Internet e Liberdade

Em post passado indiquei vídeo com fala de Edgar Morin Em intervenção no Sommet Mondial sur la Societé de L’Information, o filósofo analisa as relações entre informação, comunicação e conhecimento. Como sempre, o velhinho encontra faces interessantes em assuntos sobre os quais a gente achava que já sabia tudo, levantando lebres que o nosso senso comum não percebe.

Como a maioria dos frequentadores deste Boteco não entende francês, convoquei minha filha, Tais, que está passando uma temporada em Paris, para nos brindar com tradução da fala de Morin. O texto acaba de chegar e já está publicado em Páginas com o título   Edgar Morin e Internet. Há muita coisa na fala de Morin que merece conversa. Pretendo destacar pontos da citada fala em futuros posts. Por enquanto chamo atenção para  alerta do filósofo  sobre a necessidade de  uma Internet livre.

Morin fez uma intervenção de improviso. O texto publicado aqui é registro de uma fala. Tem algumas repetições e construções meio estranhas. Poderia ser melhorado com um pequeno copydesk. Mas resolvi deixar as coisas com estão. Assim, os interessados poderão ter contato com a fala autêntica que aparece no vídeo do velhinho.

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Uma resposta to “Internet e Liberdade”

  1. margaretebarbosa Says:

    Caro Jarbas,

    Antes de qualquer coisa, quero agradecer a gentileza de sua filha de fazer uma tradução da fala do Morin. Para mim, foi muito importante, pois como não sei a língua francesa, fiquei “a ver navios” sem saber o conteúdo da fala. Agora já dá até para começar a pensar alguma coisa. Achei muito interessante o conteúdo da fala do Edgar Morin porque me fez pensar sobre assuntos que eu não dava importância, mas que são muito mais relevantes do que se possa imaginar. Na fala dele alguns pontos me chamaram a atenção: O primeiro ponto é quando ele diz que “a informação sozinha é apenas ruído”, e penso que não é só na internet, mas também nas nossas relações pessoais, de uma maneira geral, existe muito ‘ruído’ em nossa comunicação, dificultando o sentido e a compreensão, e até mesmo o respeito com o outro, em mim e externo a mim. Outro ponto que me chamou a atenção é quando Morin nos lembra que “estamos numa sociedade de conhecimentos separados que nós devemos, talvez, religar.” Ele diz: ‘sociedade de conhecimentos’ e não ‘sociedade do conhecimento’, o que me parece ser bem diferente uma expressão da outra.E para eu emitir qualquer opinião preciso de conteúdos específicos para entrar nesse tipo de discussão. Espero um dia poder conversar contigo a respeito. Porém, de tudo o que foi exposto, pude compreender que precisamos utilizar bem o que a internet oferece para compartilhar os ‘bens cognitivos comuns’ de forma a rehumanizarmo-nos e rehumanizar nossa civilização, como propõe Morin. Será que é isso mesmo?
    Um super abraço!

    Margarete Barbosa

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