Orgulho Docente

‘Sou professor” hoje soa como “sou culpado”. Não temos orgulho docente. Aceitamos, sem criticar, o papel de figurantes que a Escola Nova foi nos atribuindo na medida em que se tornou o modo hegemônico de ver educação. Está na hora de inaugurar um movimento na direção contrária. Sugiro um mote para tanto:

ORGULHO DOCENTE


Se tivermos orgulho do ofício, não precisaremos pedir desculpas por a para ensinar. E poderemos conjugar esse verbo na primeira pessoa do indicativo, com segurança, com confiança, com certeza de que ensino é uma prática social importante. Para começo de conversa sobre isso, sugiro leitura de um texto de Stéphane Laporte. Para quem não quer dar-se ao trabalho de ir até o artigo completo, reproduzo aqui as idéias centrais.

Je me demande à quel point les profs sont conscients que l’école c’est eux. Ce sont eux les stars. Ils sont les Guy A. Lepage, Julie Snyder, Marc Labrèche, Louis-José Houde de leur matière. Ce sont eux qui l’animent. Ce sont eux qui y donnent vie. Qui rendent ça intéressant ou ennuyant. Qui partagent leur passion. Si le prof est sur le pilote automatique, le cours va crasher, c’est sûr. Mais si le prof fait de la haute voltige à la Luchini, en récitant des vers ou en déclamant ses dictées, les élèves seront au septième ciel. Bien sûr, personne n’est condamné à être génial. Les profs sont comme les sportifs, les politiciens, les plombiers, les chroniqueurs, ils font ce qu’ils peuvent avec ce qu’ils ont.

Mais on ne devient pas cuisinier si on n’aime pas manger. Alors on ne devient pas professeur si on n’aime pas enseigner. Si on n’aime pas donner un cours. Donner une représentation. Pas besoin que le cours de physique devienne un spectacle du Cirque du Soleil, il faut juste que les élèves sentent que leur maître trippe sur la matière. Ça prend de l’entrain. De l’enthousiasme.

Combien d’heures j’ai passé à dessiner des bonshommes dans mon cahier parce que le prof lisait ses notes sans lever les yeux. Monotone. Fatigué. Résigné. Le courant ne passait pas parce que le prof était en panne. D’inspiration. Il n’y a qu’une seule façon d’apprendre, c’est en aimant. Si on ne fait pas aimer aux élèves ce qu’on leur demande de retenir, ils ne s’en souviendront jamais. L’indifférence n’a pas de mémoire.

Si j’aime autant écrire, c’est beaucoup à cause de Mme Lamoureux au primaire, M. Saint-Germain au secondaire et de M. Parent au cégep. Des profs qui l’avaient. Ce n’était pas des bouffons. Oh que non. Mais leur vocation était sincère et bien visible. Car c’est de cela que l’on parle. Tenir assis sur des sièges une trentaine de ti-culs pendant toute une journée, faut le faire. Même les parents ont de la misère à captiver leurs enfants durant un week-end. Imaginez durant une semaine, des étrangers se relayent pour essayer de transmettre connaissances, culture et savoir-vivre à un auditoire qui ne rêve qu’aux vacances de Noël. Faut le faire.

Et il n’y a qu’une seule façon de le faire. Pour intéresser, il faut être intéressant. Bien sûr, il y aura toujours des cancres qui resteront insensibles à un cours d’anglais même si c’était Angelina Jolie ou Brad Pitt (c’est selon) qui l’enseignait. Mais la grande majorité des élèves ne demandent pas mieux que d’embarquer. Encore faut-il que le monsieur ou la dame en avant veuille les mener plus loin que la fin du cours. Plus loin que la charge de travail imposée.

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Uma resposta to “Orgulho Docente”

  1. ana granado Says:

    Olá professor Jarbas! Achei interessante sua colocação. Não faz muito tempo, um professor sentia orgulho de sua profissão. Hoje, trabalhando em escola pública e convivendo com tantos, vejo que se dizem professores carregados de uma auto piedade gritante. A maioria deles entram pela porta da escola com uma grande expressão de desânimo. Parecem que estão indo pra forca e não para uma sala de aula onde estão a sua espera 40 ou 45 alunos. Talvez seja esse o problema. o fato de não saberem o que fazer com esse montante de alunos, tendo como recurso apenas uma lousa e um pedaço de giz. Nos dias de hoje é quase impossível prender a atenção desses alunos, com tão poucos recursos, por mais criativo e competente que seja o professor. São poucos, que ao passar pelos corredores da escola, percebo que conseguem tamanho milagre. A maioria das escolas públicas não estão equipadas para acompanhar o desenvolvimento da comunidade estudantil, e a maioria dos professores não se mostram muito dispostos a lutar por maiores recursos, por uma educação de qualidade. Culpo por parte a política do governo para o funcionalismo público. Muitos professores estão cansados, e se fosse por sua vontade deixariam as salas de aula, mas não lhes dão alternativa. Ou se aposentam na profissão, ou saem de mãos abanando, tendo que começar do zero novamente, por não serem contratados pelo regime da CLT e não receberem o fundo de garantia. Acho isso um absurdo , porque ficam presos a um sistema, no qual já não produzem e tiram o emprego daqueles que estão iniciando a carreira e poderiam promover algumas mudanças nas escolas.

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