Arquivo da categoria ‘Usos educacionais da Web’

Inteligência artificial

Maio 2, 2008

Muito ouvimos falar sobre ela. Em livros e filmes de ficção científica vemo-la como maravilha ou como ameaça. Mas ela pode ser coisa muito simples. Ela é a inteligência artificial. Vejam este exemplo:

Robô Ed: Converse comigo.

Este robozinho conversante é uma aplicação do Eliza, invenção genial do cientista Joseph Weizenbaum, autor de Computer Power and Human Reasoning, um clássico que merece uma leitura (preciso lê-lo uma vez mais qualquer dia desses). Se quiserem encontrar-se com Weizenbaum, vejam-no no trailer de um filme recente sobre sua vida e obra em:

Não há censuras veniais

Maio 1, 2008

Gente mais nova que eu talvez não não conheça a distinção entre pecados veniais e pecados mortais. Os primeiros eram pequenas bobagens e podiam ser apagados com uma estada no Purgatório. Os segundos eram grandes ofensas que, sem a devida confissão e penitência, levavam o infeliz pecador para o Inferno. Faço este esclarecimento sobre dois conceitos do velho catecismo católico (fruto do Concílio de Trento, movimento reacionário urdido para deter a Reforma Protestante) para justificar mais um alerta contra a censura de usos da Internet. Em comentário a post recente sobre a matéria, um de meus alunos, Leandro, admite a possibilidade de bloqueio ao ORKUT e MSM. Tal bloqueio, segundo o ele, é uma censura venial. Meu amigo Carlos Seabra entrou com outro comentário para esclarecer: censura é sempre pecado mortal. Para mostrar os males da censura, qualquer censura, Seabra cita um poema que merece divulgação. E já que nem todos os frequentadores costumam ler comentários, reproduzo aqui a parte final do comentário de meu amigo:

Lembro a todos que pequenas censuras aceitas por quem tem a boca calada ou os olhos vendados encerram em seu bojo escalada de autoritarismo e prepotência muito maiores, como bem nos alerta em poesia o amigo Eduardo Alves da Costa, no trecho que transcrevo abaixo:

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.

Bons recursos para WebGincanas

Abril 3, 2008

Na construção de WebGincanas, quando buscamos recursos - conteúdos - que podem ser indicados como fontes de investigação para responder certas questões do Desafio, geralmente pensamos em textos. Isso é natural, pelo menos para as gerações que foram educadas tendo textos como principal recurso de ensino. Mas o ambiente Web tem muito mais recursos que páginas de texto. Tem figuras. Tem movimento. Tem vídeos. Tem sons.

A Web não oferece apenas variedade de formas e fontes. A Web é um espaço a ser explorado. Ambientes construídos com recursos computacionais podem criar espaço que não apresenta de cara as informações de modo ordenado e linear. Bons ambientes computacionais são universos que podem ser explorados de diversas formas. Quando isso acontece, interesse e curiosidade, em vez de ordem pré-estabelecida, passam a ser os condutores da investigação ou “leitura”. Em outras palavras, bons ambientes computacionais permitem que os interessados façam seus próprios caminhos na exploração das informações disponíveis.

O assunto aqui introduzido merece mais conversa. Voltarei a ele em outra ocasião. Agora quero fornecer alguns exemplos de ambientes que podem ser “explorados” pelas pessoas que buscam informação. Um deles foi disponibilizado pelo IBGE, e pode ser encontrado aqui, em países.

Um outro recurso interessante no campo da geografia é o Geography Zone. Nesse ambiente há um desafio sobre países do mundo que você pode enfrentar. Para ver com andam seus conhecimentos sobre geografia do nosso planeta clique aqui e entre no jogo.

Como utilizar esses dois recursos numa WebGincana? Num e noutro caso, será necessário criar uma questão que exija “exploração” por parte dos alunos. No caso do material sobre países do IBGE, pode-se criar uma questão que obrigue os investigadores a fazerem certas comparações entre diversas nações. Exemplo: pode-se propor uma exploração do continente africano para ranquear dez países quanto ao número de habitantes por quilômetro quadrado. No segundo caso, pode-se solicitar que os alunos joguem o jogo e tentem obter, na segunda rodada, pelo menos 50% de acerto. Vou preparar estas duas questões de modo mais completo para exercício com meus alunos. Mais tarde vou publicá-las aqui para análise dos interessados.

