Tecnologia: impactos no trabalho

No final de 2005 tive, via e-mails, uma conversa com o educador Mike Rose. Toda a nossa prosa tinha por objetivo a publicação de uma entrevista cujo assunto principal era educação e trabalho. Rose é autor de um livro indispensável sobre o assunto, The Mind at Work, traduzido para o português pela Editora Senac.sp com o título O Saber no Trabalho (com prefácio do propietário deste estabelecimento).

Depois de alguns preliminares, chegamos a um roteiro de questões. Elaborei as ditas cujas no meu inglês enferrujado e mandei para o Mike. Ele respondeu e comentou minhas indagações com muita paciência e cooperação. O resultado final foi traduzido e editado para caber no espaço reservado pela revista Senac.sp. Muito do que o Mike disse teve de ser reduzido. No processo, acho que perdemos alguma coisa. Mas é assim que funciona a publicação em espaços com centimetragem comprometida.

O primeiro item de nossa conversa girou em torno dos impactos negativos e positivos das novas tecnologias sobre o trabalho. Essa é uma questão importante para educadores, pois como diz Neil Postman “a tecnologia dá; a tecnologia tira…”. Nem tudo são flores no processo. Ao mesmo tempo, algumas mudanças são promissoras. Mas , vamos logo ao que interessa: o primeiro item da minha prosa com o Mike. Ele segue aqui em inglês. Ando sem tempo para aventuras de tradução.

_ [Jarbas] In many areas, working activities are becoming less complex than they used to be in the past because new technologies transfer work intelligence to machines and systems.With this tendency being the rule on work organization, you think jobs will loose content, intelligence?

_ [Mike] Yes, it’s true. As you say, “new technologies transfer work intelligence to machines and systems.” But, of course, this is not a recent phenomenon. Mass production brought with it the “deskilling” of many manufacturing jobs. In some instances, this trend gave rise to other skilled work — repairing assembly line machinery, for example — but overall the tendency you describe has led to a significant change in the nature of many kinds of blue-collar and service work.

What is interesting to me about our time is that along with this deskilling of work there is also the call in some industries for more skilled front-line workers who can solve problems, troubleshoot, be literate and mathematically competent, etc. There is debate among economists and sociologists as to how accurate and widespread this demand is for a, so-called, new kind of worker, but let’s assume that some demand exists in some businesses and industries. If that’s the case, then we have two contradictory forces at play in the way work is organized today: a deskilling on the one hand and a return to skill on the other.

One big question for educators, I think, is how can they not only respond to the second trend but figure out how to advance it—advance it through advocacy, involvement in policy debates, the mobilizing of their professional organizations, and so on. Do we have a role to play in these broader societal discussions about the way work is organized and the training for it? How might we add our voices in advocating the economic and social benefits of treating workers as intelligent beings and work as the occasion for human development as well as for earning a salary.

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