Arquivo da categoria ‘Galeria de botecos’

Um boteco. Sem adjetivos.

Junho 27, 2007
Bons botecos dispensam qualquer adjetivo, inclusive o bom como sugere o início desta sentença. São simplesmente botecos, locais de boa prosa, para encontrar os amigos, tomar umas e outras, jogar conversa fora, comer um bolinho único que dispensa cardápio. O melhor de tudo num boteco digno do nome é a prosa, a conversa, o papo, o encontro com amigos, as mentiras inofensivas contadas com muita seriedade, as apostas (que nunca serão pagas) sobre o próximo jogo, partidas intermináveis de palitinho, e, outra vez, a prosa. É assim no São Benedito, lá em Piracicaba. E agora, por inciativa do Tonhão (Antônio Morales) e reportagem fotográfica do gerente do Senac em Pira, João Henrique, temos aqui foto do afamado lugar. Obrigado aos amigos que tornaram isso possível.

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Bar do Zé chega ao fim

Maio 29, 2007

Recebi informe de minha amiga Lili (Liliana Penna) dizendo que o Bar do Zé foi vendido. Chega ao fim uma aventura de 46 ou mais anos. Fará companhia ao Riviera, ao Sem Nome, ao Viena, á Leiteria Paulista e tantos outros botecos que ofereciam espaço para grandes papos, comida honesta, ceva bem gelada, cachaça às vezes boa, companhia sempre de qualidade, donos que se tornavam amigos, chapeiros artistas, etc. Sai da praça o melhor sambuba de pernil da Paulicéia. E quase certamente o misto quente mais caprichado. Quem degustou jamais esquecerá. Quem não degustou tem um menos na vida. Lili me indicou um blog que em mensagem de 28/05 notícia o péssimo acontecimento. Para quem quiser saber mais, vale a pena dar uma chegadinha no Par de Vaso.

Bar do Agostinho

Abril 28, 2007

Anos 67 e 68. A especialidade da casa eram as batidas, de limão, de coco, de agrião etc. Numa prateleira alta havia sempre um violão que podia ser dedilhado por fregueses do ramo. Um deles, um tal de Chico, ficou famoso desde que ganhou um Festival com a Banda. Outro, menos famoso, mas reconhecidamente melhor violeiro que o Chico, chamava-se Maranhão. Ambos eram estudantes da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo). E muitos outros músicos, com certa fama ou anônimos, andaram por ali. O lugar era frequentado sobretudo por estudantes das faculdades que ficavam nas ruas Dr. Vila Nova, Maria Antônia e Maranhão. E, é claro, estudantes de outros endereços costumavam também chegar no pedaço de vez em quando. O lugar não tinha nome conhecido. Por isso passou para a história como o Sem Nome. Amigos meus da FAAP- saudades do Mario Luiz Thompson - chamavam-no, não sei por que, de Quitanda. Em minha memória, aquele boteco sempre foi a casa do Agostinho.

Faz dois ou três anos que uma equipe de demolição derrubou numa só noite o prédio que abrigou por muitos anos o Sem Nome na altura do número 216 da Rua Dr. Vila Nova. Tal eficiência provavelemnte deveu-se ao medo de que velhos saudosistas como eu pedissem o tombamento da casa do Agostinho. Hoje, tristemente, o local abriga um estacionamento. A memória de grandes papos, planos de mudar o mundo, sonhos de vida melhor, músicas de boa qualidade, batidas imbatíveis vai morrendo sem o palco onde tais coisas rolaram, substituído por um chão mal asfaltado.

Bar São Benedito

Abril 10, 2007

Prometi colocar aqui de vez em quando referências sobre botecos que valem a pena. Cumpro mais uma vez a promessa para recomendar uma casa imperdível de Piracicaba. Trata-se do Bar São Benedito, estabelecimento situado na saída da cidade, ali, à esquerda, naquela avenida onde começa a estrada para São Pedro. A cerveja é geladinha e a cachaça, sempre de marcas muito populares, pode ser arredondada com um limãozinho esprimido. Faz tempo que não apareço por lá. Anos atrás, em viagens para Águas de São Pedro, o São Benedito era parada obrigatória de nosso grupo liderado pelo saudoso Julinho de Freitas. Um dia antes, Julinho encomendava uns bolinhos de carne, divinos, feitos pela dona da casa a pedidos. Além dos comes e bebes, a fama do São Benedito devia-se à simpatia do seu propietário. Infelizmente não tenho uma foto desse afamado boteco piracicabano. Por isso, como justa homenagem ao santo que dá nome à casa, coloquei aí no canto uma imagem de São Benedito. Antes de tomar o primeiro gole de cachaça, não se esqueçam do santo…

Bar do Zé

Março 21, 2007

 

Um dos botecos mais famosos de São Paulo é o bar do Zé. O estabelecimento deve ter um nome comercial, mas ninguém sabe. A casa, situada na rua Maria Antônia, foi um ponto de encontro dos estudantes da Filosofia da USP nos velhos tempos. Até hoje, o bar do Zé é um endereço obrigatório para muitos boêmios famosos e anônimos da cidade de São Paulo. Já vi lá políticos, artistas, e intelectuais. Mas o melhor encontro que tive no bar do Zé foi uma noitada com João Pacífico, compositor, entre outros, do clássico Cabocla Teresa. O velho era muito bom de copo e de estórias. Inesquecível.

Um bar no porto

Março 12, 2007

Inauguro com este post uma nova categoria: galeria de bons botecos. Este é um boteco de porto, certamente um dos espaços mais livre de comunicação. Frequentadores aqui do Boteco Escola estão desde já convidados a mandar informações a respeito de bares, tascas, padarias e botecos que merecem fazer parte da galeria ora inaugurada. Eu gostaria de receber, se possível, fotos produzidas pelos próprios remetentes.