Simples e complexo: conhecimento e aprendizagem

Materiais didáticos, sejam eles livros ou objetos de aprendizagem, costumam simplificar o conhecimento. Mas, considerações sobre complexidade e simplicidade no campo epistemológico não acontecem apenas na educação. Acontecem na ciência. Sobre o assunto, há um livro precioso, Simplicity and Complexity in the Games of  Intellect. Copio aqui trecho de resenha dessa obra:

Slobodkin proposes that the best intellectual work is done as if it were a game on a simplified playing field. He supplies serious arguments for considering the role of simplification and playfulness in all of our activities. The immediate effect of his unfailingly captivating essay is to throw open a new window on the world and to refresh our perspectives on matters of the heart and mind.

Jogos de simplificação ou complexificação acontecem com grande frequência nas aventuras científicas. Ás vezes o jogo nos permite melhor entender o mundo. Ás vezes o resultado é confuso e nosso entendimento vai para o brejo.

O tema da complexificação foi objeto da introdução da fala de Alan Kay, em março de 2007, no TED. Neste post procuro repassar algumas das idéias apresentadas por Kay na ocasião. Prováveis erros e enganos são culpa minha, seja por causa do meu inglês enferrujado, seja por causa das minhas limitações para entender o pensamento do autor. O que segue tem destaque convencional de citação no WordPress. Mas não se trata de citação. Trata-se de minha versão da parte introdutória da conversa de Alan Kay no evento maior do TED em 2007.

Para considerar simplicidade e complexidade, Kay iniciou sua palestra com observações sobre nossos enganos. E, em alguns casos, gostamos de ser enganados. Vamos ao teatro para isso. Queremos ser engandos pelos atores, acreditando na história que apresentam no palco. O mesmo acontece em shows de mágica. Bons espetáculos, no caso, são aqueles que nos enganam completamente.

Ser enganado é muito divertido no mundo do espetáculo. Mas a diversão acaba quando falamos de enganos sobre nós mesmos e sobre o mundo em que vivemos.

Ilusões de ótica são um bom exemplo para constatarmos nossas tendências a enganos. No material que apresenta, Kay mostra duas mesas desenhadas em diferentes perspectivas. Elas parecem ter tampos completamente diferentes em tamanho e forma. Mas, os tampos são exatamente os mesmos. A única forma de constatar isso é medir. Melhor ainda é recortar um dos tampos e sobrepô-lo ao outro. Kay faz isso utilizando um sofisticado programa de computador. Uma amiga dele faz o mesmo com tesoura, recortando o tampo de uma das figuras. No final de sua fala sobre as duas mesas, Kay observa que praticamente ninguém consegue ver os tampos como perfeitamente equivalentes, mesmo que já tenha visto a figura algumas centenas de vezes.

Dois dias após escrever o parágrafo acima, resolvi pesquisar a ilusão de ótica (table tops) comentada por Kay. Encontrei diversas versões. Segue aqui uma delas. Para que não fique dúvida, repito a informação: os tampos de ambas as mesas tem o mesmo formato e dimensões.

Num primeiro tempo de síntese, o autor utiliza uma citação do Tamuld:

  • “Vemos as coisas não como elas são, mas como nós somos”.

Na continuação, Kay sugere relações que podem clarear um pouco mais a questão de nossos enganos intelectuais. Ele começa dizendo que a realidade é um tipo de alucinação que temos na cabeça. O autor apresenta o assunto na seguinte sequência:

  • Se o mundo não é como parece … (e) Se vemos as coisas como nós somos, então:
  • O que chamamos de realidade é uma “alucinação”, um “sonhar acordado”. Assim:
  • O simples e inteligível pode não ser simples e inteligível. E…
  • O complexo pode se tornar inteligível.
  • Conclusão: A chave é entender melhor quem somos e encontrar caminhos para superar nossas falhas.

