Correção de linguagem e educação

Andei reunindo materiais para escrever sobre o affaire do livro didático que colaca em discussão a relatividade da norma culta. Pensei inclusive em usar como título de post uma expressão que ouvi de meu amigo Márcio Jabur, escritor premiado:

Os home bão.

Mas, o tempo passou e boa parte do que eu pretendia escrever já foi escrito por outros.

De qualquer forma, registro aqui opiniões do Jabur sobre a frase “os home bão”. Trata-se de expressão popular comum em nosso Interior. Eu a ouvi muitas vezes na minha Franca do Imperador. Jabur cansou-se de ouvi-la em sua querida Pinhal (“Pinhar”, como ele gosta de dizer).

O escritor repara que a forma reconhecida como correta pela norma culta – “os homens bons” –  é redundante. Para indicar plural – mais de um homem com boas qualidades – ela modifica artigo, substantivo e adjetivo. A expressão popular é muito mais econômica, flexiona apenas o  artigo. Quem recebe a mensagem com uma única indicação de plural entende que o interlocutor está falando de diversos homens virtuosos. Do ponto de vista comunicativo, se olharmos para requerimentos de economia na informação, a frase da gente do povo é mais limpa. Ela, em muitos idiomas, seria norma culta, não erro que xerifes da linguagem perseguem com descabido entusiasmo.

Muito do que eu gostaria de dizer sobre o caso aparece no blog de José Ribamar Bessa Freire. Por essa razão, remeto o amável leitor para o imperdível texto do Ribamar:

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