Meme da página 161

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Minha amiga Miriam me pediu para revelar o livro que utilizei no meme da página 161. Lá vai: a obra da qual saiu aquele texto de mistério sobre um acadêmico, noviços, escada, luz e uma biblioteca é Um Cântico para Leibowitz, clássico da ficção científica escrito por Walter M. Miller Jr.

Logo acima da tela do computador que utilizei para elaborar o post do meme 161, há uma estante com livros “passantes”, obras que andei manuseando por motivos diversos. Nela tudo se mistura. O Cântico não era o primeiro da fila. Na verdade era o décimo. Mas foi o primeiro livro que vi assim que levantei meus olhos para saber quais eram as obras mais próximas. Para matar a curiosidade dos amigos, listo aqui, na ordem em que aparecem da direita para a esquerda, as primeiras obras que estavam na minha estante de passantes: Confissões, de Santo Agostinho; Forces of Production, de David F. Noble; Gaia, organizado por Willian Irwin Thompson; The Gutenberg Elegies: The fate of reading in an eletronic age, de Sven Birkerts; O Modelo da Competência, de Philippe Zarifian; The Discoverers, de Daniel Boorstin; e A Distant Mirror: The calamitous 14th century, de Barbara Tuchman. Havia outros no caminho do Cântico, mas eram obras com menos de 161 páginas.

Como vêem, os livros ao meu alcance formavam um conjunto extremamente eclético. Explicação: estavam fora de lugar. Os passantes são obras que separo por motivo imediato: citação incidental, vontade de rever um trecho, intenção de recomeçar algum estudo que nunca chega aos finalmentes, pedido de amigos ou alunos etc. O Cântico, por exemplo, estava entre os passantes porque o separei para mostrá-lo para uma aluna que me houvera pedido indicação de obra de ficção que abordasse alguma dimensão do conhecimento humano. E o clássico de Miller Jr. é ótimo para quem quiser refletir sobre as idas e vindas do saber elaborado historicamente por nossa espécie. Recomendo.

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