à estruturação do saber

 

  • A estrutura descreve conteúdo, não diz como o que sabemos é aplicado

 

  • Daí: necessidade de considerar desempenhos cognitivos.

 

  • Três aplicações:

 

–       memória

–       uso

–       invenção

 

  • memória   ê  recupera um dado existente; é como você conferir se um item está ou não estocado

 

  • uso  ê faz com que um saber existente funcione no mundo; exemplos

 

–       conceito de azedo é utilizado para recusar um alimento…

–       princípios de hierarquia são usados para não ultrapassar os limites que ofenderiam o chefe.

–       idéias de seqüência são utilizadas para resolver um problema matemático

 

  • invenção ou descoberta

 

–       um vendedor cria um novo método para abordar clientes

 

 

 

 

  1. 10.            COMBINANDO AS COISAS

 

  • Conhecimentos factuais são aplicados exclusivamente no nível de memória.

 

–       Não há como aplicar o conhecimento de que Brasília é capital do Brasil.

 

  • Conhecimentos conceituais podem ser memorizados, usados e inventados. Exemplos:

 

–       Posso memorizar uma definição de mamífero

–       Posso usar o conceito de ironia para interpretar uma frase de alguém

–       Posso criar (inventar) uma nova categoria…

 

  • Conhecimentos de princípio podem ser memorizados, usados e inventados.

 

  • Conhecimentos de processos podem ser memorizados, usados, inventados.

Nosso livro em português

março 8, 2012

Aqui está a capa de Computadores em sala de aula, versão brasileira de obra coletiva do grupo WebQuest Cat. O livro apareceu originariamente em catalão. Logo a seguir apareceu a versão espanhola. Agora, neste mês de março, começa a ser distribuído em livrarias do Brasil. Esse trabalho aconteceu graças à coordenação entusiasmada de Carme Barba e Sebastià Capella.

Quase todos os capítulos do livro são escritos por educadores do chão de escola e descrevem experiências vividas de usos de tecnologia educacional. O inspirador de quase toda essa ampla produção é meu amigo Bernie Dodge, criador do modelo WebQuest.

Escrevi um dos capítulos da obra a pedido de Carme Barba. Aproveitei a ocasião para sistematizar o modelo WebGincana desenvolvido com base em sucessivas experiências com meus alunos, experimentos feitos por Carla Betiolli na Secretaria de Educação de Campinas, oportunidade de capacitação com professores em São Bernardo do Campo, experimento feito no Senac.sp em parceria com meu amigo Carlos Seabra, e produção de uma forma adaptada de WebGincanas (graças a insistência de meu amigo Fernando Fonseca) para o Programa Estadual de Qualificação Profissional da Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho de SP. Se alguém foi esquecido nessa história, entre em contato e reclame, por favor.

No processo de estruturação da obra, os coordenadores me solicitaram permissão para publicar, como capítulo, artigo escrito para número monográfico sobre WebQuest, em Quaderns Digitals, revista eletrônica catalã. Assim, El Alma de las WebQuest foi integrado ao livro coordenado por Carme e Sebá.

Daqui algum tempo voltarei a esta obra coletiva da qual participei com muito prazer.

 

Computadoes e bom senso

março 8, 2012

Faz bastante tempo que me encomendaram um artigo curto sobre uso de computadores em educação. O pedido me foi feito pelo  Departamento Nacional do Senac em 1990. Pelo que me lembro, o artigo seria publicada num material destinado à capacitação de docentes. Mandei meu texto, mas não sei se o mesmo foi publicado. Não tenho comigo exemplar do material onde ele deveria ter aparecido ou apareceu.

Hoje, revendo meus guardados, encontrei o referido texto. Acho que o mesmo ainda tem alguma atualidade. Aparentemente não avançamos muito em reflexões sobre uso de computadores em educação. Se puderem, confiram isso, lendo meu velho texto que copio a seguir.

COMPUTADORES NA EDUCAÇÃO E SUPERAÇÃO DO BOM-SENSISMO

 

 Jarbas Novelino Barato

 

 

 

Os computadores, mais cedo ou mais tarde, invadirão as escolas. Resistir a essa tendência pode ser um ato heróico de romantismo extemporâneo. Não é, porém, medida adequada para mais humanizar as relações educacionais. Aliás, qualquer discussão centrada em argumentos pró ou contra os computadores na educação é pouco produtiva. Por esse motivo, quero propor aqui uma abordagem cujo alvo não é propriamente o computador, mas o processo educativo.

 

Muitos educadores revelam ou confessam medo dos computadores, não percebendo que esse comportamento é a face negativa do entusiasmo desmedido pelo novo produto tecnológico. Medo e entusiasmo são atitudes sacralizadoras do instrumento. Ambas fundam-se na crença de um poder que os computadores não têm. Ignoram que o uso de qualquer tecnologia é um empreendimento humano, retratando relações sociais que ultrapassam o simples uso da máquina. Não há, portanto, qualquer razão para receio (ou esperança) de que os computadores, artefatos extremamente sofisticados e interessantes, venham a ocupar o lugar de valores muito importantes na educação. Isto só acontecerá se o tratamento de tais valores for menos motivador que “jogar” com computadores. Febres computacionais são apenas sintomas de uma doença mais grave: a incapacidade de engajar os alunos na aventura de construir conhecimentos socialmente relevantes.

