Salário de professor

Muitas vozes se levantam quando professores entram em greve. Tem gente que afirma que os alunos nada tem a ver com a remuneração dos mestres. Tem gente que diz que as greves são políticas (como se não fossem políticas as motivações para colocar rótulos de “políticas” nas greves). Pouco se fala, porém, no vergonhoso salário e nas péssimas condições de trabalho dos professores.

Há mais elementos a serem considerados, formação de docentes, por exemplo. Outra coisa (componente das condições de trabalho): há mestres que se veem obrigados a dar aulas em três ou quatro escolas diferentes.

Lembro-me de uma conversa que tive com um professor de escola pública na Califórnia em 1983, meu colega no mestrado da SDSU. Contei-lhe que amigos meus davam aulas em três ou quadro escolas, mesmo quando concursados. Ele olhou para mim e disse:

Seu inglês não é muito bom. Entendi que os professores dão aulas em três ou mais escolas. Isso é impossível!

Confirmei o entendimento dele. Meu colega ficou abismado. Me disse que salários e condições de trabalho dos professores na Califórnia não eram uma maravilha (na época o salário de um professor de ensino médio por lá era de U$1.200, o que hoje equivaleria a algo em torno de U$4.600). Comentou que nas condições de trabalho que eu havia descrito não era possível assegurar um mínimo de qualidade. Fico imaginando o que ele me diria hoje se soubesse como anda remuneração e condições de trabalho dos professores nas redes públicas de nosso país.

As observações aqui registradas me vieram assim que li post de meu amigo Sigfreto Chiroque sobre remuneração de professores no Peru. Em seus registros da situação salarial dos mestres peruanos, Chiroque busca comparar salários com poder de compra, pois muitas vezes certos aumentos nominais de salário não significam melhoria, o que importa é ter grana para viver com dignidade. Infelizmente, no Peru e em muitos outros paises (Brasil incluso) os professores historicamente estão ganhando cada vez menos.

Interessados poderão ver as análises do Chiroque em Remuneraciones Del Docente Peruano. Para quem não tiver tempo para uma visita ao blog de meu amigo andino, deixo aqui uma mostra dos dados coletatos por ele sobre salários de professores no país vizinho.

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13 Respostas to “Salário de professor”

  1. Daniela (Licenciatura LI02A) Says:

    Professor Jarbas,
    realmente é vergonhoso o salário dos professores brasileiros. A profissão é desvalorizada a cada dia que passa, só sabem dar valor para o engenheiro, médico, arquiteto, não que essas profissões não tenham valor, mas se pensarem bem, como que o médico conseguiu chegar onde chegou?
    Certamente em algum momento de sua vida alguém ensinou a ele o ofício e todas as teorias por trás de sua profissão e o orientou em suas práticas, podemos assim dizer que, se não tivesse tido um professor na vida desse médico ele nunca conseguiria ter se formado, não é verdade?
    Então precisamos de alguma forma abrir os olhos da sociedade e dos governantes principalmente para que eles vejam que sem o professor as outras profissões não existiriam (a maioria, pelo menos), portanto esta deve ser uma profissão mais valorizada, na minha opinião nenhuma profissão deveria ser “mais importante” que outra, pq afinal juntos formamos um time, o que seria de um centro médico de emergência sem uma faxineira, por exemplo? Seria uma catástrofe, e os médicos seriam impossibilitados de trabalhar, sendo assim TODAS as profissões são igualmente importantes e indispensáveis para o sucesso uma da outra e para o bem estar social.

    É isso,
    caso o Sr. comente algo sobre minha resposta, por favor envie para o meu email também?!

    Tks
    Danny

  2. Tweets that mention Salário de professor « Boteco Escola -- Topsy.com Says:

    [...] This post was mentioned on Twitter by Jarbas Barato. Jarbas Barato said: "Salário de professor", http://tinyurl.com/y4bo76q, meu post mais recente repercute estudo de Chiroque, educador peruano. [...]

