Archive for 15 junho, 2010

Arquitetura e educação: mais referências

junho 15, 2010

Hoje, no Twitter, indicação de @pgsimoes aponta para a escola do futuro mantida pela Microsoft. Simões destaca parte do Website da School of the Future na qual há possibilidade de baixar documentos sobre planejamento do projeto. Muitos do itens de planejamento tem vinculação direta com arquitetura e educação. Interessados poderão acessar o material indicado pelo educador de minha tribo tuiteira clicando na figura que segue.

Mercantilismo e educação

junho 15, 2010

O significado mais comum de mercantilismo em educação está relacionado com a finalidade lucrativa das instituições de ensino privado. Critica-se muitas vezes tais intituições porque supostamente elas colocam o lucro na frente de objetivos educacionais. Essa noção está disseminada principalmente em países onde as instituições privadas ocupam muito espaço (no Brasil, por exemplo).

Em países onde predomina a oferta de educação pública em todos os níveis o mercantilismo em educação é, quase sempre, interpretado de uma outra forma. Critica-se, no caso, a idéia de que educação é uma mercadoria sujeita a leis do mercado. Nesse caso, as escolas continuam públicas, mas a educação é vista como um bem de consumo cuja importância é medida por réguas da economia.[ A obra para se ler sobre o assunto é School Commercialism, de Alex Molnar].

As idéias mercantilistas andam rondando a educação nos últimos tempos. Aplicações de modelos neoliberais (mercadistas) vem mudando práticas e discursos das burocracias que gerem a educação em todos os níveis. Nos EUA, autores como Diane Ravitch e Mike Rose, em obras recentes, examinam a questão de modo muito competente e sugerem volta aos grandes objetivos da educação.

Fiz uma longa introdução para citar trecho de El Maestro de Barbiana, biografia de Don Lorenzo Milani escrita por Miguel Marti. O educador italiano, bem antes das críticas de autores que mencionei nos parágrafos anteriores, fez uma observação definitiva sobre o desvio imperdoável de ver educação como mercadoria:

  • É comerciante quem busca satisfazer o gosto de seus clientes.
  • É professor quem busca contradizer e mudar o gosto de seus clientes. (p.27)

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