Banco Internacional de Objetos Educacionais

Em post anterior revelei dúvida pessoal sobre articulação do Banco Internacional de Objetos Educacionais e o RIVED. Carmen Prata, coordenadora do RIVED enviou a este Boteco mensagem esclarecedora sobre o assunto. Dada a importância da informação da Carmen, resolvi reproduzí-la neste post.

Oi pessoal, O Rived foi um programa que fomentou a produção de recursos (animações e simulações) nas universidades e os distribuia via repositório. Com a criação do Banco Internacional os recursos, antes publicados no Rived, migraram para este outro repositório, muito mais amplo e com mais possibilidades de formatos, além daqueles do Rived. Além dos recursos do Rived o Banco disponibiliza recursos do mundo todo que estao com acesso público, em diferentes idiomas e para todos os níveis de ensino. Os 2 repositórios são do MEC. Com o tempo somente o Banco Internacional deverá disponbilizar todos os recursos , centralizando tudo num único local. Abraço. Carmem

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2 Respostas to “Banco Internacional de Objetos Educacionais”

  1. Alysson Bruno Says:

    Boa noite professor Jarbas,

    Desculpe-me insistir neste tema, que parece está torrando seu tempo por aqui, mas gostaria de fazer um comentário. Não sei se você, se me permite a intimidade, chegou a passear no meu sítio, mas se o fez deve ter visto o post sobre a Europeana (http://publico.abruno.com/tiki-view_blog_post.php?blogId=1&postId=4), com base nos suas postagens e no material que li sobre Objetos Educacionais, que eu ainda prefiro a objetos de aprendizagem, fiquei pensando: “Estamos focando muito no reuso, no compartilhamento do que foi feito, na facilidade de produção, mas e no fomento à pesquisa? E na produção de material próprio?”. Sei o quanto é importante evitarmos desperdícios, mas não estaremos, com tantos repositórios e ferramentas de compartilhamento, evitando que alguém criei algo genial e novo a partir de um assunto já muito debatido? São questões sobre a quais ainda não tenho opinião formada, mas que me mantêm alerta.

  2. jarbas Says:

    Boa noite Allison,

    Bons pontos levantados na sua reflexão. Acho que ferramentas que facilitam a produção podem dar certa sensação de liberdade para o professor. Nesta direção, gosto muito das criaçõess de David Carraher [com quem a equipe de produção de software, que coordenei de 84 a 92, elaborou o Sherlock e o Divide and Conquer]. David cria softwares que ele caracteriza como “ferramentas inteligentes”, um ambiente com múltiplas possibilidades de uso, mas cujo conteúdo e dinâmica são criados pelo professor. Isso é bem diferente dos objetos de aprendizagem que já vêm prontos em termos de conteúdos e dinâmicas de uso.
    Outro ponto que você levanta é a “pesquisa”. Os objetos usuais não são frutos de muita pesquisa. Pesquisa para valer implica em análise cuidadosa de conteúdos e produções que incorporam modelos bastante sofisticados [que fatalmente vão exigir grandes cuidados de programação]. Como isso custa muita grana, hoje há pouco ou nenhum produto educacional resultante de “pesquisa”. O contrário acontece com os games…
    Sim, vi seu post sobre o Europeana. E agora que o projeto do velho continente voltou ao ar, seria muito bom que os educadores fuçassem lá um pouco. Outro dia dei uma olhada no que está disponível. É possível acessar edição dos Lusíadas do século XVI. Eu acho que professores de literatura poderiam fazer um proposta de leitura muito interessante a partir daí…
    Fazer objetos de aprendizagem com auxílio de linguagens de autor é uma linha de trabalho que,como disse, dá certa sensação de autonomia aos educadores. Mas, ao mesmo tempo há o problema da limitação. Linguagens de autor são fôrmas (apesar da reforma ortográfica é preciso acentuar fôrma, doutra forma seria entendida como fórma…]. E as fôrmas têm pouca flexibilidade, além de eventualmente incorporarem soluções pedagógicas de valor duvidoso.
    Estou escrevendo em demasia. E mesmo assim mal consigo levantar alguns os pontos que julgo pertinentes na conversa. Paro por aqui para não torrar o seu tempo. Mas se der, vamos conversar mais sobre o assunto em outra ocasião. Grande abraço, Jarbas.

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