Assim não tem conversa
Repito, a cada passo, que blog é um espaço de conversação. E sempre que posso, ofereço exemplos de textos blogueiros que nos convidam a conversar. Em blogs, assim como em muitos outros contextos de comunicação, a escrita precisa ser amigável. Acho que tal orientação vale também para os escritos chamados de “científicos”. Escrever mal com a desculpa de que o essencial é o conteúdo, ou que a precisão exige uma linguagem mais contida e unívoca, é conversa fiada.
Nos meus tempos de estudante de tecnologia educacional, um de meus mestres, Brock Allen, insistia muito na necessidade de fornecer, além de exemplos, contra-exemplos. Acabo de ler um resumo de tese que é perfeito contra-exemplo de texto que afasta o desejo de qualquer conversa. Reproduzo aqui parte do escrito para que vocês vejam o que não se deve fazer na produção de textos.
Objetivando aduzir elementos para a reflexão em tomo da Pedagogia Histórico-Crítica na direção da dinamização do movimento teoria-prática-teoria e, mais propriamente, no que tange à verificação das possibilidades de estabelecimento da unidade da teoria e da prática num processo de alfabetização, foi realizada uma experiência docente durante um ano letivo em uma turma do 1º ano do I ciclo junto a uma escola da Rede Municipal de Ensino do município de (…). Tomando enquanto problemática o como estabelecer a referida unidade na perspectiva da teoria pedagógica em questão e, como hipótese, que esta unidade pode ser efetuada a partir de uma prática pedagógica mediada por uma didática escolar critica, a primeira parte deste trabalho aborda a Pedagogia Histórico-Crítica a partir da história de sua formulação no bojo dos acontecimentos sociais e políticos brasileiros, chegando à sua explicitação através do destaque dos elementos teóricos centrais que a corporificam e do levantamento de seus pressupostos teórico-metodológicos.