I Muvrini e ignorância musical

Faz um mês e pouco que ouvi pela primeira vez o conjunto I Muvrini. Em minhas andanças pelo Goear, fui ver o que havia do Lluis Llach. Encontrei, entre outras, uma gravação do cantante catalão com I Muvrini. Música da boa. Fui atrás de informações. Descobri que o conjunto que até então desconhecia é corso. Muvrini são ovelhas selvagens típicas da ilha onde nasceu Napoleão (daí o nome do conjunto). O idioma local é muito parecido com o italiano e certas tradições culturais pouco têm a ver com a França.

Descobri mais. I Muvrini estão na praça há muito tempo. Fazem um som local que ganhou o mundo. O ritmo é bem mediterrâneo. Ás vezes lembra música grega. Acabo de receber dois cds dos cantores da Córsega: Alma e A Strada. Ouço o último enquanto vou contando esta história.

Esta conversa não tem apenas o objetivo de mostrar minhas buscas musicais. O que quero pontuar, como diriam as mocinhas da PUC, é minha ignorância musical. A culpa não é pessoal. Estamos acostumados a pensar que música internacional é aquela produzida em terras do Tio Sam. Pouco sabemos de ritmos e melodias até de nossos vizinhos mais próximos. A fantástica Soledad, hermana argentina, não toca no Brasil. Mas, não é só ela. Ignoramos quase tudo que se produz na América Latina. E, é claro, nada sabemos da boa produção musical de outras partes do mundo. Será que a Internet vai nos ajudar a vencer tal ignorância?

Para quem quiser apreciar, vai aqui o registro de um encontro de I Muvrini com Sting.

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