Dimensões sócio-históricas das tecnologias

No geral, falamos de tecnologia como um “lá fora” que pode mudar a vida de acordo com certos interesses humanos. Em outras palavras, pensamos em tecnologias com instrumentos neutros que ganham sentido apenas quando decidimos usá-los para certas finalidades.

Não costumamos entender as tecnologias como parte do tecido social e histórico. Achamos que elas são produtos de uma racionalidade absoluta e autônoma.

Em educação, entedimentos de neutralidade e autonomia das tecnologias reinam soberanos. Achamos que TV, computadores, Internet podem ser usados de acordo com decisões pedagógicas que irão lhes dar sentido. Quase nunca pensamos em tecnologias com uma das dimensões históricas e sociais que mudam a própria educação.

Toda esta minha conversa está muito críptica. Por isso, eu deveria clarear o que quero dizer aqui. Não farei isso. Mantenho o ar de mistério. Por outro lado, acho que é preciso esclarecer as coisas. Alguma clareza sobre o assunto pode começar a se delinear a partir de duas resenhas que escrevi para livros importantes sobre tecnologia, história e sociedade. Fica, assim, um convite para a leitura das duas resenhas. Peço a você que escreva no final um comentário  aqui no Boteco, informando se a leitura dos dois textos recomendados mudou de alguma forma sua visão sobre tecnologia.

Seguem os links para as resenhas:

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10 Respostas to “Dimensões sócio-históricas das tecnologias”

  1. jose luiz lopes Says:

    boa tarde professor, não aula não consegui ler o texto com atenção, pois não consegui me concentrar devido a distrações paralela, mas o pouco que li achei confuso, assim pretendo ler com mais calma em outra hora, contudo pelo pouco que entendi a segunda resenha (agindo com tecnologia), o autor trata a ferramenta tecnologia como um modo de facilitar a vida do ser humano, se for isso mesmo ele não estra trazendo nenhuma novidade, pois desde os primórdios o ser humano usa ferramentas como um modo de facilitar o trabalho, se for isso mesmo que entendi ja nas carvernas o ser humano se utilizava da tecnologia, como por exemplo fazer uma machadinha ou uma lança para ajuda=-lo a caçar e se alimentar.

  2. Rafaela Cirillo Barricelli Says:

    Boa tarde, prof. Jarbas.
    Após ter feito a leitura das duas resenhas escritas pelo senhor, pude sentir que as tecnologias, de um modo geral, não são áreas tidas totalmente como exatas, ou seja, há muito a ser interpretado nas entrelinhas.E, tal possibilidade se dá devido às errôneas interpretações dadas às diferentes tecnologias. Acredita-se que há uma grande neutralidade em tudo o que nos rodeia. Porém tal convicção é nula se pensarmos nas inúmeras possibilidades de uso existentes em cada objeto. Se tomarmos como exemplo o objetivo que Santos Dumont tinha ao inventar o avião, chegamos à conclusão de que ele jamais poderia pensar que tal meio de transporte seria, posteriormente, usado como uma ´´arma´´. Sendo assim, é ´´aceitável´´ acreditar que tal situação o fez cometer suicídio.
    Para finalizar, gostaria de enfatizar a importância da conscientização humana, já que vivemos numa era de extrema competitividade financeira e perda de valores vitais para o convívio humano.
    Abraços,
    Rafaela Cirillo Barricelli.
    (LI02B-Licenciatura\RA: 200180229)

  3. José Says:

    O texto mostra que o autor associa informática à filosofia. Além de discutir o avanço tecnológico na história da humanidade. Assim fica evidente que, com metafísica ou não, o ser humano sempre fará uso de novas tecnologias, já que é impossível conter o seu avanço e outras ciências tentarão explicá-la, às vezes de um modo muito hermético.