Na continuação do roteiro, Alan Key sugere caminhos. O esquema geral desse tópico é o que segue:

  • Não podemos ver até o momento que admitimos que somos cegos.
  • Por isso:
  • É preciso estender corrigir parcialmente os “canais barulhentos” que são nosso corpo e mente. Podemos fazer isso com instrumentos em cada uma das dimensões que seguem:
  • Dimensão da percepção: telescópios, microscópios, bolometria, EMR etc.
  • Dimensão da razão: lógica, matemática, computação etc.
  • Dimensão da perspectiva: entendendo que: O mundo não é o que parece. Vemos as coisas como somos. A ciência é um processo [sempre in fieri]. Etc.

Mudar perspectivas é uma das condições para o progresso [Isso lembra Khun em sua história da ciência].

Abandonamos o simples quando queremos fazer mais. Mas, muitas vezes, mais não quer dizer mudança, novidade, maior complexidade. Pode ser apenas um amontoado caótico de elementos sem grande complexidade. Cabe aqui a metáfora da arquitetura. Para complexificar é preciso contar com designs robustos que possam combinar elementos simples de maneiras inéditas e criativas.

No processo de simplificação é preciso estar atento para o essencial. Se este desaparece na versão simplificada, a compreensão vai embora com ele [esta nota é importante para análises de materiais didáticos; estes, muitas vezes, sofrem processo de simplificação que destrói o sentido original da ciência que supostamente o aluno deveria aprender].

Resumi até aqui cerca de oito minutos da fala de Alan Kay no TED/2007. A partir de uma visão geral dos processos de simplificação/complexificação, ele  mostra, em continuação, como certas simplificações no campo da matemática podem ajudar os alunos a deduzir princípios importantes. Para tanto, exemplifica sua fala com o trabalho de uma professora que leciona para crianças de seis anos. Depois, mostra como uma proposta de simplificação sem perda de essência pode ser trabalhada com utilização de computadores.

Não resumi nem vou entrar em detalhes na segunda parte da fala do autor. Interessados poderão examiná-la no vídeo que vem a seguir.

Essas idéias de Alan Kay são muito importantes em educação. Elas não estão organizadas de modo muito sistemático, mas creio que os leitores devem ter percebido qual é o rumo. Compreender quem nós somos é importante nestes tempos de usos de muitas tecnologias. Estas últimas só nos serão úteis se respeitarem nosso modo de ser, e se nos ajudarem a superar maneiras equivocadas de ver o mundo.

Para os interessados, reproduzi em Páginas, neste Boteco, tradução que fiz em 1995 de um capítulo de Complexity and Simplicity, livro citado neste post. O capítulo traduzido examina o jogo como uma forma de ver simplicidade e complexidade na ciência e na elaboração do conhecimento. Para ver tal texto basta clicar aqui.

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38 Respostas to “Simples e complexo: conhecimento e aprendizagem”

  1. Adriana Teixeira Says:

    Nossa verdade

    Ao que parece nós percebemos “verdades” diferentes nas coisas que vemos e ouvimos. Nem sempre nossos sentidos estão aptos e bem o suficiente para enxergar a verdade de fato. Precisamos de averiguações e comprovações concretas e bem estruturadas para podermos afirmar com certeza.
    O primeiro passo para entendermos o mundo em nossa volta, assimilar e interpretar melhor o conteúdo da verdade, é entendermos e aceitarmos que somos falhos, que dependemos de nossos sentimos e que esses podem cometer erros graves. Entretanto, se adquirirmos consciência disso, teremos também uma visão sem tanta fantasia. Se dermos a nós mesmos o direito de falha, também nos tornamos mais interessados em buscar o conhecimento e entendimento daquilo que nos cerca. Afinal, até hoje o mundo é movido por interrogações, são elas que nos impulsionam a buscar entender o desconhecido.

    • jarbas Says:

      Oi Adriana,

      Obrigado pelo pronto comentário. Hoje em aula fiz apenas um pedido. Fico contente que você já tenha lido o texto e dado uma opinião muito bem estruturada. Continuaremos a conversa na próxima aula de filosofia. Abraço, Jarbas.

