Netiqueta

netiqueta.jpgDesde que a rede mundial de computadores se tornou um ambiente de comunicação, surgiram problemas relacionados com boas maneiras no ciberespaço. A gente escreve. Manda mensagens. Troca informações. Mas muitas vezes o intercâmbio com outras pessoas não é direto nem imediato. Isso pode dar margem a situações que incomodam os frequentadores do pedaço, pois é tão fácil colocar coisas no ar que às vezes nos esquecemos que estamos numa conversa

Um ambiente onde os malentendidos são frequentes é o das listas de discussão. Recentemente critiquei numa lista comportamento inadequado: a publicação de uma cópia de mensagem de origem duvidosa e que propagava opiniões políticas disfarçadas de testemunho de pessoa respeitável. Tratava-se de uma mensagem que supostamente reproduzia observações de uma pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto sobre o que anda acontecendo em Roraima. Bons leitores percebem de cara que se trata de uma falsificação tosca. Mas há quem considere o texto um alerta sobre os perigos de ocupação da Amazônia pelos americanos. E quem assim pensa usa listas de discussão e grupos em e-mails para divulgar a suposta denúncia feita por uma acadêmica de uma das melhores escolas de medicina do país. Se quiser conferir a mensagem a que me refiro, dê uma olhada nesta matéria do site quatrocantos.

Enviar mensagens de origem duvidosa é um comportamento que traz desconfortos para os cibernautas. E há muitas outras coisas desconfortáveis. Uma delas, em listas de discussão ou em blogs, é a de colocar no ar cópias de matérias que o copiante acha interessantes. Cabe fazer isso uma ou outra vez quando o assunto é muito relevante, desde que o reprodutor da matéria dê as devidas explicações ou peça desculpas. Mas fazer isso constantemente enche a paciência até do Jó. Em muitos casos fica me parecendo que o copiante não leu, ou não leu com atenção, ou não leu com entendimento aquilo que está colocando no ar. Serve-se apenas da facilidade mecânica de copiar em ambientes digitais. Os resultados são desagradáveis para os leitores. Blogs , listas e outros ambientes são espaços de autoria, não de reprodução sistemática de textos alheios. Acho que, no mínimo, os copiantes são preguiçosos ou não têm redação própria.

O objeto deste post faz parte de uma discussão necessária sobre como usar a internet para mandar mensagens, participar de discussões, convidar pessoas para conversas. Isso tudo acabou sendo classificado com netiqueta, um código de normas de comunicação para a internet. Todo blogueiro, vez ou outra, deveria pensar um pouco sobre o assunto. Para começar, sugiro uma chegada até entrada netiqueta na Wikipedia.

2 Respostas para “Netiqueta”

  1. Miriam salles Disse:

    Olá Jarbas!
    Outro dia descobri que existe uma nova (pelo menos pra mim é!) forma de marketing… um tal de marketing viral. A descoberta se deu depois que recebi, em listas de discussão, a indicação de um filme sobre uma empresa que trabalhava pela internacionalização da Amazônia… uma tal de Biotech. Achei estranho e resolvi pesquisar. Descobri que a tal empresa é fictícia e tudo não passava de um jogo de realidade alternativa (?) da Ambev e o Guaraná Antártida. Mas, vira e mexe, o alerta contra a tal empresa ainda surge na minha caixa postal. E com certeza outras surgirão, porque esse lance é criar campanhas onde o consumidor pense que algo fictício é verdadeiro.
    Essa discussão que você propõe, se faz cada vez mais necessária.
    Um abraço

  2. Fátima Disse:

    Olá Jarbas,
    Antes de comentar, procurei pensar e estudar sobre o assunto do seu post.
    Coloquei no meu novo blog a opinião do David Weiberger para esquentar a discussão. Não gosto de correntes, nem de informações que não são verificadas antes de repassar. Quanto à redação própria em blogs, penso que é possível usar textos alheios porque estamos compartilhando com os outros aquilo que lemos e consideramos importante divulgar.
    Abraços.

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