Archive for 11 de julho de 2008

Estudos pedagógicos e avaliação

julho 11, 2008

Acabo de postar no Aprendente matéria sobre avaliação. Tudo começou com descoberta arqueológica em meus arquivos: uma prova de História da Educação feita na passagem do século XX para o século XXI. A partir dessa evidência histórica, faço uma crítica ácida ao modo como se ensina avaliação nos atuais cursos de pedagogia. Se quiser ver amatéria dê um pulo até

Avaliação contínua e qualitativa

Telefones celulares e seus periféricos

julho 11, 2008

Dia desses, o jornalista Ruy Castro, em sua coluna na Folha de São Paulo, observou que os europeus usam com muita parcimônia telefones móveis em locais públicos. Observou ainda que nas ruas dos velho continente há poucas pessoas penduradas em celulares. Vai ver que estes são sinais de civilização.

A expressão “pessoas penduradas em celulares” clareou pra mim um mistério. Eu não conseguia compreender tanto apego às chamadas do aparelhinho. Não entendia que os usuários estavam pendurados. A observação do Ruy fez brilhar uma luz: os humanos são periféricos dos telefones celulares.

No tempo em que computadores pessoais eram novidade, havia uns cursos de introdução ao micro. Em tais cursos, a gente aprendia que o computador propriamente dito é a unidade de processamento central, aquela parte da máquina que trabalha as inúmeras combinações do código digital representado por zeros e uns. Tal unidade computa. Mas para que haja comunicação entre o computador e outros agentes são necessários instrumentos mediadores: teclados, mouses, telas, microfones, câmaras etc. Todas estas ferramentas atendem pelo nome geral de periféricos. Elas não são essenciais [são, como diz o nome, periféricas], mas sua existência dá sentido ao funcionamento dos computadores.

Com os celulares, o conceito de periférico foi ressignificado [pago aqui tributo ao enriquecimento vocabular promovido pela PUC/SP]. Essenciais são os próprios aparelhos. E eles precisam atuar, se possível, continuamente. Mas uma atuação isolada não faz sentido. Atuação quer dizer entrar em contato com outros aparelhos. Para tanto são necessários periféricos. Os periféricos mais confiáveis são feitos de carne e osso. Nada custam. Aliás pagam para que os celulares possam manter intensas comunicações entre si. Não importa nada o que dizem os periféricos. Importa que as comunicações intercelulares sejam incessantes. Importa que os periféricos cumpram bem o seu papel mediador. Por isso, na próxima vez que um amigo interromper, sem aviso prévio e sem pedido de desculpas, uma conversação cara a cara para atender a um chamado do celular, não ficarei indignado. Prestar serviço a seus senhores é papel essencial dos periféricos.