Sem palavras

É comum a expressão “faltam-me palavras”. Às vezes isso é dito para efeitos de oratória. Outras vezes, porém, a expressão é a mais pura verdade. Estudos sobre ensino e a aprendizagem de  habilidades mostram que é muito difícil colocar processos de execução em palavras (conf. Sennett, The Craftsman) . No caso, é melhor observar quem sabe fazer.

Chovo no molhado. A dificuldade para transferir conhecimento para discurso, sobretudo por quem domina com perícia o assunto, é um dado de senso comum. Mas, com muita frequencia, nos esquecemos de tal circunstância. Além disso, a dificuldade com as palavras pode ser um problema sério no ofício de professor. Toda essa conversa me veio à cabeça quando li observação de uma personagem de Kalki, romance de Gore Vidal. Reproduzo aqui o trecho do citado romance que me levou a este post.

Poucos teóricos do campo da linguística  sentem-se à vontade com a linguagem. Eu observei este fenômeno quando estive numa palestra de Noam Chomsky. Ele encontrava dificuldades para se expressar por meio de palavras. Talvez porque muito soubesse sobre elas para poder colocá-las a seu serviço.

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