Archive for setembro \27\UTC 2007

WebGincana do Sul Maravilha

setembro 27, 2007

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O Professor Eziquiel do EscolaBR sugeriu que a gente utilizasse o publicador de WebQuests php para colocar no ar algumas das WebGincanas produzidas por alunos da Universidade São Judas. Tal medida é adaptativa, uma vez que não existem ainda publicadores de boa qualidade para o modelo WebGincana. Surgiu uma primeira oportunidade. Alunas do terceiro ano de Pedagogia propuseram uma WebGincana como atividade de Prática de Ensino num projeto de Ciências Humanas e Sociais. Me pediram para dar uma olhada. Olhei. E, mais que isso, coloquei o material no EscolaBR. Gostaria que frequentadores deste Boteco dessem uma olhada no trabalho e comentassem aqui o resultado:

Cultura e História Gaúcha: Uma WebGincana

Sobre conversação

setembro 24, 2007

Mais de uma vez enfatizei aqui o caráter conversacional dos blogs. Esse ponto de vista mostra um papel mais importante que a simples produção de textos. Blogar é sobretudo dialogar. Mas hoje a gente anda perdendo de vista o importante papel que a boa prosa desempenha na vida civilizada. Por isso sempre é bom ver observações bem sacadas sobre a importância da conversa. Encontrei recentemente uma dessas sacadas em The Myth of Machine: Technics and human development, uma bela obra de Lewis Mumford. Na página 90, o autor diz:

 Com bastante certeza, a conversação se tornou a principal diversão para o homem primitivo, se desconsiderarmos o sexo. Os povos primitivos são exímios conversadores e têm grande prazer nisso. Entre as populações camponesas, como as da Irlanda, a conversa ainda é a ocupação social mais importante.

Boteco Escola em curso à distância

setembro 18, 2007

Ontem e hoje, este Boteco Escola recebeu cinco vezes mais visitas que a média usual. O movimento expressivo de frequentadores deveu-se a indicação, no Web.ensino, do post 5. Dicas sobre usos... como subsídio de estudo num programa de educação à distância. Muitos alunos estiveram no Boteco e alguns deles deixaram mensagens bastante simpáticas. Espero que tais visitantes voltem ao nosso estabelecimento e agradeço ao docente ou docentes que indicaram o Boteco Escola como referência para o estudo de usos de blogs em educação.

Censura outra vez

setembro 11, 2007

Andrea, correspondente deste Boteco, faz uma reflexão que merece ser lida, estudada, referenciada. Para ler o texto da Andrea basta ir até Por que bloqueiam.

Diana pesquisa blog e educação

setembro 10, 2007

Hoje o Boteco Escola recebeu visita de uma pesquisadora chamada Diana. Vocês podem ver o comentário dela em Blog, Café, Boteco. A freguesa eventual (espero que se torne cativa…) do estabelecimento comunica que elaborou uma monografia sobre nosso objeto de estudo. O nome do trabalho da Diana é O uso do blog como ambiente virtual de aprendizagem. A autora no momento está no mestrado da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e continua a estudar articulações entre o blogar e o aprender. Espero que ela apareça com alguma frequência aqui no Boteco e nos conte o que anda urdindo. Além disso, espero que ela também entre nos espaços construídos pelos meus alunos.

Diana nos comunica intenção de disponibilizar sua monografia. Legal! Precisamos de referências sobre o espaço web que estamos estudando e novos caminhos de aprendizagem.

Diana, já registramos você como sócia honorária do Boteco Escola. Contamos com você e ficamos à disposição.

Urgências irrelevantes

setembro 8, 2007

 

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(more…)

Recado para o Renan

setembro 8, 2007

Postei no Aprendente recado para quem quiser ouvir uma paródia da hora. Mas achei que os prováveis leitores aqui do Boteco também precisavam do recado. Há uma nova versão de Naquela Mesa, com versos de admiração pela extrema competência do Renan no manejo de vacas e desenvolvimento de laranjais. Se quiser ver e ouvir um novo arranjo para um sucesso do inesquecível Nelson Gonsalves, clique aqui.

Celular de novo

setembro 6, 2007

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Salvo engano, há uma expressão gringa que significa ” reagir intempestivamente a partir do que está rolando no momento”: on the spur of the moment. É o que estou fazendo a partir do que acaba de acontecer em uma de minhas aulas. Estávamos no laboratório. A turma desenvolve um projeto de WebQuest. Não costumo fazer exposições nessa fase de trabalho; procuro ir conversando com cada grupo a partir de demandas específicas de como as coisas vão indo. Mas, vez ou outra tenho de me dirigir publicamente à classe toda. Hoje tive que fazer isso para enfatizar necessidade de planejamento, pois observei que alguns grupos já decidiram que Tarefa propor sem saber muito bem que conteúdo deverá ser estudado, nem que situações e eventos estão rolando no mundo e têm alguma relação com a WebQuest em construção. Além disso, para ajudar meus alunos a se situarem no curso, resolvi apontar o que já vimos até a data. A exposição toda não durou mais que vinte minutos. Enquanto eu falava um de meus alunos, sentado na primeira bancada do laboratório, batia um longo papo com alguém via celular. Resolvi não intervir. Apenas parei de falar durante um perído bastante longo. O moço do celular não se abalou, continuou a conversa. Voltei à exposição. O episódio sinaliza, a meu ver, uma tendência preocupante em termos de relações humanas. A maior parte dos contatos face a face estão num segundo plano. Qualquer chamada via celular tem prioridade.

A tendência que me preocupa (e deixa irritado quando alguém me ignora para atender a um chamado telefônico) mereceu destaque no Fantástico do último domingo. Não vi a matéria, mas ouvi a chamada diversas vezes no final de semana. Assunto: o uso do celular deve ser proibido na sala de aula? A própria pergunta já é espantosa pois situa o trabalho escolar em plano inferior a qualquer apelo externo que venha por meio da telefonia móvel. A facilidade técnica tornou-se uma prioridade: se é possível comunicar-se por telefone a qualquer hora e em qualquer lugar, isso precisa e deve ser feito.

Encontros humanos presenciais perdem terreno pois não precisam ser assitidos pela tecnologia. Muitas pessoas com as quais converso sobre o assunto devem me achar um velho chato. Talvez eu o seja, mas agradeceria muito se alguém me explicasse o que é que se ganha em humanidade nas conversas sem substância que rolam via celular.


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