Como ser um bom professor

Acabo de ver uma indicação interessante feita pelo tuiteiro @MarioAsselin. Mario sugere leitura de uma nota sobre professores escrita por um jovem canadense. O texto apareceu no blog Bonne Lecture. Não consegui ver o nome do jovem blogueiro. Soube apenas que ele se define como jornalista, pensador, filósofo. É muito titulo para qualquer escrevente. Mas a gente pode dar um desconto por conta de entusiasmos juvenis. Importa mais o que o menino escreveu. Importa a recomendação do Mario.

Não sei se concordo com tudo que o moço escreve. Mas é bom saber o que pensam os não professores sobre o ofício de ensinar. Por isso resolvi divulgar texto em pauta.

Meu francês não é grande coisa. Mesmo assim, tentei uma tradução da matéria que segue aqui com certa dose de interpretação:

O Professor Perfeito

Tenho pouca experiência em ensino Por observação e muitas vezes por imitação acabo compreendendo o assunto. Há cerca de um ano escrevi: “Em resumo, nós os jovens queremos apenas uma coisa: ajudá-los a ensinar melhor.” (Retirado de un de mes textes para o simpósio “Ensemble nous innovons“, organizado pelo CTREQ). É o que faço hoje.

Deixemos as coisas claras: aqui, “perfeito” não quer dizer “sem defeito”, mas, acima de tudo, “o que também é possível”.  Falemos então de “O melhor ensino possível”. Começo com uma das minhas citações preferidas sobre o tema:

O professor mediocre fala. O bom  professor explica. O professor mais competente demonstra. O grande professor inspira.” – William Arthur Ward

E há outra citação que, a meu ver, completa esta primeira:

Educação não é encher um balde, mas acender um fogo” – William Butler Yeats

A lembrança mais importante é a de que “a melhor maneira de ensinar é a de proporcionar aos alunos o gosto de aprender. ”Uma vez que isso acontece, a única coisa necessária é alimentar o fogo.” Uma vez estabelecido o princípio, vamos ao como.

Há três qualidades que permitem que o professor inspire os alunos: a amabilidade, a credibilidade e a erudição (erudição aqui rima com “conhecimentos gerais” e “saberia”). A amabilidade depende da capacidade que o ensinante tem de simpatizar-se com os alunos. Já me disseram que a aprendizagem em parte acontece por causa do desejo de agradar aquele que nos ensina. A credibilidade engloba de tudo um pouco: capacidade de gerir os tempos de aula, capacidade de manter certa ordem na classe, profissionalismo etc. Um professor sem cara de professor não inspira nem autoridade, nem respeito. Finalmente, falemos da erudição. Ela transparece nos conhecimentos que o professor revela nos seguintes planos: na matéria ensinada (evidentemente), nos métodos de ensino (tanto os velhos quanto os novos), na percepção da  realidade daqueles que ensina, na atualidade, etc.

Um professor que possui cada uma destas qualidades e que procura melhorá-las no seu ofício é um ensinante perfeito.

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Uma resposta to “Como ser um bom professor”

  1. Palavra de quem não é professor « Educajam’s Weblog Says:

    […] achei pertinente reproduzir aqui a tradução que o professor Jarbas Novelino, do delicioso Boteco Escola, fez de uma nota que um jovem canadense  sobre a profissão dos […]

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