  2. Margarete Barbosa Says:

    Querido Jarbas,

    Sempre que venho a este Boteco
    trago o meu copo vazio.
    Então, começo a ler seus escritos
    e de pronto desconfio
    que o meu recipiente
    é muito pequeno
    para abarcar o líquido, o sólido
    e o gasoso que suas palavras
    grafadas exalam.
    Fico enebriada de tanto ler,
    de conhecer
    e de tanto procurar alargar
    minha massa cefálica
    para suas ideias compreender
    desfrutando dos vários sabores
    dos comentários de seus leitores.
    Nesse intenso alargamento,
    juro que tento
    mudar minhas perspectivas.
    São mudanças vivas
    de ordem emocional
    e intelectual.
    E é no exercício da leitura
    que encontro as essências
    simples e às vezes obscuras,
    repletas de complexidade
    daquele que escreve
    e desta leitora,
    que o lê.
    E nesse encontro,
    o meu copo antes vazio
    se enche de tal forma
    que se faz necessário
    compartilhar.

    Obrigada e um grande abraço.

    Margarete Barbosa

  3. Carla Sacrato Says:

    O fato é que só vemos o que queremos, muitas vezes vemos algo mas para nossa comodidade preferimos ignorar tal situação e viver da maneira que achamos melhor.
    É um mecanismo de defesa, ver o que é mais agradavel pra nós.
    Cada visão, cada atitude, cada opinião é consequência de uma série de fatores… As pessoas são vítimas da sociedade em que vivem, a cultura armazenada durante a vida te leva a achar que isso é certo, e aquilo errado.
    A educação tem um peso muito grande na formação das pessoas, o certo seria que as influências (seja elas quais forem: familia, escola, midia…) fossem neutras, e dessem a opção de escolha. Mostrar os inúmeros lados de cada fato, e deixar cada individuo escolher sua propria verdade.
    Nunca algo será a mesma coisa pra todos. O que precisa existir é a tolerancia de aceitar a diferença, e a humildade de admitir que todos podem errar.

    • jarbas Says:

      Oi Carla,

      Aparentemente você leva a quesetão para o campo da moral. Diz que vemos o que queremos, de acordo com nossas conveniências. Esta é uma boa linha de reflexão. Acho, porém, que a mesma tem um limite.

      Na fala do Alan Kay fica ressaltada a visão que resulta de nossa natureza. E tal visão não depende de vontades. Depende do bicho que somos nós. Por outro lado, sua observação acrescenta outra dimensão de quem somos nós, a dimensão histórico-social.
      Como é que ficamos? Não temos resposta para a questão. Mas sabemos que a “verdade” se define dentro de certos limites, os limites humanos. Reconhecê-los é um passo importante. Abraço, Jarbas.

  4. Carla Sacrato Says:

    Concordo, há limites mas acima de tudo temos o livre arbitrio. É errado pensar assim? Que temos o direito de escolha?

  5. FelIpe Bertolaccini Vergani Says:

    PrOfessor é um textO interessante,nós vemos as cOisas e percebemOs do nosso jeitO,a gente tem uma contrapartida de tudO o que a gente vê!
    Nossa visão é diferente das demais pessoas e a verdade nunca está crua e nua,não vai ser unânime,por isso nós vivemos no mundo das incertezas!

  6. Mayara Bastos de Jesus Says:

    Vivemos em uma sociedade em que a informação é fundamental. Cada um de nós temos pontos de vista, independente do assunto, diferentes se compararmos de cada, o que muitas vezes acaba sendo interpretada de um modo errado por parte das pessoas. Acho que precisa de uma certa busca por parte do indivíduo sobre tal ato e aprofundar-se mais para não trazer vários pontos de um mesmo assunto, sem deixá-lo confuso, isso o que a sociedade atual poderia tirar desta lição.

    Abraços e belíssimo trabalho no blog. 😉

  7. Bruno Simões Pereira Cabral Says:

    Cada pessoa enxerga a sua própria verdade, baseada no seu próprio ponto de vista, que tem base no seu conhecimento sobre o assunto. Trata-se principalmente de uma questão de perspectiva, como por exemplo, se ninguem provasse matematicamente que as mesas eram iguais, muita gente colocaria sua palavra em jogo acreditando serem diferentes.