  3. Norberto Says:

    só rindo… quando o americano fala que seu inglês não é bom, e que acho que até meio incrédulo,, não acredita no valor que é pago ao profissional da educação para exercer sua profissão…
    Amo as suas postagens, gosto mesmo, cada vez que acesso esse blog tem algo sempre mais interessante, por isso peço licença para furtar um post seu e publicar no meu blog, coloquei o nome de quem fez o post e também de onde eu o peguei… caso vc não autorize pode comentar ou me mandar um e-mail que estarei pronto pra retirá-lo…

  4. Professor Gilson Nunes, da Paraíba Says:

    Professor da Paraíba reivindica piso salarial de R$ 3.800,00.

    Professor Gilson Nunes, luta pela implantação de um Piso Salarial Nacional para professores com Licenciatura Plena ou Bacharelado no valor de R$ 3.800,00 – que irá mobilizar todos os sindicatos do Brasil para reparar um equívoco. Por que o professor está propondo este valor? Qual o embasamento teórico e financeiro?

    No dia 16 de julho de 2008, o Presidente Lula assinou a lei 11.738/2000, que estabeleceu o Piso Nacional dos Profissionais do Magistério, que de forma equivocada estendeu o benefício a todos sem observar a formação, especificamente o piso é para aquele professor com formação em nível médio, na modalidade normal e os professores com formação em Licenciatura Plena ou Bacharelado foram nivelados por baixo. Além de incluir no mesmo valor outras profissões como os profissionais de suporte pedagógico: Supervisor Educacional, Orientador Educacional Psicólogo Educacional e Assistente Social Educacional. Leia abaixo conteúdo da lei:

    Art. 1o Esta Lei regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica a que se refere a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
    Art. 2o O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
    § 1o O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.
    § 2o Por profissionais do magistério público da educação básica entendem-se aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional.
    § 3o Os vencimentos iniciais referentes às demais jornadas de trabalho serão, no mínimo, proporcionais ao valor mencionado no caput deste artigo.
    § 4o Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.
    § 5o As disposições relativas ao piso salarial de que trata esta Lei serão aplicadas a todas as aposentadorias e pensões dos profissionais do magistério público da educação básica alcançadas pelo art. 7o da Emenda Constitucional no 41, de 19 de dezembro de 2003, e pela Emenda Constitucional no 47, de 5 de julho de 2005.

    Neste sentido, independentemente da formação, o piso é para todos, no valor de R$ 950,00 reais, que hoje se encontra defasado. É preciso corrigir a lei ou preparar outro Projeto de Lei que beneficie os profissionais por categoria e competências e não de forma genérica. Por este motivo a Associação dos Servidores Públicos das Regiões Norte/Nordeste esta propondo um Piso Salarial Nacional Para os professores do Ensino Fundamental e Básico, com Licenciatura Plena ou Bacharelado valor equivalente a R$ 3.800,00 (três mil e oitocentos reais) para uma carga horária de 40 horas. Unificando a disparidade salarial entre os diversos Estados da Federação, enquanto um professor do Distrito Federal recebe R$ 3.371,00 para 40 horas, Roraima: R$ 2.315,74 para 25 horas; Acre: R$ 2.100,00 para 30 horas; Tocantins: 2.020,00 para 40 horas; Vitória: 1.692,60 para 25 horas: Sergipe: R$ 1.014,00 para 40 horas e na Paraíba: R$ 738,58 para 25 horas.

    Outro ponto da discriminação: o professor do Ensino Fundamental e Básico da rede estadual em relação ao professor dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia espalhados por todo o Brasil, com graduação em inicio de carreira, recebe R$ 2.124,20 + R$ 304,00 de Auxílio-refeição, para 40 horas. É preciso corrigir essa discriminação entre escolas e profissionais dentro do território brasileiro, isso é uma vergonha.