  4. Berenice Says:

    Mesmo com a explicação que foi dada em aula, ao ler os textos fiquei confusa. Acredito que pelo que foi escrito, a tecnologia não é neutra e tem, cada ferramenta, sua finalidade. E se a usarmos da maneira que acharmos conveniente, findamos por descaracterizá-la, assim como o exemplo da TV que o professor falou em aula. Segundo Coyne, não se pode fazer uso de ferramentas sem conhecer e entender o porque de sua criação, ou estaremos fadados à completa ignorância do desenvolvimento tecnológico e, por consequência, ao mau uso das ferramentas.

  5. Gledison J. T. Rocha(Licenciatura-Sexta-feira às 17:20 horas) Says:

    Oi Professor Jarbas!
    Confesso que durante a aula, apesar de ter lido as duas resenhas, não consegui entender completamente o significado das resenhas, mas agora pude ler calmamente e acredito que compreendi a mensagem ímplicita nas 2 resenhas e comentarei o que entendi.
    Analisando as duas resenhas ficou claro que tecnologia, sociedade e história sempre caminharam juntos, desde os nossos antepassados utilizávamos ferramentas para sobrevivência, convívio em grupo(início da socialização), uso destas ferramentas para interagir com o meio, criando assim momentos na história, ou melhor na evolução sócio- histórica acompanhada da evolução dessas ferramentas a atual tecnologia.
    As resenhas faz-no refletir sobre as diferentes interpretações dada ao uso das tecnologias, isto é, se a história da humanidade mostra que estamos fadados ao desenvolvimento, então necessitamos das ferramentas tecnológicas para aquilo que o ser humano não alcance(ex.: exploração do universo)caso contrário poderemos utilizá-las de modo equivocado, podendo causar-nos um retardamento evolutivo momentâneo(ex.: guerras), pois a involução é impossível.
    O texto mostra que a humanidade sempre avançou na busca de melhoria na qualidade de vida mediada pela tecnologia, seja ela através de pesquisa, exploração de outros continentes até outros planetas, mas sempre esteve associada ao desenvolvimento tecnológico.
    Abraço,
    Gledison J. T. Rocha(Licenciatura)
    R.A: 943020565

  6. Marlene F.Profeta-LI02B Licenciatura Says:

    Bom dia, Prof. Jarbas!

    Depois da explicação que o senhor trouxe na aula, ficou mais fácil o entendimento do texto, que em si só é de dificil compreensão devido a linguagem filosófica. Comecei a entender que os objetos nascem para suprir uma necessidade e para este fim deve ser utilizado, não se deve fazer com os objetos usos indevidos e sim respeitar a sua finalidade. Assim como o ser humano em essência não se modifica através da história, as tecnologias(objetos) em essência ainda hoje, surgem a partir de uma necessidade do ser humano e funcionam como mediador entre a pessoa e o que se vai executar.

  7. Miriam (Psic/Licenciatura sexta às 19h10min.) Says:

    Olá Prof. Jarbas!

    Os textos acima expostos, e as reflexões ocorridas durante as aulas tem contribuído muito na compreensão e construção de uma nova mentalidade acerca da influência da tecnologia na vida humana. Penso que o fato de a tecnologia ser criada pelo homem não significa necessariamente que ele (o homem) tenha total controle dela. Atualmente é possível constatar que cada vez mais a sociedade se torna refém e dependentes da tecnologia, tendo em vista a criação de necessidades por parte dele (ser humano).
    A agilidade e a rapidez apesar da eficiência têm suas conseqüências para a vida humana, tendo em vista a reprodução desse mesmo recurso em atividades essências para a vida humana, como por exemplo, se alimentar… Vivemos correndo, e não sabemos o por que, sabemos apenas que temos que chegar mais rápido em casa ou no trabalho. Não seria um reflexo da tecnologia? Ou ainda, a criação de uma nova necessidade? Não sabemos.
    A partir dos textos, é possível supor que nenhuma tecnologia é neutra na vida humana. De uma forma, ou de outra somos “contaminados” por ela, o que conseqüentemente leva a modificar comportamentos e hábitos do dia a dia.
    Essa reflexão me fez lembrar muito um livro de Bauman, chamado “Amor Líquido”, em um dos capítulos Bauman fala das fragilidades das relações modernas, ele exemplifica as mudanças nos relacionamento com a chegada da internet, no qual hoje com apenas um “clique” se termina um relacionamento; ou ainda sobre a falsa e suposta sensação de controle que os aparelhos celulares desempenham na vida humana. Em minha opinião, tudo isso tem relação com a tecnologia.