  8. Marcos Basan 1ACSMRT Says:

    Se “Vemos as coisas não como elas são, mas como nós somos” então nós criamos a nossa própria realidade, e através de instrumentos da percepção e da razão percebemos a realidade, a questão está na perspectiva onde podemos interpretar várias realidades (uma para cada um de nós) o que pode ou não corresponder com o real, o dificil às vezes é mudar nossa perspectiva de mundo isso leva tempo, muito debate e a aplicação desses instrumentos (percepção, razão e perspectiva), afinal até um tempo atrás o sol girava em torno da terra que era quadrada e essa era a verdade (realidade) da época e através de novas percepções, utilizando-se da razão e mudando as perspectivas notamos o contrário, ou seja, muitas vezes somos induzidos a pensar como os outros, sem persperctivas próprias, e as vezes nem mesmo o senso comum onde muitas pessoas interpretam da mesma forma condiz com a realidade e para percebermos essa nova realidade precisamos de novos instrumentos sempre (tecnologia).

  9. Igor Rocha Machado Says:

    O ser humano tem diferentes visões uns dos outros portanto várias realidades diferentes vão se criar de modo que isso para ela é algo verdadeiro.
    Um espetáculo teatral pode dispertar emoções,não só a `enganação` porem a pessoa que vai ao local sabe que aquilo é uma encenação.
    Nós enxergamos as coisas como nos convém ,nos faz bem e feliz!.
    Igor, JO Manhã

  10. Ana Luiza Lacerda (1acsmrt) Says:

    Segundo Leloup, Escritor francês,” É no nosso corpo que carragamos a prórpia história agregada de valores” dependendo de: Onde vivemos, de que grupo social fazemos parte, etc. Todos estes fatores, entre outros, nos induz a construir o que acreditamos, ou seja, a nossa verdade.
    O nosso ego recheago de conhecimento, de conceitos e preconceitos, muitas vezes, nebula e/ou distorce a informação proposta para o ponto de vista do nosso próprio EGO.
    Por isso quando, o porfessor, Jarbas comenta segundo Alan kay. “Não podemos ver até o momento que adimitimos que somos cegos.” acredito ter se referido ao encontro da verdade segundo Sócrates.Para o pensador grego, só voltando-se para o seu interior é que homem chega a Sabedoria e se realiza como pessoa.”Homem conhece-te a ti mesmo” (Sócrates)
    Entretanto, pensar, questionar são atos que requerem naturamente um processo de mudança de valores, um processo de tranformação da imformação, mas, poucas pessoas estão dispostas ou disponiveis a sofrerem este processo.

  11. Thamires Capella Says:

    Cada uma tem a sua propria verdade, baseado na sua cultura e em seus príncipios, todos nos temos o direito de entender da maneira citada ou não, existe vezes em que a dúvida da um sentido negativo ou positivo das coisas, e isso varia o nosso proprio entendimento.

  12. Graziella Vignardi (1ACSMPP) Says:

    Na figura das mesas temos a impressão de que são diferentes, se não houvesse nada que comprovasse que temos apenas a ilusão que são diferentes e que na verdade são iguais, acreditaríamos na nossa verdade.
    É difícil falar em verdade, pois cada pessoa tem suas visões e opiniões diferentes. Para chegar a uma verdade absoluta, seria necessário adquirir diferentes opiniões e absorver o conteúdo de cada uma para assim, obter um senso comum.

  13. Daiana F Vazquez (1ACSMPP) Says:

    De acordo com o texto sugerido, podemos dizer que enxergamos a situação da forma que acharmos mais conveniente. Ou seja temos nossas opiniões formadas e ponto final, é o que achamos que seja , ate que nos provem ao contrário!
    É bem por ai, mais tambem não posso generalizar!
    Existem coisas que aos nossos olhos são inquestináveis, ja a figura das mesas é de parar é pensar!
    Eu quando olhei jurei que eram de tamanhos diferentes, ate medir pra saber que realmente são exatamente de tamanhos iguais!
    Enfim temos nossas “raizes de verdades” que assim prefiro chamar.
    É interessante jamais deixar que elas cresçam e se alastrem como uma erva daninha! Afinal nem sempre a “verdade complexa” é melhor vista do que uma “simples verdade”.
    O propósito de algo simplificado é para uma questão, de facil assimilação da imagem ou assunto especifico!
    Já o complexo nós faz analisar aquilo que é proposto.formarmos uma opinião, seja ela verdade cientifica que é a que nos comprova, ou a verdade que criamos em nossas mentes.
    Concluindo , texto muito interessante gostei muito!!

