Informações na Web: o que podemos perder?

Pesquise na Internet, este é o mote que muita gente julga ser signo de um novo tempo. Um tempo mais moderno. Um tempo mais inteligente. Um tempo sem decorebas.  E por aí vai. Desconfio de tanto otimismo. E tenho boa companhia, uma delas é a de Alan Kay que, muito antes da Web dominar o cenário informativo do planeta, temia que os consumidores de informação  ignorassem o que estavam consumindo.

Comecei a discutir a questão num comentário feito no blog da Miriam Salles. Ela resolveu promover meu comentário a post. O que escrevi é um início de conversa. Acho que tenho alguma certeza quanto a rumos. Mas nada sei quanto a detalhes da viagem. Gostaria conhecer opiniões dos amigos da bogosfera. Para tanto sugiro visita ao que ficou escrito lá no espaço da Miriam.

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6 Respostas to “Informações na Web: o que podemos perder?”

  1. Roseane Soares Says:

    Olá, Jarbas!
    Novamente você traz à luz temas que precisam ser pensados, discutidos, vistos e revistos… Não vou necessariamente comentar sobre o que li, mas vou mostrar minha indignação… Eu, como estudante de licenciatura, desejo muito formar alunos conscientes sobre temas como este, pois creio que só assim teremos adultos pensadores e críticos. Infelizmente vejo muito no ambiente da universidade os alunos fazendo exatamente isso: corte-e-cola, ou melhor, fazendo trabalhos sem noção do que estão entregando. É difícil “culpar” as pobres crianças por fazerem isso quando vejo adultos fazendo…
    É isso.
    Abraços. Rose

  2. Michelle 2º AEANAC USJT Says:

    Informação há algum tempo era sinônimo de status. Aquele que tinha acesso à ela era considerado superior aos demais por se diferenciar da maioria.

    Hoje, com a facilidade do acesso, inverteu-se os valores. A banalização da informação trouxe uma nova forma de pensar. É a sociedade do “Como assim, você não soube disso”?

    Cada vez mais a tolerância à espera diminui e a ansiedade aumenta em relação à aquisição de novas informações, o que causa um furor coletivo na busca por fatos.

    Contudo essa busca não é a mesma dos colegas enciclopedistas do século XIX – eles também cheios de vontade de saber mais. Hoje, esperamos que a informação nos caia no colo, ou melhor, nos apareça numa tela ao clicar de um botão – e é esse o problema.

    O mal-estar da nosa época não é a fúria pelo novo, isso inclusive é um bom aspecto. A questão maior é o desgosto pelo trabalho, pela concentração, pelo afinco, enfim, pela pesquisa.

    O CTRL C CTRL V nosso de cada dia que o diga! Nunca se copiou tanta informação. A impressão que dá é que lemos uma infinidade de mesmices a cada vez que ligamos o computador.

    A missão agora não é prover informação nova, é instigar a galera a pesquisá-la.

  3. Tati Martins Says:

    Olá, professor!
    Vim aqui mais uma vez agradecer a sua indicação para eu ser entrevista pela Carta na escola. A revista de maio, online, acabou de entrar no ar. Gostei do artigo. Já postei tudo em meu blog. Ficaria honrada com a sua visita.
    Um beijinho,
    Tati

  4. Julia Lordello Says:

    Jarbas,
    Descobri seu blog através de uma matéria no site do jornal Gazeta do Povo e tomei a liberdade de deixar esse comentário porque seu espaço fala sobre o uso de blogs em educação.
    Não sou professora, sou jornalista, mas tenho um blog chamado “365 Dias que Acalmaram o Mundo” (www.365diasqueacalmaramomundo.zip.net) que é um projeto que
    todo dia pesquiso uma notícia boa que saiu em algum veículo de comunicação.
    Todo dia tem uma notícia boa do mundo, toda semana tem um resumo do que passou, quinzenalmente temos como convidado uma pessoa pública dando uma sugestão para um mundo melhor e todo mês uma entrevista com uma pessoa que já faz a sua parte, nos contando o seu projeto pessoal. Das pessoas que deram sugestões e entrevistas, já foram postadas, Adriana Falcão, Dira Paes, Lucio Mauro Filho, Lucinha Araújo, entre outros.
    Esse blog, na verdade, faz parte de um projeto sério que tem como objetivo ajudar a conscientização para um mundo melhor.
    Estou escrevendo isso aqui porque a pouco tempo soube que uma professora de arte-educação está usando o meu blog em sala de aula.
    Ela propõe que os alunos procurem também notícias boas nos veículos de comunicação, leva as notícias que eu publico, e trabalha com eles alguns textos que escrevo como resumo.
    Enfim, fico muito feliz de saber que meu projeto está sendo usado para educar e fazer algumas pessoas pensarem. É exatamente isso que quero com a minha profissão.
    Um abraço, parabéns pelo seu blog e espero você lá no 365 Dias que Acalmaram o Mundo.

  5. Juliana Lima Says:

    Olá, Jarbas!
    Adorei esse post e o seu comentário no outro blog, pois creio que seus argumentos tem tudo à ver.

    Como aluna devo admitir que atualmente é difícil não cair em tentação no chamado “ctrl+c ctrl+v”, afinal de contas, essa é uma discussão cultural, política e até econômica, pois muitos estudantes acordam cedo para trabalhar e vão do trabalho para a faculdade / escola e chegam em casa em por volta da meia-noite, ou seja, dormem mal, comem mal, não possuem tempo para se dedicar aos estudos e consequentemente, copia tudo do Sr. Google.

    Às vezes eu não gostaria de fazer isso, mas não tenho opção, visto que além dos professores indicarem vários trabalhos, alguns exigem até quantidade de folhas que eles devem conter.

    Peraí, pesquisar é preciso e necessário, mas e as minhas aulas de coesão, coerência e objetividade? Elas vão para o espaço, pois o que poderia escrever em duas linhas, escrevo em oito só para atingir as medidas mínimas para ser aprovada.
    Às vezes parece que estou numa academia de ginástica e não numa faculdade de tantas medidas que devo atingir… Enfim, essa é uma discussão longa, complexa, que engloba muitos aspectos e que está distante de se decidir se copiar e colar será uma prática ilegal ou não.

    A verdade é que os professores devem tentar bolar alguma didática sobre os assuntos pesquisados, a fim de que os alunos consigam efetivamente ler e estudar a matéria solicitada, pois na base do copia e cola o aluno não aprende nada.

    Torço para que num futuro próximo todos tenhamos domínio sobre os impactos que as tecnologias causam na educação e que eu consiga cumprir a minha promessa de ler todas obras literárias indicadas pelos professores após o término da minha graduação, pois por enquanto os resumos, infelizmente, estão me ajudando.

    Abraços,
    Juliana

  6. laissa ketlin santa fe sallhes Says:

    po queri saber o que eu posso faser uma entrenvista para escola
    beijos
    laissa

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