Saberes em jogo não entram na universidade

censura-pcA censura continua.  Com argumentos técnicos sobre memória, velocidade etc. os informatas continuam a infernizar a vida do seres humanos comuns. Bloqueios na internet nada mais são que censura.  Já abordei a questão aqui diversas vezes e até prometi que não voltaria mais ao assunto. Mas há coisas que não podem ficar sem algum reparo.

Ontem a censura, mais uma vez, atravessou meu caminho. Solicitei a meus alunos que utilizassem o motor de busca deste blog para encontrar  referências sobre webgincanas.  Um dos textos que eu queria que eles vissem era a reportagem publicada pela Carta na Escola sobre  o formato de organização da informação para usos educacionais da web que venho desenvolvendo com meus estudantes.

Ano passado publiquei aqui uma nota sobre a referida reportagem e fiz um link para a dita cuja. Meus alunos viram a nota e buscaram o link. Receberam aquela mensagem de ACESSO NEGADO. Cheguei a pensar que a universidade estava censurando a revista Carta na Escola, uma vez que a mesma não é publicação acadêmica. Pedi a meus alunos para insistiram. Em vão. O acesso continuava negado. Achei que não havia qualquer razão para o fenômeno. Comecei a pensar que os computadores do laboratório 09 tinham começado algum tipo de revolução, agindo por vontade própria.  Demorei para matar a charada. Acontece que Max Fischer, jornalista que fez a matéria pegou o espírito da coisa e utilizou o seguinte título “Saberes em jogo”.  Aí está o motivo. Os sistemas censores proibem tudo que tenha jogo no nome. Proibem definições inteligentes de Webgincana.

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6 Respostas to “Saberes em jogo não entram na universidade”

  1. André de Oliveira Says:

    Olá Jarbas,

    Eu sou repórter da revista Carta na Escola. Tenho acessado há, mais ou menos, um mês seu blog. Ele tem me ajudado muito, porque agora eu sou o responsável pela seção de tecnologia da revista. Acabei de ler o seu “post”, não entendi de primeira, mas agora ficou claro. Se você quiser eu posso enviar a referida matéria por e-mail, já que bloquearam as palavras no sistema de buscas.
    Grande abraço,
    André

  2. tecontar Says:

    Oi Prô, tudo bem?

    Perdemos uma ferramenta? O mau uso de alguns vira punição para todos!
    Afinal, porque privam? Pelo mau uso?
    Se liberam conteúdos, os alunos ocupam os laboratórios e passam o tempo jogando, batendo papo, utilizando orkut etc. Ocupando o lugar de pessoas que precisam usar os laboratórios para realizarem suas pesquisas. Essa é a resposta mais coerente que encontro para entender porque alguns conteúdos são privados nos laboratórios da Universidade.
    Fica dificil estabelecer algumas regras, já que mesmo com conteúdos privados, a galera dá um jeito e sempre descobre uma maneira de acessar conteúdos restritos.
    Qual seria a melhor solução? Liberar de vez o conteúdo e deixar que cada um administre seu tempo e seja responsável por si? Identificar o usuário que está fazendo mal uso do laboratório e comunicá-lo 3 vezes, depois deixá-lo suspenso? rs´Já pensou?
    Acabamos perdendo acesso a conteúdos e ferramentas interessantes. Quem sai perdendo? O aluno….

    Bjos, Erika

  3. jarbas Says:

    Oi André,

    Obrigado pela oferta. Mas não preciso do texto. Tenho meios de reproduzí-lo. Meu problema é mesmo o da censura nos laboratórios da universidade. O caso da reportagem ilustra como o bloqueio é burro, além de anti-liberdade. Vai aqui uma sugestão: vocês podiam fazer uma matéria sobre ela, ouvindo vários lados. Do lado libertário, posso sugerir alguns nomes. Do lado censor, não.

    Precisando de mim para alguma coisa em seu trabalho na revista, fico á disposição. Abraço grande, Jarbas

  4. gutierrez/su » # dulcora – um pouco sobre o muito Says:

    […] O professor Jarbas explica o que acontece quando a paranóia contribui para jogar o bebê fora junto com a água do banho. (ou […]

  5. Gledison Rocha Says:

    Oi Professor Jarbas!
    Bastante interessante a Web Gincana; acabei de ler o Saberes em Jogo, mas porque no item Promova uma Web Gincana o quarto e quinto passo são “construindo a WebGincana?”.
    Vlw,
    Gledison

  6. Daniela Says:

    E ai Professor!
    Realmente esses bloqueios da internet da faculdade são ridículos.
    Eles bloqueiam também qualquer tipo de vídeo. Ano passado eu precisava transcrever e traduzir um vídeo sobre a origem da AIDS e não pude fazê-lo na faculdade, mesmo levando o video em pen drive, ainda bem que acabei tendo um tempinho livre em casa e consegui terminar o estágio, mas se eu dependesse somente do computado da facu, já era…
    Isso é um absurdo, a gente precisa fazer trabalhos ou ler artigos como os do Sr. e não conseguimos abrir na faculdade, tem também algumas entrevistas com a Professora Dinéia que estão no Youtube, mas não podemos acessá-las…
    Até concordod e bloquear orkut, msn, bate papo e outras coisas assim, porque o pessoal fica ocupando o computador de quem precisa usar para fazer trabalho ou pesquisar algo para trabalhos escolares, mas eles têm que levar em conta também, que alguns trabalhos envolvem pesquisar assuntos bloqueados como por exemplo, o pessoal de educação física pode querer pesquisar: “como se apita um jogo de futebol”, mas não vai conseguir, pq tem a palavra jogo…
    Esse filtro de internet deveria ser mais especifico e só bloquear sites de jogos online e não todo e qualquer site que tenha a palavra jogo. O problema é que com o “jeitinho brasileiro” muitas pessoas conseguem, mesmo com tanto bloqueio, arrumar um site que abra msn e orkut sem ser detectado pelo filtro, infelizmente o pessoal da informática não tem como advinhar todos os sites de jogos online, então acabam bloqueando todos, mas acho que daria para desbloquear alguns sites principais como de revistas especializadas, blogs do assunto… Isso facilitaria um pouco a vida do universitário que depende do computador da facu.

    Bom, já falei demais!
    Até a próxima aula professor!
    Se precisar, conversamos mais em aula.

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