  14. Rafael Regis Says:

    O homem já nasce com esse hábito de entender as coisas da forma que lhe é convenicente. Não existe uma única verdade, mas sim a verdade de cada um. Sendo assim o homem busca incessantemente uma forma de enxergar o mundo de uma forma mais ampla, não levando em consideração apenas a verdade que ele acredita, sendo preciso analisar possibilidades, fatos, etc. Mas essa missão parece ser cada vez mais interminável e complexa.

  15. Amanda Gomes Rodrigues Says:

    Eu adorei o debate que o texto prolonga.
    Na verdade é interessante pensar que cada indivíduo tem a sua realidade formada na sua mente,como a maioria das discussões,
    sempre a razão é procurada e não interpretada.
    A questão genial das mesas de dimensões diferentes,tem muitos significados o que mais se sobressai na minha opinião é o fato da observação e análise,cada ponto de vista,as influências que traz
    até a sua conclusão.
    Se percebemos ,tudo se relaciona ao conhecimento e a aprendizagem
    que buscamos na ciência.

  16. Vinicius Leme De Faria Says:

    O texto é super interessante.
    Realmente a “verdade” é um tema muito complicado, já que cada pessoa a enxerga de uma maneira diferente. Em uma das definições do dicionário está escrito: “Conformidade com o real”… Porem como cada um tem uma definição diferente para com a realidade, crenças, culturas, princípios; é complicado chegar a um senso comum. Enfim mas como ninguém é dono da verdade mesmo, cabe a cada individuo viver a vida do melhor jeito possível, sendo as suas “verdades” verdadeiras ou não.
    (A ilusão com as mesas é muito legal também).

  17. Giulia Potomati Says:

    A realidade é algo que difere de pessoa para pessoa.Cada um tem seu modo de pensar, suas crenças, seus costumes, e sendo assim, aquilo que é real pra um pode não ser para outro.
    As pessoas enxergam as coisas do modo que é interessante para elas, se tornando cegas em relação a outras perspectivas, enxergando desse modo, só aquilo que lhes convém.É exatamente por este motivo que o simples e inteligível pode não ser tão simples e inteligível assim,e a verdade acaba tendo várias faces. O correto seria que mantivéssemos a nossa verdade, mas procurássemos também entender e respeitar a verdade de cada um, tornando nosso pensamento aberto a novas idéias!

  18. Janaína Ribeiro Says:

    Nossa visão de mundo é estabelecida pouco depois que entramos num universo em que as ideias que carregaremos nos próximos anos são estabelecidas por terceiros. Há décadas a mídia, no geral, nos impõe pensamentos.
    Antes de termos opiniões, incontavelmente pensadas, sobre aspectos do cotidianos, elas são propostas, de maneiras que acabamos não percebendo, e agregamos essas ideias à nossa personalidade.
    A verdade do mundo começa a ser clareada a partir do momento em que clareamos também nossa visão para coisas rotineiras que muitas vezes parecem não ter importância. Detalhes que podem mudar muita coisa em se tratando de comportamento e visão de mundo.
    As trivialidades são ignoradas e as nossas verdades se esvaem por conta disso. Não há aprofundamento, curiosidade… apenas aceitamos.

  19. Milton Mamani Says:

    “Nem tudo é o que parece”…uma simples frase diz tudo,Alan Kay fez uma explicaçao simples e objetiva de que o preto que vemos na verdade é branco,o quadrado que vemos é um circulo,nos vemos a verdade das coisas como nos convém,a verdade que me agrada pode desagradas a pessoas alheias,ou seja cada um tem a sua forma de entender a verdade,afinal a verdade não está nos homens,mas sim entre eles!!!!,adiós maestro Jarbas,un abrazo…

  20. Laís Chagas da Costa (1ACSMJO) Says:

    De acordo com o texto, a visão que temos do mundo é à partir da nossa perspectiva, do nosso ponto de vista. É correto dizer que a realidade é uma alucinação, já que a visão que eu quero e tenho do mundo é diferente de outras pessoas. A analise de cada pessoa sobre o mundo envolve diferentes tipos de aprendizagem, mas sempre tendo em foco a ciência. Um exemplo já citado, mas que expressa bem o que está sendo discutido, é a peça de teatro. A história apresentada é vista de diferentes maneiras, assim cada um interpretando a peça de diferentes maneiras e explicando-a de diferentes pontos de vistas. Poderíamos então dizer que cada um faz seu mundo.