    Abrçs

    Miriam Bernardino

  8. jose luiz lopes Says:

    As ferramentas são neutras (tecnologia) invenções humanas, usadas como mediações e intermédios para ações dos homens, no texto trata-se de que ferramentas não são neutras, ela são inventadas com algum tipo de intenção, e a finalidade dela esta dentro dela mesmo,ou seja so serve para aquilo que foi inventada, intenção implícita na ferramenta, ex uma faca, para cortar, matar, fim de violência.

    O uso da tecnologia não pode mais ser afastado, esta ai para ser usado queiram ou não queiram é sinal de progresso, veio para ficar.

    Evolução como idéia de mudança que não significa melhora ou piora, simplesmente mudança, avanço ou retrocesso.

    Ontologia, tradicional, visão, tradicional, o que é a realidade, frente a mudança, frente ao novo o diferente, não se constrói ciência com que esta em mudança constante, contudo o mundo ideial é um mundo imutável, porque mudança significa imperfeição, no mundo das idéias é tudo perfeito, no mundo das idéias entende-se que a ferramenta ´pe neutra porque ela não sofre nenhuma mundança, então a pessoa que usa pode dar o sentido que quizer para a ferramenta

    Tecnologia separada da historia , neutro e não sofre mudanças de acordo com o que se quer fazer com ela

    Por fim tem-se o Computador, como armazém de informação, veiculo de guardar , transformar e facilitar o transito da informação ( educação bancaria segundo Paulo freire) e o autor vê o PC como modo de comunicação ( educação dialogal, comunicação como colocar em comum, compartilhar).

  9. Dirce S. Souza Says:

    Olá, professor

    Minhas reflexões sobre os textos lidos, me levaram a pensar o cotidiano que enfrentamos diariamente na empresa em que trabalhamos.
    Trabalho em uma multinacional e o público que compõe o grupo de funcionários é altamente dependente de recursos tecnológicos em vários aspectos.
    Eu, particularmente procuro viver bem, com o mínimo possível desses recursos, até mesmo porque não tenho muita curiosidade para aprender a lidar com eles, mas trago também algumas dificuldades em decorrência dessa falta de iniciativa em aprender a lidar com os inúmeros aparelhos de que dispomos em nosso ambiente de trabalho organizacional.
    Vejo os executivos contemporâneos escravizados por computadores, Laptop’s, celulares com Internet, Palmtop’s, Ipad’s e vários outros equipamentos que fazem parte do ambiente desses colegas. Principalmente os homens e mulheres mais jovens que, invariavelmente, utilizam o facebook , twitter, MSM, etc. para otimizarem seu tempo de trabalho e produzirem mais em menos tempo. As resenhas lidas me ajudaram a pensar mais sobre as mudanças nos comportamentos (mais estresse do homem moderno), na linguagem (inúmera gírias e dialetos que surgem em salas de bate-papos), as dificuldades apresentadas pelos colegas ao escreverem e-mails internos e a falta de habilidade para resolver problemas através de reuniões, onde as trocas de diálogos e a comunicação em duas vias são essenciais.

    abraços,

  10. Daniela Miranda (Licenciatura 17h20) Says:

    Professor, não entendi muito bem as resenhas, mas vamos ao que eu entendi!!

    A tecnologia tornou-se indispensável no mundo moderno e acaba agindo como intermediário entre as pessoas e o conhecimento de modo geral (mundo). O livro de Kaptelinin e Nardi mostra como essa tecnologia pode influenciar as pessoas e questiona-se se toda essa dependencia da tecnologia é mesmo necessária, além de mostrar a origem da Teoria da atividade e algumas sugestões de usp dessa Teoria. O livro apresenta linguagem de fácil entendimento e é indicado para todos que pretendem usar a tecnologia a seu favor.

    Daniela (Licenciatura 17h20)

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