Dignidade do trabalhador

Há duas semanas, quase todo tempo que tenho está sendo dedicado a correção de provas e leituras de relatórios de projetos dos meus alunos. Esta tarde fiz merecida pausa.

Durante o recreio, ouço música. Nos meus guardados estão álbuns de Natalie Merchant. Escolho a belíssima Motherland. Toco duas ou três vezes. Depois, vou ao Youtube para verificar se há outras versões da canção. Há muitas, incluindo esta joia que já indiquei aqui:

Vejo que outros intérpretes gravaram a composição de Natalie Merchant. Um deles é Christy Moore, um irlandês com cara de lutador de boxe. Eu não conhecia o gajo. Graças às facilidades da Internet, comecei a explorar shows e gravações de Christy. O cara é muito bom.

Uma das canções gravadas por Christy é Ordinary Man, balada sobre um trabalhador que perde o emprego numa das muitas crises do capitalismo.

Uma das constações que aparece na letra é a de que o patrão, apesar de ter fechado a fábrica e posto os operários na rua, ficou mais rico. O trabalhador é digno e quer ser tratado com dignidade. Ouçam a canção:

Para quem quiser acompanhar a história desse trabalhor vitimado pela crise, aqui vai a letra de Ordinary Man:

I’m an ordinary man, nothing special nothing grand
I’ve had to work for everything I own
I never asked for a lot, I was happy with what I’d got
Enough to keep my family and my home
Now they say that times are hard and they’ve handed me my cards
They say there’s not the work to go around
And when the whistle blows, the gates will finally close
Tonight they’re going to shut this factory down
Then they’ll tear it d-o-w-n

I never missed a day nor went on strike for better pay
For twenty years I served the best I could
Now with a handshake and a check it seems so easy to forget
Loyalty through the bad times and through good
The owner says he’s sad to see that things have got so bad
But the captains of industry won’t let him lose
He still drives a car and smokes his cigar
And still he takes his family on a cruise, he’ll never lose

Well it seems to me such a cruel irony
He’s richer now than ever he was before
Now my check is spent and I can’t afford the rent
There’s one law for the rich, one for the poor
Every day I’ve tried to salvage some of my pride
To find some work so I can pay my way
Oh but everywhere I go, the answer’s always no
There’s no work for anyone here today, no work today

And so condemned I stand, just an ordinary man
Like thousands beside me in the queue
I watch my darling wife trying to make the best of life
And Lord knows what the kids are going to do
Now that we are faced with this human waste
A generation cast aside
And as long as I live, I never will forgive
You’ve stripped me of my dignity and pride, you’ve stripped me bare
You’ve stripped me bare, you’ve stripped me bare.

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3 Respostas to “Dignidade do trabalhador”

  1. Aline de Lima Says:

    Se tem uma coisa que eu sinto falta e das suas aulas JO no primeiro semestre de 2009. Nunca vou esquecer do unicórnio azul e dos sapos e a cotovia.
    Foi menos que um semestre mais foi o suficiente pra ser inesquecível.
    Um grande abraço de uma aluna que teve que trancar um sonho chamado jornalismo

    • jarbas Says:

      Menina,

      Que bom receber uma mensagem como a sua. Vida de professor não é fácil. A gente sempre acha que não está fazendo o suficiente. E quando encontra alguém que diz não ter se esquecido de nossas aulas é um bálsamo para nosso ego. Obrigado, querida ex-aluna.

      Espero que você apenas tenha dado um tempo para seu sonho. Mas não desista dele não. Sonhos bons merecem ser sonhados sempre. Abraço grande,

      Jarbas

  2. Aline de Lima Says:

    O sonho tem que ficar um tempo adormecido, já que não posso realizar por momento.
    E foi vendo suas aulas (claro que não só as suas a USJT tem um ótimo time), que me veio a vontade de ser mais uma peça ainda mais útil nessa sociedade ser Professor. Espero que logo eu possa voltar a faculdade, não em SP mais agora em RS onde moro atualmente e permanentemente.
    O Sr. sempre terá bons alunos que vão te reconhecer!
    Um grande abraço!

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