  21. Flávio de Matteis Grom Says:

    O ser humano teve de se adaptar a este fato de que cada um possui uma percepção diferente para cada tipo de assunto. E tentam estipular “padrões” para fazer com que as pessoas tenham uma persepção pré-formada já das coisas. Isso tecnicamente ajudou o mundo a fazer com que as pessoas encontrem um ideal e possam se organizar. Porém, isso desfavorece as pessoas quando as fazem deixar de refletir sobre algo, no caso algo que tenha uma “pré-percepção” que já entrou para o senso comum.
    Neste post, uma simples imagem (table tops) faz com que as pessoas se forcem a tentar ver algo que para elas não está ali e exercitem mas a sua “cegueira”. Talvez a persepção de cada pessoas esteja no produto final de uma simplificação de algo feita por si mesma.

  22. Bárbara Campachi (1ACSMPP) Says:

    Apartir do texto, pude compreender que o conhecimento e a aprendizagem estão sempre entre o simples e o complexo. Algumas vezes pode ser o simples que irá transmitir a mensagem de forma clara e objetiva e da mesma forma muitas vezes será o modo complexo que irá transmitir informações mais aprofundadas. No meu ponto de vista, o simples pode nos trazer o conhecimento e o complexo a aprendizagem. Em relação á percepção das coisas ao nosso redor, concordo plenamente com a frase: “Vemos as coisas não como elas são, mas como nós somos”. Sempre interpretamos todas as situações de acordo com o nosso olhar crítico, obtendo nossas conclusões, precipitadas e nem sempre a correta.

  23. Ingrid Koga (1acsmrt) Says:

    As pessoas,por possuirem culturas diferentes,estão fadadas a pensarem de modos distintos.Portanto,cada um considera a realidade de acordo com o que quer ver,com o que deseja a si mesmo.
    O que nos leva a perceber que não existe uma verdade,não existe uma realidade,mas,sim,a verdade e a realidade de cada ser.
    A ciência,a tecnologia e novas pesquisas mostram-nos uma verdade geral,uma verdade que tende a tornar-se única,a fim de que todos sigamos algo pronto e simplificado ao invés de pensarmos,refletirmos e concluirmos.

  24. Gustavo C. Lorenzon (1ACSMPP) Says:

    Simples é usar nossas ideias ou crenças como forma de concretizar uma verdade, por meio daquilo na qual acreditamos ou somos induzidos por um conceito pré estabelecido.Já o complexo, nos faz obrigados a pensar que a algo além da nossa compreensão ou conceito, que há amplas verdades ou julgamentos para definição de tal ação.Portanto, o conhecimento passa-se a algo de fundamental importância para que nos possamos chegar ao consenso comum, respeitando aspectos e definições para a conclusão da ´´verdade“.

  25. Adrien César Says:

    A nossa “verdade” é totalmente diferente da “verdade” dos outros. Para nós uma verdade já basta, para os outros, só uma pode ser insuficiente. Consideramos complexo pensar num tipo de verdade que todos possam definir como a verdade ideal, a verdade unica. Para todos que seguem uma religião, a “verdade unica” é Deus, para os cientistas a “verdade unica” é a razão, a lógica. É simples não discutir sobre esses tipos de assunto: religião, política. Mas se não discutirmos como chegar num senso comum? Como chegar numa verdade mais próxima de ser aceitada por todos? Todo mundo ver o que quer, sem se preocupar com o que o outro vê, talvez esse seja o empecilho para chegarmos a utopia de paz mundial…

  26. Cesar de Almeida Carvalho Says:

    À partir do texto, pode-se entender que uma coisa qualquer pode ter um formato específico, mas pode ser enxergada de diferentes formas, dependendo da pessoa que a observa e da perspectiva na qual esta se encontra. Assim, será uma tarefa essencialmente impossível enxergar as coisas como elas são, ao invés de como nós achamos que são (de acordo com nossos próprios desejos, ainda que subconscientemente), sem antes compreender que algo pode ser interpretado de diversas outras maneiras, dependendo do ponto-de-vista sob o qual se enxerga.

