Arquivo da categoria ‘Imaginação’

Bons recursos para WebGincanas

Abril 3, 2008

Na construção de WebGincanas, quando buscamos recursos - conteúdos - que podem ser indicados como fontes de investigação para responder certas questões do Desafio, geralmente pensamos em textos. Isso é natural, pelo menos para as gerações que foram educadas tendo textos como principal recurso de ensino. Mas o ambiente Web tem muito mais recursos que páginas de texto. Tem figuras. Tem movimento. Tem vídeos. Tem sons.

A Web não oferece apenas variedade de formas e fontes. A Web é um espaço a ser explorado. Ambientes construídos com recursos computacionais podem criar espaço que não apresenta de cara as informações de modo ordenado e linear. Bons ambientes computacionais são universos que podem ser explorados de diversas formas. Quando isso acontece, interesse e curiosidade, em vez de ordem pré-estabelecida, passam a ser os condutores da investigação ou “leitura”. Em outras palavras, bons ambientes computacionais permitem que os interessados façam seus próprios caminhos na exploração das informações disponíveis.

O assunto aqui introduzido merece mais conversa. Voltarei a ele em outra ocasião. Agora quero fornecer alguns exemplos de ambientes que podem ser “explorados” pelas pessoas que buscam informação. Um deles foi disponibilizado pelo IBGE, e pode ser encontrado aqui, em países.

Um outro recurso interessante no campo da geografia é o Geography Zone. Nesse ambiente há um desafio sobre países do mundo que você pode enfrentar. Para ver com andam seus conhecimentos sobre geografia do nosso planeta clique aqui e entre no jogo.

Como utilizar esses dois recursos numa WebGincana? Num e noutro caso, será necessário criar uma questão que exija “exploração” por parte dos alunos. No caso do material sobre países do IBGE, pode-se criar uma questão que obrigue os investigadores a fazerem certas comparações entre diversas nações. Exemplo: pode-se propor uma exploração do continente africano para ranquear dez países quanto ao número de habitantes por quilômetro quadrado. No segundo caso, pode-se solicitar que os alunos joguem o jogo e tentem obter, na segunda rodada, pelo menos 50% de acerto. Vou preparar estas duas questões de modo mais completo para exercício com meus alunos. Mais tarde vou publicá-las aqui para análise dos interessados.

Livro recomendado

Março 24, 2008

Este ano, no meu contato inicial com novos alunos, sugeri leitura de Aqueles Cães Malditos de Arquelau, de Isaias Pesotti. Em meus tempos de estudante em Ribeirão Preto, encontrava sempre o Isaias nos botecos locais. Era uma beleza. Ele tinha uma imaginação incrível e criava jogos verbais que nos ocupavam noite afora. Mas esta história fica para uma outra ocasião. O que quero fazer agora é reforçar minha recomendação. E para tanto, sugiro um pulo até um ótimo blog, onde se pode encontrar bela resenha do Aqueles Cães Malditos de Arquelau.

“O autodidata é um ignorante por conta própria”

Março 13, 2008

quintana.jpgEu ia dar a este post apenas o nome do grande poeta gaúcho, Mário Quintana. Depois, por motivos que o leitor logo compreenderá, resolvi colocar um texto completo de Quintana no título.

Pensador é um site que seleciona e publica pequenas antologias de grandes escritores. Gosto muito dos textos de Mário Quintana selecionados pelo Pensador. Não apenas porque Quintana é um poeta que merece ser lido, mas também porque muitos de seus textos servem como uma luva a propósitos de exemplificar que escritos se casam bem com a Web.

É possível, tecnicamente, reproduzir qualquer texto na Web. Nela cabem enciclopédias inteiras, dicionários parrudos, calhamaços de qualquer área do saber. Mas o ambiente não é uma área de impressão. É uma tela que pode incluir, além de texto, luz, cor, movimento e ação. Por isso é bom pensar bem que textos convém colocar na Web. Nela os chatos não têm vez. Excluamos pois os textos chatos. Os longos também devem ser evitados. Fora com eles! Os sem sal, nem se diga. Livremo-nos dessas coisas sem sabor. O que sobra? Sobram textos mais curtos, bem humorados, mais imaginativos. Querem ver textos com estas características? Dêem um pulo lá na seleção de textos do Mário Quintana feita pelo Pensador.

Uma delícia, não? Precisamos ler mais coisas assim para buscar inspiração de como escrever no espaço Web. Uma excursão pelos textos de Quintana pode complementar uma outra proposta que já fiz aqui: a de ler e escrever microliteratura. Vejam o que que já escrevi sobre a matéria, clicando bem aqui.

Termino com um pedido. Escrevam em comentários para este post um ou mais microcontos que não ultrapassem os cento e cinquenta caracteres. Vai ser um bom treino em microliteratura. E talvez vocês se encantem com esse modo de escrever que pode nos ajudar muito no caminho de produzir textos mais bonitos e bem alinhados com a estética da Web.

The coming of the roads

Março 4, 2008

Postei aí em cima um vídeo do Youtube, com Peter Yarrow cantando The Coming of the Roads. Talvez o leitor queira saber quais são minhas motivações para fazer isso. Explico-me.

Este ano, um amigo, o Zé Kuller, colocou no ar um blog destinado a registrar histórias, referências e lembranças dos anos sessenta. Para tanto criou o Arquivo68. Minhas primeiras contribuições para o Arquivo68 foram musicais. Achei que valia a pena rememorar as músicas engajadas dos anos de sonhos e lutas de minha juventude. Lembrei-me de muitas melodias. E auxiliado pela Web, esse repositário de nossa memória coletiva, descobri muita coisa preciosa que talvez eu não tenha ouvido. Mesmo antes de minhas investigações para o blog do Kuller eu já havia feito levantamentos sobre autores e cantores dos anos sessenta. Em tais levantamentos, descobri Judy Collins, cantate maravilhosa do mais puro folk americano. E a mais bela canção de seu album Judy Collins Live at Newport é The Coming of the Roads.

Desde o ano passado tenho insistido com meus alunos sobre a importância da música na educação. Nas primeiras aulas tento identificar gosto musical de meus estudantes e passo para eles algumas de minhas preferências musicais. Sei que é pouco. A educação musical anda muito marginalizada nos dias de hoje. Muito mais deveria ser feito. E ao pensar nessa minha campanha, The Coming of the Roads começou a aparecer recorrentemente na minha cabeça. Eu gostaria muito de compartilhar a interpretação de Judy Collins, imperdível. Mas não a encontrei na Web. No caminho descobri uma gravação de Peter Yarrow que precisa ser ouvida. Foi gravada ao vivo numa festa que promove a natureza. Recomendo-a a todo mundo que tem sensibilidade e acha que música é uma dimensão importante de humanidade.