Publicação no InstantWebquest

Novembro 27, 2007

instantwebquest2.jpgComo já informei em post passado, estou avaliando as WebQuests produzidas por meus alunos de Licenciatura neste ano da graça de 2007. Alguns grupos construíram páginas próprias. Outros grupos utilizaram publicadores disponíveis na Web. Uma das ferramentas utilizadas foi o InstantWebquest, material de uso fácil e que oferece possibilidades de produções com bom layout. Estão no ar duas versões do InstantWebquest. Aqui vão os links para quem quiser produzir WebQuests dentro dos mencionados ambientes:

Para conhecer um pouco possibilidades de produção e qualidade do que o pessoal da Licenciatura fez neste ano, visite os seguintes trabalhos antes que os mesmos saiam do ar:

  1. DST
  2. Brincar e reciclar
  3. O grande ditador
  4. Viagem ao velho Chico
  5. Bem vindo à emissora de rádio do Zé Bete

WebQuests de Alunos (1)

Novembro 23, 2007

Estou avaliando as WebQuests dos meus alunos da Licenciatura (curso de formação de professores). O balanço feito até agora mostra bons resultados. No geral, as produções são corretas, bem acabadas e com traços criativos.

Esta nova leva de WebQuests confirma minhas desconfianças quanto a dificuldades que os autores enfrentam para criar Tarefas e propor Processos. No caso das Tarefas a grande questão é a da invenção de desafios que dêem alma à WQ. É relativamente fácil criar uma Tarefa correta. É muito difícil criar uma Tarefa que tenha alma. Nas produções de meus alunos, assim como nas produções de outros autores, raras são as WebQuests que, sem qualquer dúvida, têm alma facilmente identificável. Nos Processos a razão das dificuldades é outra. Nessa parte de uma WQ é preciso propor um caminho de estudos, um andaime seguro que ajude os estudantes a elaborar seu próprio saber. No geral as WebQuests existentes, incluídas as de meus alunos, acusam certas falhas nos Processos. Acredito que isso se deva a dois fatores: falta de prática na redação de instruções bem estruturadas, ausência de preocupação nos meios educacionais com métodos de estudo.

É claro que limitações em trabalhos de meus alunos não são culpa exclusiva dos mesmos. Orientei a produção no semestre. E as falhas retratam também minha incapacidade para ajudar o pessoal da Licenciatura a superar certas falhas teoricamente previsíveis.

As WebQuests produzidas neste semestre foram alojadas em diferentes ambientes. Muitas delas foram construídas na versão brasileira do publicador PHPWebQuest. Outras, no publicador IntantWebQuest. E algumas, em páginas próprias. Listo aqui exemplos dessa última alternativa:

WebGincana do Sul Maravilha

Setembro 27, 2007

gauchos2.JPG

O Professor Eziquiel do EscolaBR sugeriu que a gente utilizasse o publicador de WebQuests php para colocar no ar algumas das WebGincanas produzidas por alunos da Universidade São Judas. Tal medida é adaptativa, uma vez que não existem ainda publicadores de boa qualidade para o modelo WebGincana. Surgiu uma primeira oportunidade. Alunas do terceiro ano de Pedagogia propuseram uma WebGincana como atividade de Prática de Ensino num projeto de Ciências Humanas e Sociais. Me pediram para dar uma olhada. Olhei. E, mais que isso, coloquei o material no EscolaBR. Gostaria que frequentadores deste Boteco dessem uma olhada no trabalho e comentassem aqui o resultado:

Cultura e História Gaúcha: Uma WebGincana

WebGincanas

Junho 17, 2007

Desde 2004 venho desenvolvendo um modelo de organização da informação para usos da Internet ao qual dei o nome de WebGincana. Tal modelo não é uma idéia cristalizada, é uma estrutura que vem se modificando na medida em que meus alunos a utilizam e testam como parte de sua aprendizagem em Tecnologia Educacional. Além disso, nessa aventura de fazer-aprender, contei com a colaboração de muitos educadores do Senac de São Paulo, e conto sempre com o apoio e sugestões de dois amigos : Carla Bettioli e Carlos Seabra.

Embora WebGincanas não sejam o alvo do Boteco Escola, resolvi começar uma conversa sobre o tema aqui no pedaço. Para tanto, coloquei algumas informações preliminares sobre o assunto ali do lado em Páginas; mais especificamente em 4. WebGincanas de alunos. Visite a citada página e deixe lá suas considerações. Meus alunos e a (por enquanto) pequena comunidade de webgincaneiros ficarão muito agradecidos.