  27. Laís Bandeira Leal (1ACSMPP) Says:

    Os acontecimentos podem ser julgados de diversas maneiras, e o que influi de forma direta para essa conclusão (muitas vezes precipitada) pode ser o estado emocional, a visão dos fatos (influência de nossa educação, passada de pai para filho), ou simplismente um pré-julgamento de algo que talvez não conhecemos a fundo (senso comum). Nossos comentários e opiniões são “armas” poderosas, tanto ao nosso favor quanto contra; por conta disso o indivíduo tem que ter muita cautela ao expor o que pensa, e se de fato aquilo é verídico.

  28. Tamires Luiza Boldarim Says:

    A dimensão perspectiva vai da ideologia de cada pessoa. Eu não acredito em tudo que vejo e prefiro não criar espectativas a partir do que as pessoas me passam e no que eu gostaria que fosse verdade. É muito dificil eu confiar e acreditar plenamente em alguém já que hoje em dia a sociedade está muito individualista. Mas o complicado é: Como sabemos que ‘aquela’ pessoa diz a verdade ou se ‘aquilo’ é verdade? Existe um certo ‘conflito’ entre escolher seguir o coração ou a cabeça.

  29. Giselle ribeiro- 1ACSMJO Says:

    Através desse texto pude perceber que a verdade é um “mistério”, pois cada um possui uma visão totalmente diferente da verdade. Eu posso acreditar em algo e outra pessoa pode não acreditar e por ai vai… vivemos em busca da realidade, mas como disse Alan Key:”Não podemos ver até o momento que admitimos que somos cegos.”
    A nossa visão anda concentrada somente naquilo que podemos observar e comprovar, mas creio que não é só isso. Temos que abrir nossas mentes a procura do novo, da descoberta e saber perguntar do porque as coisas são desse jeito e não daquele sem existir o conformismo.

  30. Raphaella Sad PP Says:

    O que acontece é que só acreditamos no que queremos acreditar, só vemos o que é bonito aos olhos e às vezes deixamos o que realmente é real pra trás. Funciona como autodefesa, vemos o que nos agrada e estamos cômodos a isso.
    Nós criamos a nossa própria realidade e por meio de instrumentos da percepção e da razão percebemos a realidade, a questão está na perspectiva, onde interpretamos varias realidades distintas.
    Cada um de nós tem pontos de vista diferente, como por exemplo, se não fosse comprovado que as mesas são de tamanhos idênticos, geraria um conflito de opiniões sobre o assunto, uma simples imagem com um valor grande que faz com que as pessoas se forcem a enxergar uma coisa ale do seu campo de visão e exercitem sua capacidade de entendimento.

  31. Suellen de Arruda Silva (1MCSNJO) Says:

    Ao ler o texto pude concluir que a verdade sobre algo pode ou não existir, depende do ponto de vista de cada pessoa; talvez eu veja algo e acredite plenamente que é real, mas outra pessoa, vendo o mesmo, discorde plenamente da minha opnião. Então, vemos que opiniões sobre a verdade divergem de pessoa para pessoa, dependendo da natureza e limites de cada um.

  32. Renan Claudino Villalon Says:

    Analisando as Idéias de Alan Kay;

