Reformas educacionais

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Estou lendo uma obra imperdível, The Craftsman, de Richard Sennett. A cada passo da leitura, encontro idéias, provocações, explicações e tiradas que valem a pena. Provavelmente vou fazer uma resenha da obra para uma revista acadêmica e, talvez, escrever um artigo inspirado pelas observações de Sennett sobre o conhecimento e aprendizagem de habilidades. Os assuntos fogem um pouco do foco deste Boteco, mas há algumas coisas que podem ser objeto de prosa aqui. Uma delas é o tema das reformas no campo das instituições sociais.

Ao comentar contrastes entre o culto à eficiência decorrente de uma visão industrial e a dedicação à obra bem feita no âmbito de uma visão do trabalho artesanal, o autor se serve de uma análise sobre as recentes reformas da National Health Service (NHS), o serviço público de saúde do Reino Unido. E tantas são as mudanças acontecidas em duas décadas no setor que Richard Sennett constata que os profissionais de saúde britânicos estão sofrendo de fatiga de reforma. A expressão serve como luva para as reformas educacionais em nosso país. Padecemos no Brasil de fadiga de reformas em educação. E há um agravante: para sanar tanta fadiga inventam mais reformas

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