Divina humana música

Há sempre alguém buscando uma definição que nos distinga de todos os outros seres vivos. E as definições encontradas acabam sendo desmentidas por descobertas que nos dizem “isso não é especificamente humano”. Essa ameaça cresce agora com os computadores. É certo que certas qualidades atribuídas aos computadores são equívocos. Por exemplo, a capacidade humana de jogar xadrez foi desbancada pelo Deep Blue quando este venceu o grande mestre Kasparov.

Na verdade, apesar das aparências, Deep Blue não venceu. Razões? Não jogou com paixão e, mesmo vencendo, nunca soube que ganhou.

Lembro o caso do computador por causa da música. Dizem que há programas capazes de produzir música. Isso é um engano. Tais programas não musicam com paixão. São apenas agentes sem alma que reproduzem fórmulas numéricas que podem ser convertidas em som. Acho que capacidade de criar música é algo especificamente humana. Minto, é quase certo que a capacidade de criar música é especificamente divina.

Como este Boteco é frequentado por muita gente com cabeça científica, vejo-me na obrigação de apresentar evidência empírica para minha afirmação. Faço isso. Ouçam, a seguir, uma interpretação de Alayde Costa e Titulares do Ritmo. E depois me digam se música não é mesmo uma coisa divina.

Depois que publiquei o post, surgiu um erro, que não consigo sanar. Se ele persistir, interessados em ouvir Alayde e Os Titulares do Ritmo podem clicar direto no url do Youtube que segue:

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