    Com o Mundo em constante atualização, conhecimentos novos sendo buscados, tecnologias avançando com tremenda rapidez, tudo isso nos remete a pensarmos e repensarmos em quem somos verdadeiramente… Por quê?
    Segundo Kay, vemos as coisas não como elas são, mas como nós somos, então a verdade, sempre considerada subjetiva é explicada nesta pequena, porém de certo modo polêmica frase, onde percebemos sermos enganados por nós mesmos, por nossas certezas erradas. Entretanto, a partir do momento em que “acordamos” para tal fato, sabendo que somos falhos e não podemos obter a verdade apenas por nossas próprias considerações, começamos a usar de métodos específicos de estudos para realmente nos depararmos com a verdade, e para provar tal estudo epistemológico, Kay usa de um exemplo bem didático como exemplificação, a imagem de duas mesas, que, embora pareçam ter seus tampos de diferentes formatos, são exatamente iguais, apenas estão em posições diferentes, portanto, temos um exemplo claro de que nosso cérebro nos engana e para termos uma clareza maior das coisas precisamos usar de outros métodos além da primeira impressão que obtemos! Para provar a igualdade dos dois tampos, ele usa de um recurso matemático, mostrando assim que está correta sua afirmação. Portanto, só podemos ter certeza das coisas após termos o pensamento humilde de analisarmos o que pensamos com o que realmente está a nossa frente!
    Assim, torna-se claro a frase de Kay: “Não podemos ver até o momento que admitirmos que somos cegos.”

  33. Katia Caprioli - ( 1ACSMPP ) Says:

    A partit do texto é possivel chegar a conclusão que não existe verdade completa, tudo sofre influência de acordo com as experiências de cada pessoa, sempre vemos as coisas como queremos que eles sejam,cada um vê a verdae que lhe é mais favoravel , ou vemos e absorvemos apenas o que nos interessa, ou até mesmo lemos uma situação de acrodo com os conehcimentos que temos, ou seja nada, é relamente verdade, sempre vai possuir um pedaço de quem contou.

  34. Gabriela (1ACSMRT) Says:

    “Vemos as coisas não como elas são, mas como nós somos”. achei essa frase bem interessante, pois cada pessoa ve e acredita em uma coisa diferente. Acreditamos nas coisas que são mais ‘comodas’ e interessantes para nós. Cada pessoa tem um ponto de vista diferente e acredita na sua verdade que nem sempre é o que as outras pessoas acreditam e que nao as agradam. Cada um tem uma forma de entender e acreditar em cada verdade.

  35. Jéssica Novaes ( 1ACSMPP ) Says:

    A verdade é vista por cada um como o convém não existe verdade absoluta.Pois afinal o que é verdade?
    Para algumas pessoas são fatos rotineiros que acontecem em nosso dia-a-dia e o relatamos,para outras é a visão intimista de cada um a verdade pode ser associada a ilusão de optica apresentada acima,porque mesmo vendo duas mesas maiores uma da outra,pode se provar que as duas tem o mesmo tamanho,enfim só relatamos o que nos é de comum ver a verdade de cada um.

  36. Guilherme Vieira Santos - 1ACSMPP Says:

    Desde pequenos a nossa verdade vem sendo estruturada e construída conforme aprendemos as coisas que vimos ou ouvimos, de forma que o mundo não seja formado por pessoas de uma mesma opinião, crença, religião e etc. e sim de um variado conjunto de verdades ou não verdades, ou seja, a ‘verdade’ que é nos mostrada iremos usá-la durante nossa vida toda. Um exemplo de suposta discussão de verdades – que não pode se citar que seria uma discussão – seria as guerras que acontecem pelo mundo. As pessoas usam e defende aquilo que acreditam até o fim, e lutam até a ‘morte’ defendendo sua verdade.

    Entretanto, muitos de nós acreditamos naquilo que nos interessa e que seja compatível naquilo que nós cremos, sendo assim as opiniões serão diferentes ou iguais em determinados assuntos. Pode se falar que nossa opinião, tende ser mudada em determinado assunto, mas claro não fugindo naquilo que dizemos que é nossa ‘verdade’.

    O mundo é uma grande ‘bola’ de opiniões diferentes, ou seja, devemos respeitar as diferentes opiniões e verdades existentes a nossa volta, acreditar naquilo que devemos crer que é certo, e usarmos na nossa vida de forma correta. Neste mundo globalizado que vivemos, e a evolução constante de tudo, o respeito pelas verdades e opiniões é essencial para uma sociedade mais justa, o constante desenvolvimento global mostra que tudo que acreditamos deve ser vista de forma coerente na vista do próximo, seja a busca do conhecimento, aprendendo a dividir com o ser humano aquilo que conhecemos como ‘verdade’.

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