    Conforme Portaria Interministerial nº 1.227, de 28 de dezembro de 2009, que estabelece o custo aluno para o ano de 2010, no valor de R$ 1.415,97. Porém, não estabelece percentual para o valor do salário desses profissionais. Por este motivo, esta Associação de classe, vem propor um Piso Nacional Para Professor com licenciatura Plena ou bacharelado, o valor de R$ 3.800,00 para 40 horas, 20 horas de sala de aula, 10 horas departamental e de laboratório e 10 para leitura e planejamento.

    Quanto ao Piso Nacional Para os técnicos em educação: Supervisor Educacional, Psicólogo Educacional, Orientador Educacional e Assistente Social Educacional, valor equivalente ao R$ 3.000,00 para 40 horas. Se você está de acordo com a proposta do professor, entre em contato com o mesmo, gilsonunes2000@bol.com.br -

  5. JOELSON CHAVES DE QUEIROZ Says:

    ACABAMOS DE CRIAR UM SINDICATO DE PROFESSORES EM PORTO VELHO-RO,SE DESGARRANDO DO SINDICATO DE TRABALHADORES,ENTENDEMOS QUE TEOS UMA PAUTA ESPECIFICA E PROBLEMAS QUE SO OS PROFESSORES PODEM TER.GOSTARIA DE TER MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O PISO,ESTAMOS NESSA LUTA TAMBÉM.

  6. lugirl.lima@gmail.com Says:

    Olá, gostaria de saber se posso postar aqui a audiência de instrução do Professor Kássio, recentemente assassinado em Minas Gerais. É um belo texto para reflexão do que tem acontecido em nossas escolas, faculdades etc. Agradeço a atenção.
    Luciana Lima

  7. jarbas Says:

    Oi Luciana,

    Autorizado está. Coloque o texto aqui em comentários. Copiarei o material e darei a ele destaque de post. Abraço,

    Jarbas

  8. luciana Says:

    J’ACUSE !!!
    (Eu acuso !)
    (Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

    « Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
    Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (…) (Émile Zola)

    Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!).

    A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

    O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

    Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

    No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando…

    E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

    Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente…

    Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

    Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

    Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

    EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

    EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

    EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

    EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

    EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

    EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

    EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

    EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

    EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

    EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

    EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

    EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

    EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

    EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

    EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

    Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

    Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

    A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

    Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

    Igor Pantuzza Wildmann

    Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

  9. luciana Says:

    Obrigada Profº. Jarbas… sou professora também (no DF) e compartilho de todas as angústias aqui postadas… trouxe mais uma com o texto sobre o assassinado do Prof. Kássio em BH. Pretendo, no início das aulas aqui no DF, repassar a todos os professores da minha escola – creio que precisamos nos mover de alguma forma pois, a cada dia que passa me sinto mais insegura no próprio ambiente de trabalho – uma Escola. (que contrassenso não?!) Nunca imaginei que chegaríamos a essa dura realidade. Agradeço sua atenção. Luciana

  10. luciana Says:

    Eu fico tentando imaginar um prof. que trabalha em dois ou três colégios… quantos diários essa “pobre” criatura carregará? Quantas reuniões terá que participar? Quantos pais atenderá? Quantos alunos terá? Daí surge um outro questionamento? Por qual motivo somos tão desvalorizados no BRASIL?? O que há de errado com a profissão? Ou com sociedade? (mais angústias….) :(

  11. nair vieira de almeida fonseca Says:

    Realmente é uma pouca vergonha o salário de um professor .Enquanto não melhorar o salário do professor e tempo perdido ficar falando em melhora para a educação brasileira.

  12. kenny Says:

    professor fla q ganha mal,mais qnd eu olho papela janela da sala,no que se da ao estacionamento,vejo carros bom,td bonitos e de bom gosto,mais isso e claro,isso aki em centro-oeste,o q ñ muda o fato de que professor ñ ganha tao mal assim.

    • jarbas Says:

      Kenny,

      Legal! Considere a possibilidade da carreira docente, já que você gosta de carrões. Com salário de professor da rede pública seu primeiro carro será uma mercedes. Aguardamos ansiosamente seu ingresso na profissão. Abraço grande, Jarbas.

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