 

Os computadores possibilitam certos arranjos muito atraentes da organização da informação. Podem tornar mais dinâmicos os tradicionais exercícios cuja base é uma enfadonha repetição de itens a serem memorizados. Conseguem colocar nas escolas representações muito parecidas com o mundo real no qual os alunos deverão agir. Armazenam, em pequenos espaços, grande quantidade de informação. Possibilitam, interação entre o conteúdo armazenado e os usuários. Todas essas características abrem novos rumos para as atividades de ensino-aprendizagem. É preciso notar, porém, que elas não funcionam mecanicamente, mas dependem do planejamento de agentes humanos. Assim, o assustador número de “softwares” educacionais de baixa qualidade (cerca de noventa por cento dos produtos até agora elaborados) revela mais incapacidade dos educadores em bem aproveitar recursos computacionais que inadequação dos computadores para fins de ensino-aprendizagem.

 

As propriedades intrínsecas dos computadores são importantes. Elas permitem, como já disse, organizar de modo muito atraente, novo e eficiente a informação. Isto traz perspectivas interessantes para a educação. Porém, a meu ver, a possibilidade de uso dos computadores para fins educacionais é mais importante por causa de um de seus subprodutos: a revelação de que a prática educacional é dominada pelo bom-sensismo.

 

Usar computadores, com bom aproveitamento do potencial dessas máquinas, exige uma análise rigorosa das condições de ensino, do tratamento da informação, das estratégias de aprendizagem, dos aspectos motivacionais e das características específicas do conhecimento humano. Aliás, tal análise deveria estar presente em qualquer planejamento da prática educacional. Porém, os tradicionais recursos de ensino não desvelam necessária e completamente falhas de concepção e podem ser utilizados com algum sucesso a partir de medidas de bom senso. Este bom-sensismo não é aparente. Assim, por exemplo, a eloquência do expositor, a agilidade do VT ou a beleza gráfica do texto acabam disfarçando a ausência de planejamento educacional conseqüente e informado por teorias sólidas de ensino-aprendizagem. Os computadores, por outro lado, resistem ao bom senso e revelam nos “softwares” educacionais, quando é o caso, a inconsistência do planejamento de ensino. Isto talvez explique porque é mais fácil calcular a porcentagem de “softwares” educacionais de qualidade duvidosa que estabelecer a quantidade de livros didáticos irrelevantes.

 

Todas as experiências bem sucedidas de introdução dos computadores nas escolas tendem a mudar a prática educacional. Mostram que não bastam a presença da nova máquina e o uso de “softwares” educacionais. Indicam a necessidade de revisão de todos os meios, estratégias e recursos utilizados na educação. Desvelam a pobreza teórica do fazer educativo tradicional. Evidenciam muito concretamente a verdade quase sempre obscurecida de que as escolas não incorporam os avanços tecnológicos e científicos nas áreas de interesse para a educação.

 

Não acredito que os computadores irão mecanicamente provocar mudanças substantivas na educação. O uso dessas máquinas, como já afirmei atrás, poderá indicar, com bastante clareza, caminhos de superação do bom-sensismo. As soluções de bom senso, porém, são muito resistentes. E a resistência, no caso, não é uma questão localizada no comportamento (supostamente) conservador dos professores. Estes últimos são mais vítimas do que agentes do bom-sensismo. Bom senso é “tecnologia” barata e permite soluções imediatistas. São essas características que fazem dele a principal fonte de suposta solução para os problemas educacionais.

 

O uso de computadores em educação pode ser tragado pela poderosa corrente do bom-sensismo (travestido de humanismo, de filosofia da educação, de política educacional, etc.) Se isto acontecer, a maioria dos “softwares” educacionais será constituída por produtos banais. Porém, há ainda muito espaço para esperança. O rico potencial de tratamento da informação oferecido pelas novas máquinas poderá nos obrigar a abordar o fazer educativo como uma tarefa que exige aplicação atualizada de conhecimentos tecnológicos e científicos.

 

Cabe ressaltar, a título de finalização deste artigo, que tecnologia e ciência são empreendimentos humanos. Dependem menos de ferramentas e mais de conhecimentos construídos e compartilhados pelos educadores. O que está em jogo, portanto, não é o computador ou qualquer outro produto tecnológico que pode ser usado para fins educacionais. O que está em jogo é a possibilidade de reorganizar a prática educacional, superando o bom-sensismo e fazendo com que os alunos passem a construir mais autonomamente o seu próprio conhecimento. E esta não é uma tarefa banal, barata ou fácil. É um desafio cujos contornos talvez fiquem mais claros com o uso competente dos computadores em educação.

 

Texto escrito em 1990 para publicação interna do SENAC/DN

Compartilhar saberes e humanizar o mundo

março 8, 2012

Divulgo aqui o vídeo Kony 2012, do cineasta Jason Russell. O vídeo é peça de campanha para que Joseph Kony, um criminoso que usa fundamentalismo religioso como desculpa para justificar barbaridades. Faço tal divulgação por dois motivos:

  1. Tornar Kony uma celebridade é estratégia que pode evitar destino cruel ou morte para muitas crianças.
  2. O vídeo e campanha de Russell são atividades que ganharam força por causa de compartilhamentos na internet.

Soube do vídeo e da campanha por causa de um chamado de minha amiga Dedé Tofolli via Facebook. Prometi à Dedé fazer o que posso para contribuir com essa atividade de caráter humanitário. Talvez tal campanha seja ingênua. Talvez ignore certos matizes políticos importantes. Mas, essas possíveis restrições não diminuem o sentido profundamente humanitário da proposta de Jason Russell. Se vocês puderem e quiserem, divulguem o vídeo e a campanha.